Infelizmente, não consegui assistir o primeiro capítulo do The Ultimate Fighter 3 Brasil. Só comecei a assistir o reality show a partir do segundo capítulo, que foi ao ar no último domingo, na TV Bahia. Minha primeira impressão foi boa. Acho que o nível dos lutadores já pareceu um pouco melhor do que o ruim TUF 2. Destaque para Márcio Lyoto, da Team Tavares. Mostrou ser bom no chão e também na trocação. Meu favorito aos título do TUF 3 desde já.

Outros lutadores também chamaram a atenção: Vitor Lex Luthor, dono de boa técnica em pé, e Marcos Pezão. A luta entre Warlley Alves e Wendell Negão, que tinha tudo para ser a melhor tecnicamente, me decepcionou bastante. Alguns amigos, que viram o 1º episódio, elogiaram os lutadores Paulo Borrachinha e Antonio Cara de Sapato.

Este último, para quem não conhece, é pupilo de Luiz Dórea na Academia Champion e sparring de Júnior Cigano. Multicampeão de jiu-jistu, Cara de Sapato, mostrou estar afiado no chão em sua curta carreira como lutador de MMA. São três vitórias, todas elas por finalização. Paraibano e radicado em Salvador, o peso-pesado tem 24 anos e agora buscar aprimorar seu jogo em pé. Ao que parece, tem o que falta a Cigano no  momento, experiência em torneios, já que disputou diversas competições de jiu-jitsu. Falta colocar em prática em lutas de nível maior.

***

Por falar em Cigano, houve uma notícia do site do Canal Combate de que o ‘cataribaiano’ havia saído da Champion Team para se juntar à Nova União. Mas a história não era bem assim. Como vocês devem saber, a mídia carioca – e a paulista – adora puxar sardinha para eles próprios, então, vangloriar a academia de Dedé Pederneiras faz parte do pacote da moral. Essa é a opinião de uma fonte minha, que pediu anoinimato, próxima a Dórea.

Cigano continua atleta da Champion e apenas fará alguns treinos na Nova União enquanto morar no Rio. Lá também passará até mais tempo treinando na Team Nogueira, já que a equipe dos irmãos Minotauro e Minotouro possui mais atletas de peso alto, enquanto a Nova União é especializada em pesos mais leves.

Outra notícia em relação ao time de Dedé Pederneiras que nos interessa. O peso mosca baiano Jafel Filho, de Juazeiro, foi contratado pela academia carioca. Ele já vinha sendo observado pelo treinador de José Aldo, Renan Barão e Eduardo Leone, mas recebeu o aval mesmo após a Shooto 46, em Lauro de Freitas, quando fez uma ótima luta contra Daniel Rodrigues, vencendo no 3º round por finalização. O juazeirense tem um cartel 3-0, com duas finalizações e um nocaute técnico.

 

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A frase acima não é minha, é de André ‘Dedé’ Pederneiras, técnico da dupla José Aldo e Renan Barão na academia Nova União, no Rio. Campeão dos penas do UFC, Aldo encara Ricardo Lamas no evento deste sábado, fazendo a preliminar da luta de Barão, campeão dos galos, que tem uma parada dura pela frente: o americano Urijah Faber.

Dedé, de 46 anos, 6º grau de faixa preta de jiu-jitsu e eleito melhor técnico de MMA do mundo em 2010, esteve na Bahia na última sexta para acompanhar o Shooto 46, primeiro evento da marca da qual é o presidente no Brasil a ser realizado no estado. O Ginásio de Lauro de Freitas recebeu um bom público com uma bela estrutura. Só faltou um telão pra galera ter mais detalhe dos combates quando estes fossem pro chão. O calor é culpa da época e da ventilação precária do ginásio.

Lá, Dedé bateu um papo rápido com o blog. Confira:

CORREIO COMBATE: Não tenho como fugir dessa pergunta. Por quê a demora para o Shooto vir à Bahia?

Dedé Pederneiras: Na verdade, estava faltando um parceiro (Zé Mario Team e empresários da cidade). A gente arrumou agora e fez um excelente show. Com essa parceiria e a gente vai voltar com certeza novamente.

Reprodução/Twitter

André ‘Dedé’ Pederneiras

CC: Você está no MMA há muito tempo e colhe os frutos de um investimento realizado há mais de uma década. Acreditava que o esporte chegaria a esse nível algum dia? 

DP: Se eu disser isso, eu tô mentindo. Na verdade, eu acreditava que ia crescer, não sabia que ia crescer tanto. E hoje estou colhendo os frutos, como você falou, daquilo que fiz há um tempo atrás.

CC: O que você pode falar da preparação de Aldo e Barão há uma semana da luta?

DP: Eles estão superbem para a luta. Só não ganham se Deus não quiser. Bem eles estão.

