Por Jorge Gauthier*

A estação da Lapa, em Salvador, receberá a partir de sexta-feira (10) um feirão imobiliário. Promovido pela MRV Engenharia, o feirão venderá imóveis prontos para morar, em construção ou na planta, nas regiões de Salvador, Lauro de Freitas e Camaçari. As condições de pagamento são facilitadas, com entrada parcelada em até 36 vezes e descontos de até R$14 mil à vista. A ação de vendas seguirá até o dia 26 de março e funcionará das 8h às 20h.

Foto: Reprodução

As opções disponíveis no Feirão incluem os empreendimentos Salvador Norte, Soberano, Solar do Bosque e Solar da Costa. “Entre as facilidades está o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis – ITBI grátis, entrada a partir de R$ 974 com parcelamento em até 36 vezes e parcelas a partir de R$299”, diz o gestor regional de vendas da MRV, Luis Felipe Monteiro.

O stand de vendas ofertará ainda financiamento em até 30 anos pela Caixa Econômica ou Banco do Brasil, possibilidade de utilização do FGTS e benefícios do programa habitacional Minha Casa Minha Vida. Mais informações sobre o Feirão e as unidades da MRV podem ser consultadas através do site www.mrv.com.br ou pelo telefone 4004-9000.

Serviço:
O que: feirão imobiliário da MRV Engenharia.
Onde: Estação da Lapa
Quando: 10 a 26 de março, das 8h às 20h

* o colunista Donaldson Gomes está de férias e retorna em abril

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Por Jorge Gauthier*

Como se diz que o ano no Brasil se inicia efetivamente após o Carnaval, a indústria do país começa 2017 com um desafio a enfrentar, que tem repercussão em toda a atividade econômica: a questão dos índices de conteúdo local na indústria do petróleo. A discussão, que pode parecer o “economês chato”, tem impactos profundos para o Brasil, para a Bahia e em particular para o Recôncavo, onde está implantado o Estaleiro Paraguaçu, da Enseada Indústria Naval (EIN). No dia 23 de fevereiro, enquanto o Brasil se preparava para tirar o pé do chão no Carnaval, o governo federal anunciou a redução em 50% na exigência de bens e serviços produzidos no Brasil em projetos de exploração e produção de petróleo. A justificativa: viabilizar investimentos no setor.

O problema? Pode ser a pá de cal na indústria nacional. O Movimento Produz Brasil, que congrega entidades ligadas à indústria do país, inclusive a Fieb, estima a perda de 1 milhão de empregos com a mudança – em um país onde o desemprego passa dos 12 milhões. Aqui na Bahia, onde o poder público e entidades empresariais lutam pela retomada das operações no Estaleiro Paraguaçu – que recebeu R$ 3 bilhões em investimentos e chegou a empregar quase 8 mil – depende da definição do conteúdo local, avaliou o presidente Fernando Barbosa, em conversa com o Farol Econômico, antes da definição da mudança. “Existem alguns exageros na regra atual, mas nem tanto, nem tão pouco. Em todo o mundo existem mecanismos de proteção à indústria de petróleo”, destacou.

Folia fora de Salvador
Não foi só em Salvador que o Carnaval trouxe ocupação expressiva em hotéis. O Cana Brava All Inclusive Resort, em Ilhéus, no Sul da Bahia, anunciou a marca de 95% na taxa de ocupação,o que significa um incremento de 21% em relação aos números da folia no ano passado. O bom desempenho do empreendimento representa um crescimento de 15% no faturamento no período. “Mesmo contando com um cenário econômico atípico, em 2016 não descuidamos dos investimentos em infraestrutura e serviços. Também ampliamos a possiblidade de parcelamento das diárias em até 10 vezes, com gratuidade para até duas crianças menores de 12 anos, condições muito bem recebidas pelo mercado”, comemora Rafael Espírito Santo, diretor comercial.