CC: O que mudou no treino de Barão a partir da saída de Dominick Cruz (que se machucou) e entrada de Urijah Faber como adversário?

DP: A vantagem de ser o Faber é porque é um atleta que a gente já estudou há um tempo atrás (UFC 149, em 2012, no Canadá). Então, a gente tem um know-how de como lutar com ele. Não que a luta vai ser a mesma, mas a gente já tem um conhecimento de como lutar.

CC: Júnior Cigano começou a treinar com vocês lá na Nova União na semana passada. Como aconteceu essa ‘parceria’?

DP: Ele tá começando a treinar lá de vez em quando, vai ver se consegue colher alguma coisa que possa beneficiar ele no jogo dele. Pra gente é ótimo. Assim como a gente está ensinando, a gente está aprendendo também. É bom pra todo mundo.

***

Só consegui chegar ao Shooto na antepenúltima luta. Me surpreendi com o ótimo público que encheu o Ginásio Municipal de Lauro de Freitas. Como disse, a estrutura está excelente, só falta um ou dois telões, no alto, para que o pessoal pudesse acompanhar as lutas com mais detalhes, principalmente quando elas fossem pro chão. Gostei muito da penúltima luta, entre Jafael Cavalcante e Daniel Rodrigues. Nível bom de solo e bom preparo físico de ambos os atletas.

Já na luta principal, foi mais raça do que técnica. Jurandir Sardinha começou parecendo um ventilador em cima de Geraldo Cocão: batendo com a guarda totalmente aberta. Acho que o conquistense teve mais calma, mas acabou indo pro chão. Sardinha, empurrado pel público, tentou por diversas vezes a guilhotina e não conseguiu.

Foto: Viviane Sales / Shooto Brasil

Cocão foi o vencedor da luta principal da noite do Shooto 46

Quando a luta voltou a ser de pé, Cocão fez o óbvio: esperou Sardinha vir, esquivou e acertou um direto. Lona. Aí foi só sacramentar a vitória no chão. Detalhe que o árbitro deixou o conquistense bater demais com o lutador local já desacordado. E, vendo o replay, o cara nem interrompe a luta. Quem para de bater é Cocão. Lamentável!

Sei que, se o árbitro interrompesse quando Sardinha ainda tivesse alguma chance, o público ia querer matá-lo, mas o que ele fez colocou em risco a saúde do atleta. Tanto que Sardinha ficou muito tempo ainda ‘em alfa’ no octógono.

No geral, tenho que parabenizar a Zé Mário Team e todos os envolvidos pela iniciativa e organização. Que venham outros Shootos!

 

 

 

Resultados:

Geraldo Júnior “Cocão” venceu Jurandir “Sardinha” por nocaute aos 3m50s do primeiro round
Jafael Cavalcante venceu Daniel Rodrigues por finalização (mata-leão) a 1m32s do terceiro round
Silmar Rodrigo venceu Marcos “Biriba” Tanajura por decisão unânime
Valto “Ciclope” Ribeiro venceu Cleuber Cabral por finalização (kata-gatame) a 1m09s do terceiro round
Eric “Panterinha” dos Santos venceu Clécio “Fantasma” Pereira por nocaute técnico aos 3m23s do segundo round
Tyago “Buda” Nascimento venceu João Nogueira Domingos por nocaute técnico aos 2m05s do primeiro round
Shely “Pilão” Santana venceu Aloísio “Homem Fera” Adson por nocaute técnico aos 2m39s do primeiro round
Cleiton Ramos Pereira venceu Marcos Silva por decisão unânime
Marcus Figueiredo venceu Maxsuel Giraldo por decisão unânime

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O ano de 2014 começou bem para o MMA na Bahia. Logo agora, nos dois primeiros meses do ano, teremos edições dos dois maiores eventos do esporte em solo local: Shooto e Jungle Fight. Uma pena só que a (falte de) estrutura de Salvador faça com que ambos sejam realizados em cidades menores, ainda que próximas à capital. Esse fato pode diminuir o alcance do público pela dificuldade de locomoção.

O Shooto 46 rola amanhã, dia 24, no Ginásio Municipal de Lauro de Freitas, a partir das 20h. O Jungle Fight 65 acontece em 2 de fevereiro, na Arena Madre, em Madre de Deus, como parte do projeto Madre Verão. A ‘peleja’, como diria minha avó, começa às 20h30. Ambos terão transmissão do canal a cabo Combate. O Jungle ainda passará também no Sportv e terá transmissão internacional pela ESPN 3.

Além dos eventos, a outra boa notícia é que o WFE, que, há dois anos, chegou num nível muito bom de reconhecimento e de qualidade de lutas, vai voltar. Acredito muito no trabalho de Luiz Fernando, a quem conheço nem sei desde quando e que é um cara persistente no mundo do MMA, e de sua equipe para que o evento baiano tenha um público mais cativo ainda nesta retomada.

NA RAÇA

Voltando ao Shooto, ele acontece num momento em que a relação entre a Zé Mario Team, de Zé Mario Benedicts, e a carioca Nova União, de Dedé Pederneiras, está num ponto muito legal para o MMA baiano. Foi através dessa parceria que Bruno Carioca chegou ao UFC (uma pena que tenha perdido a primeira luta). Dedé é o idealizador do Shooto e partiu de Zé Mario trazer o evento para cá.

“Você convive no meio, sabe que a gente tem a necessidade de bons eventos”, me disse Zé Mário, que confidenciou que contou com o apoio de um aluno que é empresário para trazer o Shooto. “Com certeza a maior dificuldade é a falta de apoio. A gente é patrocinado só por gente do meio do MMA mesmo”.

O próprio ginásio de Lauro de Freitas, apesar de recém-reinaugurado, não tem a estrutura necessária para receber um vento desse tipo e o pesseoal da ZMT vai se virando. “Em Salvador, a gente não tem nem onde fazer. Nem na Fonte Nova é possível. Estamos aqui aos trancos e barrancos, mas vai dar tudo certo”, confia. MMA aqui é assim, na raça!

Zé Mário buscou colocar no card lutadores que ele acredita que podem dar um salto a mais dentro do MMA. Amanhã, estarei lá pra conferir o evento e dar essa força. Se você puder, faça  igual a mim, vá também e leve um bocado de amigos. Os ingressos custam R$ 20 e a mesa com quatro lugares (com estacionamento privativo e serviço de bar) sai por R$ 300.

O card é esse:

Jurandir Sardinha X Geraldo ‘ COCÃO’ Júnior

Jafael Cavalcante X Daniel Rodrigues ‘SANTA CRUZ’ (RN)

Silmar Rodrigo (RN) X Marcos Tanajura ‘BIRIBA’

Cleuber Cabral X Valto ‘CICLOP’ Ribeiro

Clécio Pereira X Eric dos Santos de Jesus

João Domingos x Tyago Nascimento ‘BUDA’ (RN)

Aloisio Adson ‘HOMEM FERA’ x Shely Santana

Marcos Silva x Cleiton Pereira

Maxsuel Giraldo x Marcus Figueiredo

Foto: Viviane Sales / Shooto Brasil

ARENA ESPECIAL

Já o Jungle Fight 65 é uma parceria do evento com a prefeitura de Madre de Deus, que, nos últimos anos, tem promovido o Madre Verão, reunindo música, esportes e atividades, para a população local durante a estação quente. São apenas 63 km de distância de Salvador e vale dar uma chega lá de dia, curtir um pouco a praia (que é legal) e depois assistir ao Jungle, que acontecerá numa arena especial montada para o projeto.

“Estamos todos muito felizes de irmos pela primeira vez para Madre de Deus, na Bahia. Espero que a chegada do Jungle Fight incentive ainda mais a prática do MMA em Madre de Deus e no estado todo. Essa iniciativa é muito importante para mostrar a força e a importância desse esporte e do nosso evento, que é o maior da América Latina”, afirmou Wallid Ismail, presidente do evento, através de sua assessoria de comunicação.

O card do Jungle contará com diversos atletas da Champion Team, de Luiz Dórea, treinador Júnior Cigano e Hugo Wolverine, entre outros. Mas a luta principal será entre dois atletas de fora: Thiago Trator, do Amapá, defende o cinturão dos leves (70kg) contra Ary Santos (RJ). Achei o card bem interessante.

Thiago Trator (Mikito Team) X  Ary Santos (Arena Champs) - Cinturão 70KgJunior Orgulho (Champion Team/ Nordeste JJ) X Michel “Demolidor” Pereira (Base MMA club)Renato Velame (Champion Team) X Nildo Katchal (Roxo Strike)Lucio Curado (Popó Fight Team) x Alexandre Cidade (Team Tavares)

Kleber Orgulho (Champion Team) X Wendres “Godzila” da Silva (Pitbull Brothers)

Rodrigo Taigra (Gracie Barra Bahia) X  Eliseu “Capoeira” (CM System)

Leonardo Laiola “Caveira” (Champion Team) X Luciano Benício (Nova União)

Fabricio “Negao” Jonas (Nova União) X Alex Miudinho (Champion Team/ Nordeste JJ)

Lantyer Ribeiro “Mão de Pedra” (Team Madre Fight) X Italo Araujo (Champion Team)

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 No começo, o Ultimate Fighter Championship parecia ter saído das telas de cinema. O primeiro evento, em novembro de 1993, reunia lutadores de artes marciais diferentes num torneio com quartas, semis e final disputadas no mesmo dia.