Desceu redondo
A Skol, uma das principais patrocinadoras do Carnaval de Salvador, aproveitou a festa para intensificar sua marca principalmente da versão tradicional da cerveja que envelopou a decoração das ações da cervejaria no circuito. Segundo Felipe Bratfisch, gerente regional de Comunicação da Ambev, a folia foi uma possibilidade de reforçar a marca na cidade. “O Palco Skol (Farol da Barra) foi um exemplo disso, democrático, com diversos artistas e uma programação esticada”.

Cuidando das finanças
O CEO da Life Finanças Pessoais, André Novaes, participa junto com o sócio baiano, Thiago Sampaio, do primeiro encontro regional da empresa, que acontece hoje e amanhã na sede de Salvador.  “Neste primeiro encontro regional, os planejadores financeiros da Bahia, Ceará, Sergipe, Minas Gerais e Espírito Santo, vão discutir cases, soluções e trocar experiências para melhorar ainda mais o atendimento aos nossos clientes”, comenta Thiago Sampaio.  A Life Finanças Pessoais é uma empresa de planejamento financeiro, que auxilia pessoas e famílias a planejarem e obterem mais qualidade de vida.  Eles planejam para esse ano um crescimento de 30%.

*O colunista Donaldson Gomes está de férias e retorna em abril 

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A crise enfrentada pela empresa Postal Saúde, criada em abril de 2013 para gerir o plano de saúde da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) está prejudicando os mais de 110 mil funcionários da empresa estatal, além de clínicas e hospitais credenciados em todo o Brasil. Só na Bahia, 28 estabelecimentos credenciados já suspenderam o atendimento – boa parte em função dos atrasos. A situação causa problemas graves para os colaboradores muitas vezes obrigados a buscar alternativas em locais distantes. E isso sem contar os problemas no interior, onde as opções são mais restritas. Segundo um levantamento feito com alguns fornecedores ouvidos pelo Farol Econômico, a dívida da Postal Saúde na Bahia ultrapassa R$ 1,5 milhão. A lista de fornecedores que suspenderam o atendimento aqui na Bahia, disponível no site do plano, mostra que as datas em que os atendimentos deixaram de ser feitos se concentram entre outubro do ano passado e janeiro deste ano. Pelo jeito os fornecedores perderam a paciência. E não parece ser coincidência. O Postal Saúde dá sinais de que vai deixar os funcionários da estatal na mão. Procurada, a assessoria de imprensa dos Correios não retornou até o fechamento desta edição.

Crise sem fim
É triste ver os Correios, há muitos anos a empresa mais respeitada do Brasil, agonizar. No ano passado, a empresa teve prejuízo de R$ 2 bilhões, segundo informações do jornal Valor, divulgadas em janeiro. O balanço oficial não foi divulgado ainda. Em 2015, o resultado foi parecido. A direção da empresa planeja uma série de ações, que inclui um plano de demissões voluntárias e aumentos nos preços de serviços.

A dona da festa
Além de patrocinar o Carnaval de Salvador, a Ambev contabiliza o apoio a 20 blocos e 13 camarotes na maior festa da cidade este ano. “A Skol quer quebrar os padrões e surpreender o consumidor brasileiro. Vamos, em cada canto do Brasil fazer diferente, sair literalmente no nosso quadrado. Faremos o maior carnaval que o país já viu”, afirma Ricardo Leite, gerente regional de marketing da Ambev. Além da capital baiana, a Skol terá ativações grandes em 37 cidades brasileiras. A cerveja Patrocina o carnaval de São Paulo, Florianópolis, Belo Horizonte, Recife e Olinda. Em todo o país são cerca de 650 blocos e mais de 1 mil trios. Além disso, cerca de 38 mil ambulantes foram credenciados e treinados, inclusive aqui em Salvador. Se os patrocínios, no geral, estão escassos este ano, a culpa não é da Ambev, como se poder ver.

Setor florestal volta a liderar exportações
Mais uma vez, o setor florestal se colocou no lugar mais alto do pódio no que diz respeito às exportações da Bahia. Em 2016, o estado exportou US$ 6,8 bilhões e o setor participou com US$ 1,2 bilhão, equivalente a 18%, de acordo com dados da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb). O diretor executivo da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), Wilson Andrade, ressalta que o setor continua com possibilidade de crescimento em termos de exportações e investimentos. “Isso ocorre porque o setor recebe alavancagem de cinco diferentes setores que utilizam madeira plantada em seus processos produtivos: papel e celulose; construção civil; mineração; energia de biomassa; e painéis, pisos e laminados. Estes setores terão recuperação com a expectativa de volta do crescimento do Brasil”, explica.