O objetivo era mostrar qual das artes era superior. A ideia havia vindo da familía Gracie, comandada pelo mestre de jiu-jistu Hélio Gracie, que realizou pequena adaptações à arte oriental secular. Sempre muito confiantes, os Gracie queriam mostrar a força do jiu-jitsu brasileiro.

Conseguiram. Afinal, Royce Gracie se sagrou o primeiro campeão do UFC. Naquele dia, teve de tudo. Kickboxing, boxe, sumô, caratê, savate, tae kwon dô… e poucas regras: round único, nada de luvas obrigatórias, quimonos eram permitidos.

O evento foi um sucesso mas a violência chocou. Tanto que o vale-tudo, já que a sigla MMA (artes marciais mistas, em inglês) só surgiria mais tarde, começou a ser proibido em diversos estados americanos. Foi aí que entrou em cena Dana White e os irmãos Fertitta.


O trio que comprou o UFC à beira da falência deu aquilo que faltava à organização: profissionalismo e uma visão de mercado inteligente. Juntos, eles criaram mais regras e conseguiram, assim, a licença para que o evento voltasse a acontecer na maioria dos estados americanos.

O reality show The Ultimate Fighter (TUF), em 2005, em que lutadores pouco experientes, competiam para conseguir um contrato foi fundamental para o UFC conquistar o público. Ao mostrar o dia a dia dos lutadores, White & cia. humanizaram aqueles que eram tidos como brutamontes sem neurônios. O formato de reality show, consagrado com o Big Brother, por exemplo, foi de fácil entendimento para os americanos.

Faltava, então, o mundo. A grande sacada foi começar pelo vizinho Canadá e pelo Brasil, com sua quantidade enorme de lutadores e sendo um mercado econômico em franca ascensão. Para conquistar os canadenses, o UFC investiu em George St-Pierre. O campeão dos meio-médios é hoje, talvez, o maior ídolo do Canadá e maior vendedor de pay-per-views do evento.

O UFC chegou ao Brasil por tabela, comprando o decadente Pride e, com ele, os contratos dos maiores lutadores nacionais. O nocaute no mercado brasileiro veio apenas em 2011, no evento que colocou Anderson Silva e Vitor Belfort frente a frente. A partir daí, o UFC se estabilizou no país com eventos em diversas cidades e uma versão nacional do The Ultimate Fighter.

Nos seus 20 anos, o UFC já tem os principais planos claros. Expandir-se para os maiores mercados longe da América: Rússia, China e Índia que, juntos possuem mais de um terço da população mundial. O número de lutadores russos subiu e o gigante asiático receberá uma versão do TUF, assim como em terras indianas.

Por quê o crescimento? Simples. O UFC é uma organização bem planejada que profissionalizou algo que sempre foi inerente ao ser humano desde seus primórdios: o gosto pela luta. E faz isso com respeito ao público e uma grande dose de marketing. É uma questão de tempo até suas metas serem alcançadas. Pouco tempo.

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Meu pai sempre me disse que para superar um trauma é preciso encará-lo novamente e vencê-lo. O tema de nossas conversas não é luta e esse ensinamento veio a partir do dia em que ele voltou a Florença depois de ter perdido o passaporte na cidade italiana alguns anos antes. A charmosa terra do Piemonte, cheio de obras de arte a céu aberto, foi sinônimo de más lembranças para meu pai até ele sepultar o agouro fazendo tudo que queria ter feito na primeira visita e foi impedido pelo infortúnio.

Vale o ensinamento para Amanda Nunes. A lutadora baiana vai muito bem, obrigado, no UFC. Dois combates e dois nocautes técnicos no 1º round. O último deles, na quarta passada, no UFC: Fight For The Troops, sobre a holandesa Germaine de Randamie. Incrivelmente, a Leoa não subiu no ranking da categoria do UFC e continua na 8ª colocação (para mim, ela já é, ao menos, a quinta).

O próximo desafio da baiana é exterminar um trauma e ficar livre para brigar pelo cinturão feminino dos galos. No mesmo UFC, a canadense Alexis Davis venceu a então favorita Liz Carmouche de forma incontestável para mim. Alexis agora é a 3ª do ranking, abaixo de Cat Zingano e Miesha Tate, esta última adversário da campeã Ronda Rousey em dezembro.

Amanda detona a holandesa Germaine de Randamie

Alexis é a responsável pela derrota mais contundente na carreira de 9 triunfos e 3 revezes da Leoa baiana. Ainda no StrikeForce, Amanda dominou boa parte da luta, mas cansou, após tentar (e até conseguir) levar a canadense pro chão. Alexis, que é muito raçuda, tomou a frente do combate e venceu por nocaute técnico no finzinho do 2º round, quando a baiana não conseguia nem mais se defender.

A prova de que essa luta não saiu da cabeça de Amanda é que ela, logo depois da primeira vitória no UFC, contra Sheila Gaff, no Rio, já pedia um acerto de contas contra a número 3 do ranking: “ Como eu perdi para Alexis Davis no Strikeforce, eu queria muito uma revanche contra ela”, afirmou. Antes do combate de quarta, ela também pediu uma luta contra a vencedora de Davis x Carmouche. Já imagino qual foi a torcida dela…

A luta, que promete ser bem equilibrada, deve acontecer e baiana de 25 anos,  vai precisar de bastante foco e não cair na armadilha de gastar o gás, como aconteceu no Strikeforce. Vamos aguardar.

Pra quem não sabe, Amanda nasceu em Pojuca, a 70km de Salvador, e começou na capoeira. “Minha mãe sempre dizia que o esporte disciplinava”, me contou numa entrevista. Ainda no interior, começou no boxe e passou pelo jiu-jitsu já na capital baiana, quando estava de férias. Daí, pro MMA, foi um tapa. A inspiração dela é o tio José Alves, lutador de vale tudo, que faleceu há pouco mais de cinco anos. “Estou dando continuidade ao legado dele”, me disse. Está fazendo ele muito orgulhoso, Amanda, tenho certeza.

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O que eu mais ouvi durante a última semana, antes do UFC 166, em que Júnior Cigano perdeu sua segunda luta consecutiva para Cain Velasquez e não recuperou o cinturão dos peso-pesados da organização, foram opiniões sobre quem era o lutador mais completo dos dois. Uma corrente defendia o brasileiro, pela luta em pé, defesa de quedas e um discurso de que estava pronto para usar seu jiu-jitsu. A outra acreditava no americano, com seu wrestling (luta olímpica), kickboxing e também faixa preta da arte suave.

Mas o que é cada vez mais claro – e que o público deve entender – é que MMA não se trata só de talento individual mais. O crescimento do esporte fez o nível dele se aprimorar e, com isso, as nuances psicológicas, físicas e táticas passaram a ter um papel fundamental em cada combate. Ao ver Cain Velasquez no octógono, venho notando mais defeitos nele como lutador e mais qualidades como atleta. Bicampeão universitário de luta olímpica, o americano sabe bem a importância de uma boa estratégia de luta. Contra Cigano, ele, mais uma vez, obedeceu a seu plano de luta e impôs seu jogo. Tirou a movimentação do brasileiro, desgastou-o e soube a hora certa de bater e de amarrar o combate. E, ainda assim, deu brechas ao brasileiro.

(Photo by Nick Laham/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)

Só que Velasquez não é campeão só por ter talento e treinar. É campeão por ter um condicionamento físico melhor, um psicológico mais forte e uma concentração maior enquanto a luta se desenrola. Um campeão se impõe física e psicologicamente sob seus adversários, algo que Anderson Silva, por exemplo, faz até demais. Na madrugada de domingo, senti o americano mais nervoso, mas ele combateu seu próprio medo partindo para cima do brasileiro.

Já Cigano sofre com a falta de experiência. Ao contrário do campeão, o brasileiro começou nas artes marciais mais tarde e competiu diretamente no MMA. No UFC, teve um crescimento explosivo, chegando ao título até de forma surpreendente pelo pouco tempo como lutador. Durante esse período, Cigano enfrentou bons lutadores, mas foram raras as vezes que precisou trocar de estratégia. Além disso, sempre entrou no octógono se impondo sobre os oponentes. Contra Velasquez, isso não aconteceu nas duas últimas vezes que se enfrentaram.

O brasileiro precisa ser mais testado, principalmente durante os treinos. Simular mudanças de estratégia no combate, colocá-lo em risco, apanhar. Não adianta ter ótimos mestres em diferentes artes marciais se não houver um sparring bem nivelado para desafiá-lo. Do lado de lá, Velasquez tem Daniel Cormier, um dos melhores lutadores do mundo e invicto, como parceiro. Para Cigano amadurecer e ter experiência e discernimento para não cair nas armadilhas dos adversários, ele precisa de um parceiro no mesmo nível. Nível de campeão mundial.

Talento, o ‘cataribaiano’ possui e isso é indiscutível. Falta crescer como atleta. Esse é um problema que só ele mesmo pode resolver. Eu acredito em Cigano. Talvez falte a ele mesmo acreditar mais.

Texto publicado originalmente na edição desta segunda-feira (21) do Correio*

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Para muitos, o desempenho de Alexander Gustafsson contra Jones Jones, no último sábado, foi surpreendente. Para mim, não. Apesar de vir de duas lutas, com oponentes mais qualificados, em que venceu  por decisão dos árbitros, o comportamento do The Mauler nessas lutas sempre foi muito bom, dominante em boa parte do tempos dos rounds. Talvez, por não ter lutado contra Gegard Mousasi, em abril, as pessoas esqueceram do quanto o sueco tinha crescido em suas últimas aparições.