No horizonte

Aviso de férias. Na próxima segunda-feira, o Farol Econômico dá lugar às luzes do Carnaval. A coluna e o blog retornam depois da folia, sob o comando do jornalista Jorge Gauthier. O faroleiro aqui vai entrar de férias e retorna ao posto em abril.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 20 DE FEVEREIRO DE 2017)

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Principais investimentos anunciados foram na área de energia (Foto: Alberto Coutinho GovBa)

No mesmo ano em que a crise econômica vivenciada pelo Brasil se apresentou de maneira mais aguda – agravada por instabilidade política, crise fiscal, de confiança, etc –, a Bahia ampliou em mais de dez vezes o volume de investimentos privados anunciados. Foram anunciados em 2016 US$ 5,2 bilhões, de acordo com dados da Rede Nacional de Informações sobre Investimentos (Renai), mantida pelo Ministério do Desenvolvimento. No ano anterior, o volume foi pouco superior a US$ 467 milhões. Antes disso, o estado vinha mantendo uma média de US$ 2 bilhões por ano. Mais da metade do anunciado no ano passado – US$ 2,9 bilhões – é de projetos na área de energia renovável, com empresas como a Enel Green Powel e a EngieTractebel Energia (antiga GDF Suez). Mas tem novidades em outras áreas, como o projeto de US$ 1 bilhão da Agribrasil, para produzir leite no Oeste da Bahia, ou o de US$ 200 milhões da CPX, para produzir cimento em Lajedinho – tudo noticiado em primeira mão nesta coluna. Além de projetos de expansão no Extremo Sul da Bahia, na área de papel e celulose. O superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Paulo Guimarães, diz que a crise explica a discrepância entre os dois anos. “Muita gente ficou esperando a situação melhorar em 2015, mas percebeu que no mercado não dá para ficar parado”, diz ele. E na área de energia, explica Guimarães, parte das informações foram passadas no fim de 2015 e acabaram entrando como 2016. Uma ponderação importante é que nem todo investimento que se anuncia é concretizado.

Podia ser melhor
O desempenho da Bahia na área atração de investimentos em energia renovável poderia ser bem melhor, principalmente em relação à matriz solar, acredita o superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), Paulo Guimarães, não fossem alguns entraves. Um deles: diversos produtos usados para a geração fotovoltaica recebem taxação maior quando fabricados no Brasil, do que os importados, diz ele. O problema seria resolvido colocando-se os produtos no Programa de apoio ao desenvolvimento tecnológico da indústria de semicondutores (Padis), que reduziria em torno de 30% o custo dos materiais, estima. “O governo federal está com medo de perder uma receita que nem tem, porque do jeito que está as empresas não se instalam”, lamenta. Uma que está de malas prontas para a Bahia, mas aguarda definição é a Global. São R$ 250 milhões em investimentos previstos.

Os painéis continuam chegando
As importações no Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto de Salvador tiveram uma alta de 40% em janeiro, impulsionadas pela movimentação de painéis fotovoltaicos, o que reforça a importância que a energia solar tem atualmente na economia do estado. A diretora comercial do Tecon, Patrícia Iglesias, ressalta a importância dos produtos para o Tecon. “A energia renovável, que foi muito importante em 2016, dá sinais de que vai continuar em alta agora em 2017”, aponta. A cabotagem (entre portos do mesmo país) teve alta de 15% e as exportações tiveram queda, apesar da alta na movimentação de polímeros, de 54% e 113%, respectivamente.

Varejo baiano encolhe 12% em 2016
O varejo baiano encerrou 2016 com uma queda de 12% no faturamento real, de acordo com dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), obtidos com exclusividade pelo Farol Econômico. Em dezembro, a queda foi de 7,6%, segundo a pesquisa feita pela Fecomércio-Ba. Se os números estão desanimadores, a análise da equipe econômica da federação é que, pelo menos, eles foram se tornando cada vez menos ruins no decorrer do ano. O único segmento que fechou no azul foi o de Farmácias e perfumarias (com saúde não se brinca). E a maior queda, de 24,6%, aconteceu justamente no segmento de concessionárias de veículos, que dependem de boas condições econômicas – crédito, empregos, confiança e por aí vai. no varejo de Salvador, a situação foi parecida no geral – queda de 11% –, mas a queda nas vendas de veículos foi menor que no restante do estado, de 9%. Por outro lado, o comércio de móveis e decoração e a venda de eletrodomésticos registraram as maiores quedas, de 25% e 24,6%, respectivamente. “O ritmo de perda melhorou ao final de 2016 e indica perspectivas melhores para 2017. Mas uma recuperação total das perdas só deve ocorrer ao longo de alguns anos”, estima o economista Fábio Pina, consultor econômico da Fecomércio-Ba

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 13 DE FEVEREIRO DE 2017)

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Colheita de milho

Imagem de colheita de milho na região Oeste da Bahia (Foto: Divulgação)

Após uma safra marcada pela seca intensa, o Oeste baiano se prepara para um aumento de 41% na produção de soja, principal cultura da região. A safra 2016/2017 deve render aos produtores baianos 4,5 milhões de toneladas, contra as 3,2 milhões que foram colhidas no período 2015/2016. E o melhor, o resultado vem acompanhado por um proporcional aumento de produtividade, que passou de 35 sacas por hectare (sc/ha) para 50 sc/ha, de acordo com dados preliminares divulgados pela Agroconsult, responsável pela principal expedição técnica privada para monitoramento da safra de grãos no Brasil. O levantamento mostra ainda ótimas perspectivas para a produção de milho na Bahia. Neste caso, a alta prevista é de 57%, com a produção chegando a 1,89 milhão de hectare, com aumento de 39% na produtividade e de 13% na área plantada. O milho deve render 77 sc/ha, prevê a Agroconsult. Tanto no caso da soja quanto do milho, a Bahia deve apresentar um desempenho bem melhor que a média nacional. A expectativa da consultoria é que a produção de soja cresça 8,5% no Brasil, enquanto a de milho avance 17%. Lembrando que os péssimos resultados da safra passada reduziram bastante a base de comparação. A Agroconsult pretende confirmar as expectativas em visitas às principais áreas produtoras do país, no chamado Rally da Safra. A turma deve chegar por aqui no final de março.

 

Alta em todo o Matopiba

Nas previsões da Agroconsult por estado, toda a fronteira agrícola do Matopiba, que além da Bahia inclui o Maranhão, Tocantins e o Piauí deve esperar uma ótima safra. O aumento médio de produtividade nos quatro estados será de 81%, graças ao retorno das chuvas na região. No Piauí, por exemplo, a produção pode chegar a 1,6 milhão de tonelada na safra 2016/2017, o que representa um crescimento de 144% em comparação com a temporada anterior. No Maranhão, a previsão é de que sejam colhidas 2,3 milhões de toneladas, com alta de 87%. No Tocantins, a colheita de soja deve chegar a de 2,6 milhões de toneladas, sendo que a estimativa indica produção 52% superior à safra anterior.  O Matopiba também deve registrar a maior recuperação de produtividade. No Piauí, o desempenho da soja vai mais do que dobrar, passando de 19 sacas por hectare (sc/ha) para 44. No Maranhão, a alta será de 78% e em Tocantins, de 53%. Quando se olha para as fazendas dos vizinhos do Matopiba, os números maravilhosos da nota acima já nem parecem mais tão bons.