A luta foi excelente e, para mim, a cotovelada de Jones, no 4º round decidiu a luta. Gustafsson ganhava o round, o que seria o seu terceiro no combate, mas acabou perdendo-o por conta da contundência do americano e sua recuperação para o último assalto acabou comprometida. Apesar da técnica, o sueco baseou seu jogo em dois pontos: preparo físico e abalo psicológico ao adversário. Tudo feito com proporções bem adequadas durante o embate.

Jones e Gustafsson fizeram luta bem equilibrada

No primeiro round, se movimentou bastante e atuou nos contra-golpes, com boa defesa. Com o ferimento aberto no olho direito e a primeira queda recebida na carreira, Bones começou a se irritar por não conseguir desenvolver seu jogo. O ápice foi no 3º round, quando tentou agarrar as pernas de The Mauler desesperadamente.

Obviamente, esse jogo só funcionou porque o sueco tem 1,96m e 2,06m de envergadura. Mais alto que Jones e com alcance um pouco menor (o americano tem absurdos 2,15m de envergadura), Gustafsson foi o adversário que o campeão dos meio-pesados nunca teve pela frente. Assim não pode aproveitar seu tamanho para usar os braços para machucar e, consequentemente, levar o rival para o chão para distribuir suas cotoveladas de gillete.

Vitória justa de Jones? Acredito que sim, mas o sueco foi o único que saiu do octógono melhor do que entrou.

***

Campeão interino (mas verdadeiro campeão, pra mim), Renan Barão pegou uma pedreira pela frente e mostrou qualidade. Gosto muito do estilo de Eddie Wineland, que tem bom jogo em pé e ótimo punch, maior problema do potiguar. Era um combate de alto risco e, na minha opinião, necessário para credenciar o brasileiro ainda mais para enfrentar o ótimo (e quebrado) Dominick Cruz, o campeão atual dos galos. Ainda acho o americano com mais qualidade que Barão, mas a sequência de 32 lutas invicto e os triunfos sobre Faber, Michael McDonald e, agora, Wineland mostram que o potiguar tem nível para bater o The Dominator, claro, se as contusões deixarem.

Baraão acerta chute rodada e ‘empena’ Wineland

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O baiano Edimilson “Kevin” Souza, radicado há algum tempo em Santa Catarina, já iniciou a fisioterapia da mão esquerda que ele quebrou na vitória sobre Felipe Sertanejo no UFC Glover x Bader. Serão 60 sessões, ao menos, até o lutador poder voltar as treinos. A luta contra Sertanejo foi a estreia de Kevin no UFC e ele venceu por decisão dividida (o que achei absurdo). O baiano tem ótima envergadura para o peso pena e tem o boxe afiado, treinado pelo ex-boxeador sergipano Kelson Carlos, ex-pupilo de Luiz Dórea e medalha de prata no Pan de Winnipeg, em 99.

Pra quem não lembra, Kelson era tido como o sucessor de Acelino Popó, mas acabou tendo um problema médico, possivelmente fruto das mais de 100 lutas na carreira, entre amador e profissional. ‘A Fera‘, como o ex-pugilista era chamado, trabalha com Kevin na academia do Team Tavares, em Florianópolis, capitaneada pelo lutador Thiago Tavares.

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Amanhã, quarta, dia 4 de setembro, eu tô de folga. Desculpa, caro leitor, se você não está. E vou aproveitar ela assistindo o UFC: Teixeira x Bader, que começa às 17h, no canal Combate. Esses eventos em dia de semana, que não são uma novidade no UFC, estão se tornando mais comuns e, ao que parece, recebem pouca atenção. Acredito pelo fato de serem em horários em que o brasileiro está acostumado a ver futebol e não MMA. Quem optar pelo esporte bretão, vai perder hoje um grande evento. Na última quarta, no UFC Condit x Kampman 2, já pudemos assistir um bom evento. Lembro também da vez em que rolou um Ellenberger x Sanchez, no meio de uma semana, em fevereiro de ano passado, que foi excelente.

Nesta quarta, em Belo Horizonte, temos, ao menos, três lutas que possuo uma expectativa bem grande. Além do evento principal, dos meio-pesados, entre um dos prováveis futuros desafiantes de Jon Jones (assim penso), o brasileiro Glover Teixeira, em ótima fase, contra o sempre perigoso Ryan Bader, vai rolar um interessante confronto entre Yushin Okami – surpreendentemente bem nas últimas lutas –  e o brasileiro Ronaldo Jacaré, ex-campeão dos médios do Strikeforce, e o geralmente ágil combate dos moscas entre Joseph Benavidez, número 1 do ranking do UFC, e o brasileiro Jussier Formiga, 5º na lista dos melhores da categoria.