 

A novela da Abengoa

Agora a notícia ruim para a turma do Oeste. A novela das linhas de transmissão à cargo da Abengoa, paradas após a falência da empresa, ainda deve se prolongar bastante. Em passagem pela Bahia no último dia 27, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho explicou que o distrato entre a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a espanhola Abengoa está parado por uma decisão da Justiça Federal no Rio. “Estamos fazendo gestões junto à AGU para que possamos derrubar essa liminar e a Aneel decrete a caducidade das áreas, a propriedade volte ao governo e façamos um novo leilão”, disse. Até lá, o jeito é esperar. Recapitulando: a Abengoa é responsável por construir um linhão, fundamental para aumentar a quantidade de energia disponível no Oeste baiano.

 

No horizonte

Desconto farmácia. Em ano de crise, os segurados da Bradesco Saúde encontraram no Desconto Farmácia, oferecido pela empresa uma oportunidade para economizar. Mais de 725 mil beneficiados usaram o benefício, que totalizou R$ 70 milhões em descontos no ano passado. A alta, em relação a 2015, foi de 43%. Em média, foram R$ 30 em descontos por medicamentos.
Liquida. A Rede, uma das patrocinadoras da Liquida Salvador, está apostando na megapromoção que envolve mais de 6,5 mil pontos de vendas em Salvador e Região Metropolitana, para alavancar as operações em fevereiro. A Liquida começou na última sexta e prossegue até o dia 13.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 06 DE FEVEREIRO DE 2017)

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Via de acesso ao Polo de Camaçari (Foto: Arquivo CORREIO)

O governo do estado retrocedeu no reajuste da polêmica taxa pelo metro quadrado (m²) em distritos industriais administrados pela Sudic.

No final de 2016, o governo do estado reajustou em 11,1% a taxa referente à prestação de serviços nos locais, que passou a valer R$ 0,10 por m².

Após negociações com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), o estado publicou na última quarta-feira (dia 01) o Decreto nº 17.380, retornando a taxa ao valor anterior (R$ 0,09/m2).

Também retornaram as regras que estabeleciam limites de pagamento, como: teto mensal de R$ 50 mil para empresas no Distrito Industrial de Camaçari ou no CIA; de R$ 10 mil para as instaladas no Centro Industrial de Subaé; e de até R$ 5 mil para a dos demais distritos geridos pela Sudic.

Desde que saiu o decreto anterior, aumentando a taxa, no final de dezembro, a área de Relações Governamentais da FIEB questionou o aumento, levando em conta, principalmente, o percentual acima da inflação e o momento de crise da economia nacional.

– O governo teve sensibilidade para acolher nossa argumentação e reviu a taxa – afirmou o diretor executivo da FIEB, Vladson Menezes.

Desde que foi instituída, a cobrança foi bastante questionada pelo setor produtivo baiano, primeiro porque os valores inicialmente propostos eram considerados impagáveis e, depois dos ajustes, por representar um fator de custo extra que pode tornar o estado menos atrativo para investidores (tanto novos quanto os que já estão por aqui).

 

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O senador Roberto Muniz (PP/BA) defendeu maior rigor na definição das prioridades do governo, na aplicação dos recursos públicos e uma solução para a convalidação dos incentivos fiscais.

O parlamentar baiano recebeu apoio unânime do público de empresários, políticos e outras autoridades presentes no seminário RedIndústria, na sede da CNI, nesta quarta-feira (01/02), em Brasília, de acordo com representantes da indústria baiana presentes ao evento.

Convidado pelo setor industrial para debater a Agenda Legislativa da Indústria, o senador Roberto Muniz recebeu elogios pelo seu posicionamento, avaliado como “sério e realista” pelos empresários.

Na atual conjuntura, em que não há espaço para desperdícios, cai bem defender a priorização de políticas públicas e a correta alocação dos recursos existentes.

Outro ponto que é fundamental avançar, na visão da indústria, é na segurança jurídica.

Como se sabe, um ambiente propício é o ponto de partida para novos investimentos.