Glover Teixeira e Ryan Bader naquela encarada de lei

Para os três brasileiros, um triunfo significa um passo importante para desafiar os campeões de suas categorias. Glover, com um triunfo, é quase certo que seria o desafiante do vencedor da luta entre Jon Jones e Alexander Gustafsson, marcado para o próximo dia 21. O brasileiro é atualmente o  2º no ranking, logo depois do sueco, e, agora, à frente de Lyoto Machida. Bader vinha bem até perder pro próprio The Dragon há um ano. Posteriormente, saiu do ranking dos dez mais.

Nos médios, temos número 3, Okami, x número 5, Jacaré. O japonês só era lembrado por ter sido o último algoz de Anderson Silva antes da perda do título da categoria para Chris Weidman, lá em 2006. Mas aí, venceu Mark Muñoz e Nate Marquardt em sequência e topou com The Spider. Perdeu e foi derrota, seis meses por Tim Boetsch. Mas o mundo de Okami deu voltas e ele engatou triunfos contra Buddy Roberts e, para surpresa geral, contra Alan Belcher e Hector Lombard.

Já  Jacaré, de 33 anos, era campeão do Strikeforce até topar com Luke Rockhold. São mais de 10 anos de carreira e muitas finalizações no currículo. Triunfos contra caras de peso foram poucos, destaco apenas Robbie Lawler e Tim Kennedy. Mas o capixaba é talentoso e acredito numa vitória dele. Se isso acontecer, ele deve trocar de lugar no ranking com Okami e ficar à espreita por uma tentativa de luta pelo cinturão.

Um duelo quase nipônico entre Okami e Jacaré

Nos moscas, Benavidez, após ser derrotado pelo atual campeão da categoria Demetrius Johnson no “GP” feito pelo UFC, o que não deixou de ser um resultado menos esperado, vamos dizer, conseguiu dois triunfos de expressão, contra Ian McCall e Darren Uyenoyama. Já merece uma nova chance de tentar o cinturão, mas, antes, precisa passar por Formiga. O brasileiro perdeu para John “Coelhinho da Duracell” Dodson e se recuperou vencendo Chris Cariaso. Se conseguir superar Benavidez, ele deve ter a chance de disputar o cinturão ou, no máximo, fazer um duelo – que seria uma revanche pra Formiga – contra Ian McCall.

Steve Nash? Não, é Joseph Benavidez fazendo marra enquanto Jussier formiga arma a base

Meu palpite? Glover, Jacaré e Benavidez. Veremos amanhã.

 

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O baiano Ednaldo ‘Lula’ Oliveira, de 29 anos, foi contratado pelo UFC quando era o considerado o melhor peso-pesado do país. Invicto, ele estreou no maior evento de MMA do mundo em janeiro do ano passado e o resultado não foi o esperado. Lula acabou finalizado por Gabriel ‘Napão’ Gonzaga, um atleta mais experiente, no UFC 142, no Rio.

Era o começou de um período ruim na vida e na carreira do lutador, que quebrou o braço duas vezes enquanto era cogitado para eventos de UFC. Àquela época, Lula já havia decidido, em comum acordo com seu staff, baixar para os meio-pesados, apesar do seus mais de 2 metros e sua envergadura de 2,07m. Não bastassem as lesões, o baiano ainda perdeu o pai, vítima de câncer. O ano foi duro.

De volta os treinamentos em 2013, Lula se preparou para sua luta no UFC 163. O adversário era o americano Robert Drysdale, que acabou se machucando e foi substituído pelo brasileiro Franscimar ‘Bodão’ Barroso. No começo desse mês, o evento, o mesmo em que José Aldo defendeu o título dos penas contra o coreano Chan Sung Jung, o baiano acabou sendo derrota numa luta bem equilibrada por decisão dos árbitros (30-27, 30-27 e 29-28).

Lula na luta contra Bodão

Após voltar de férias, Ednaldo Lula conversou com CORREIO COMBATE sobre seus planos. Confira:

CORREIO COMBATE: Você construiu uma carreira entre os pesados. Perdeu a primeira luta no UFC, para Napão, e passou para os meio-pesados, em que lutou contra Bodão. E agora, vai ficar em qual categoria?

EDNALDO LULA: Fiz 15 lutas no peso pesado e alcancei número 1 na categoria no Brasil. Mas não é o peso para o meu biotipo. Bato 95, 98kg na pesagens. Já  lutei com um cara de 135kg e eu com 108kg. Então, meus treinadores e meu médico ortomolecular decidiram que eu deveria lutar nos meio-pesados. Mas agora vou fazer uma dieta muscular pra peso pesado, pra chegar a pelo menos 115 kg e voltar a lutar internacionalmente nos peso-pesados.

CC: Você estava se sentindo bem naquele luta, com um peso mais baixo?