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senai-cimatec

Laboratório do Senai Cimatec (Foto: Marina Silva/Arquivo CORREIO)

Ainda este ano, o Senai Cimatec começa a ser estruturado para abrigar um centro para o desenvolvimento de estudo de ponta e tecnologia relacionado à área de saúde. O Ministério da Saúde encampou o projeto apresentado pela Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) de implantar no complexo educacional e de pesquisa, na Avenida Orlando Gomes, o Instituto de Tecnologia em Saúde (ITS). No orçamento da área para este ano constam R$ 178 milhões, necessários para a implantação das obras físicas do espaço. “A equipe do ministério se encantou com o projeto”, conta o presidente da Fieb, Ricardo Alban. E não é para menos. O ITS vai desenvolver soluções inovadoras, utilizando novas tecnologias para auxiliar o controle, substituição e cura de enfermidades por meio de novos medicamentos, equipamentos, materiais e kits. Além de atrair cadeias produtivas altamente interessantes para a economia baiana, o instituto vai desempenhar um importante papel para todo o Brasil, acredita o presidente da Fieb. “Existem procedimentos, como a cirurgia de próstata com robôs, que custam entre R$ 20 mil e R$ 30 mil para o SUS (Sistema Único de Saúde), porque os equipamentos são importados. Quando produzirmos aqui, este custo vai cair para algo entre R$ 3 mil e R$ 4 mil”, compara. E esse é só um exemplo. Segundo Alban, o projeto deve ser licitado ainda no primeiro semestre deste ano. A implantação do ITS será coordenada pelo médico e pesquisador Roberto Badaró, atual subsecretário de Saúde da Bahia, que deve se mudar, em breve, para o Cimatec.

Chesf deve vender parques eólicos
A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), que nos últimos anos vinha investindo na participação em parques eólicos, se prepara para vender as participações na área em breve. Segundo o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, que esteve em Salvador na última semana, em evento no Senai Cimatec, os projetos de energia renovável e a participação da empresa em linhas de transmissão estão no topo da lista de ativos que serão passados adiante pela companhia. “A Chesf, que é uma empresa forte e sólida, até um dia desses estava em dificuldades de pagar folha de funcionários”, lembrou Coelho. Ele rechaçou a ideia de privatizar a empresa, porém explicou que a venda de alguns ativos é necessária para dar conta de compromissos assumidos. “Não tem nada de privatização, mas vou dar um exemplo… Um parque eólico no interior do Nordeste, uma participação em linhas de transmissão [devem ser vendidos]”, afirmou. Segundo ele, a empresa tem 79 obras em atraso atualmente.

Só saiu agora
Ex-governador e atual secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jaques Wagner comemorou o lançamento do Reata, programa que busca revitalizar a produção de petróleo em campos maduros – aqueles que já passaram do ápice de produção. Espera-se grande benefício para a Bahia. “Era uma briga minha desde o meu governo, liberar estes poços para quem queira e possa fazer”, disse. Ironia do destino, saiu com o PT, partido dele, fora do Planalto.

O mérito de Rui
Questionado a respeito da possibilidade de o governador Rui Costa adotar uma política mais agressiva para atrair investimentos, com a oferta de renúncias fiscais, tal qual fez quando governador, Wagner lembrou que o momento econômico é outro e aproveitou para elogiar o sucessor e chefe: “Eu governei em tempos de vacas gordas, com a economia crescendo. Rui está com as vacas magras”, afirmou. Neste caso, complementou, o mérito é “não quebrar o estado”.

No horizonte

Eficiência. Vinte e uma empresas baianas foram selecionadas pela Coelba para receber subsídios na troca de motores antigos por novos. O projeto concede descontos entre R$ 244 e R$ 22.157. Ao todo, serão disponibilizados R$ 2,6 milhões. A maior beneficiada será a Cristal,  com bônus de R$ 513.551 para trocar 50 motores, em Camaçari. Outras 20 empresas foram selecionadas. A redução total é de 4.070,71 MWh/ano, equivalente ao consumo de aproximadamente 2.450 residências.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 30 DE JANEIRO DE 2017)

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Ministro Fernando Coelho Filho e secretário de Desenvolvimento Econômico Jaques Wagner (Foto: Manu Dias/GOVBA)

O governo federal estuda a criação de uma cobrança diferenciada de royalties para a exploração de petróleo em poços maduros – campos de petróleo em terra que já ultrapassaram o ápice de produção.

A medida é uma das que foram apresentadas nesta sexta-feira (27) pela manhã, durante o lançamento do Programa Nacional de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás em Áreas Terrestres (Reate), em Salvador, no auditório do Senai Cimatec.

A possível mudança na cobrança de royalties é uma das propostas estudadas, disse o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, que ressaltou ainda a realização de uma Rodada de Negócios, promovida pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) voltada para os campos terrestres, conhecidos no jargão do setor como onshore.

Coelho destacou a importância que a exploração terrestre tem para a economia do país.

– Olha o tamanho de nosso território e produzimos metade do que a Argentina e o Equador produzem em terra – afirmou.
Segundo ele, o encontro na Bahia serviu para ouvir a demanda dos produtores.

– Isso vai nos subsidiar de medidas que podem ser adotadas pelo governo e sinalizar que o governo quer dinamizar a exploração como um todo e não apenas em águas profundas.

Para o ministro, a Petrobras, que é detentora de uma série de áreas, não deverá representar um entrave para a implementação do plano.

– Com relação à Petrobras, pela capilaridade da empresa, é muito complicado (para ela explorar pequenos poços). Só para se ter ideia, toda a produção em terra no Brasil é de 146 mil barris por dia de óleo. Isso é o que produz um campo, dois campos marítimos – compara.

Para ele, a saída da Petrobras de áreas terrestres vai abrir oportunidades para pequenas e médias empresas.

– A gente sabe que tão importante quanto a Petrobras são milhares de pequenas empresas que estão Brasil adentro gerando oportunidades de emprego, desenvolvimento e de renda. Muitas vezes um poco de 2 mil barris de petróleo no interior da Bahia é tão importante quanto um poço no pré-sal, que gera 50 mil barris por dia – compara.

O ex-governador e atual secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jaques Wagner, ressaltou que o programa para revitalizar poços maduros é um desejo antigo do estado.

– Na medida em que a Petrobras não tem interesse em explorar estes poços, há todo um conjunto de médias empresas, de pequenas também, que podem gerar empregos e renda, gerar ICMS e é uma riqueza que está debaixo da terra parada. Era uma briga minha desde o meu governo, liberar estes poços para quem queira e possa fazer – afirmou Wagner.

O Brasil possui atualmente 7.800 poços de petróleo em terra, sendo que 96% deles estão nas mãos da Petrobras.

A produção dos campos em terra é de 143 mil barris de óleo por dia, o equivalente a menos de 10% do total de petróleo produzido no país.

O novo diretor-geral da ANP, Décio Oddone, disse que o órgão está implementando uma série de mudanças para estimular o aumento da produção de petróleo em terra.

– Tivemos avanços importantes, como a Rodadinha (voltada para negociação de campos maduros), mas temos que avançar na agenda”, destacou. Segundo ele, o órgão está negociando renovações de contratos firmados na primeira rodada, criou um comitê permanente para tratar do assunto, além de uma coordenadoria específica para os campos terrestres. “O Brasil tem a oportunidade de retomar a atividade terrestre e não vamos desperdiça-la – afirmou.

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O Grupo TPC alcançou um crescimento de 6% em 2016, na comparação com o ano anterior, com um faturamento de R$ 382 milhões, além de apresentar melhoria na qualidade dos seus resultados financeiros.

Para Leonardo Barros, presidente do Grupo, os bons resultados foram impulsionados por novos negócios fechados, investimentos estratégicos em tecnologia e rigoroso controle de custos.

O Grupo implantou o Programa de Integridade, nome dado para a área de compliance, e também aumentou a operação em clientes como América Móvil, TIM, Nextel e Mary Kay; além de conquistar a conta do Groupe SEB.

– Apesar do ano economicamente difícil, os resultados superiores aos do ano passado são frutos de muito trabalho e investimentos em melhorias. Em 2016, conseguimos consolidar ainda mais a presença do Grupo no mercado. Vamos manter o foco para colher sempre resultados positivos – afirma Barros.

Para 2017, O Grupo TPC projeta um crescimento de 11% em relação a 2016.

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