EL: Me senti bem, tava bem preparado, focado. Penso o seguinte: não aconteceu porque não tinha que acontecer, não era a hora. E diferente do que muitos pensam, sair do UFC não é o fim. Eu abri mão de muitas coisas, do  trabalho, para viver de luta, pra chegar aonde muitos tentam e não conseguem. Mas um dia eu pretendo voltar ao UFC.

CC: Quais são seus planos agora, depois da saída do UFC?

EL: Já voltei a treinar. Só tive duas semanas de férias e, logo logo, vou voltar a lutar. Pode ser em eventos nacionais ou internacionais, mas com o intuito de um dia voltar ao UFC.

CC: Você já tem alguma próxima luta marcada? Existe uma preferência por ser na Bahia? Ou quer fora do estado?

EL: Ainda não tem nada marcado. Estamos em contatos ainda. Meus treinadores Luiz Dórea e Yuri Carlton estão vendo a melhor proposta. O ar baiano não tem igual, mas eu quero voltar a fazer o que eu gosto. Fiz uma retrospectiva da minha vida e estive passando por muitas provações. Tudo o que aconteceu foi uma provação para mim. Deus é forte e vou superar tudo.

CC: Como têm sido seus treinos?

EL: Os treinos não estão tão pesados porque não tem luta em vista. Tô nesse trabalho com o nutricionista, aumentando o peso. A intenção agora é subir o peso, aumentar a musculatura.

 CC: Um recado para seus fãs e os fãs de MMA

EL: O que tenho a dizer é que entendo que os admiradores querem ver o melhor. Infelizmente não pude mostrar o meu melhor no UFC. Mas tô firme, forte e nunca pensei em desistir. Fiquei triste, muito mesmo, mais que qualquer um. Mas passou. Tenho meus objetivos e ainda vou dar muita alegrias aos fãs. 

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- Júnior Cigano continua sua preparação para a revanche contra Cain Velasquez, em 19 de outubro, em Houston, pelo UFC 166. Hoje, o cataribaiano fez mais um treino na academia Champion, comandada pelo mestre Luiz Dórea. Ao lado dele, treinaram Ronny Markes (que teve luta confirmado com Yoel Romero no UFC Fight For The Troops em 6/11, ainda sem local definido), Antonio Carlos ‘Cara de Sapato’ Junior (especialista em jiu-jitsu que vai estar no Imperium MMA 6), o lutador Eder Jones e o canadense Khetag Pliev, especialista em wrestling.

Eder, Cigano, Pliev, Cara de Sapato e Markes

 

- Hugo Wolverine se mostrou aliviado com a divulgação de seu oponente no UFC no Combate: Glover x Bader, no próximo dia 4 de setembro. Vindo de derrota para o ótimo TJ Dillashaw, o baiano iria pega o americano Jonny Bedford, que se machucou. Agora, o adversário será Wilson Reis. “A gente se prepara de forma estratégica para um adversário e quando ele muda, muda também a forma de focar. Agora que tenho o nome dele, vou adaptar as minhas condições e, como um guerreiro, irei para cima. Meu foco é sempre vencer. Estou ansioso e louco para lutar”, afirmou Wolverine à revista TATAME.

- O Imperium MMA, após cinco edições em Salvador, vai ser realizado em Feira de Santana. O Imperium MMA Mencare Pro 6 vai acontecer em 14 de setembro, um sábado, no ginásio Oyama Pinto, na Av. Transnordestina, próximo à UEFS. As principais lutas serão entre atletas baianos e goianos, com destaque para Renato Velame (BA) x Wagner Aranha (GO), pelos galos (até 61kg). Os ingressos de arquibancada custam R$25 e podem ser adquiridos no Balcão de Ingressos do Shopping Boulevard, Lojas Sankaku e Restaurante Teriyaki, todos em Feira. Para adquirir mesas, é preciso entrar em contato pelos telefones 75-91881395 e 30127059. A mesa conta com quatro lugares e custa R$ 600 com all inclusive. Sem, sai por R$ 400 (com informações do iBahia.com).

Confira o card completo:

Card principal
- 61 kgs – Renato Velame (BA) x Wagner Aranha (GO)
- 64 kgs – Edilson Teixeira (BA) x Victor Striker (GO)
- 93 kgs – Antonio Carlos Júnior “Cara de Sapato” x Ednardo Azevedo (GO)

Preliminares
- 66 kgs – Caique Costa (Salvador) x Luciano Benicio (Vitoria da Conquista)
- 84 kgs – Klailton Alves Lima “Tom Baiano” (Feira de Santana) x Alessandro Andrade “Rugal” (Salvador)
- 61 kgs – Alexandre Lima(Feira de Santana) x Rodrigo Tigrao (Salvador)
- 70 kgs – Carlos Alberto (Feira de Santana) x Thiago Rangel “Buakaw” (Feira de Santana)

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