Aeroporto Internacional de Salvador segue com obras ainda inconclusas (Foto Marina Silva/CORREIO)

Aeroporto Internacional de Salvador segue com obras ainda inconclusas (Foto Marina Silva/CORREIO)

Que a crise na economia brasileira é seria e produz situações dramáticas por todo o país ninguém pode negar. Mas é verdade também que os efeitos do momento são sentidos de maneira mais intensa por uns do que por outros. Vejam o que aconteceu com o movimento de passageiros nos aeroportos brasileiros administrados pela Infraero: na média, tiveram uma queda de movimento de 7%. Fecharam 2016 com pouco mais de 104 milhões de passageiros, contra os mais de 112 milhões registrados no ano anterior. Aqui na Bahia, o Aeroporto Internacional de Salvador, principal terminal do Nordeste do Brasil, pelo menos por enquanto, teve queda de quase 18% no movimento, com as chegadas e partidas de aproximadamente 7,4 milhões de passageiros. Foram 9 milhões em 2015. E houve também quem tenha conseguido crescer, ainda que de maneira tímida, mesmo diante da crise. Recife, por exemplo. A comparação com a capital de Pernambuco irrita alguns, mas por lá houve aumento no movimento de passageiros, apontam os números oficiais do setor. Os pernambucanos passaram de um total de 6,7 milhões de pessoas por ano para 6,8 milhões, o que representa uma alta de 1,6%. Mesmo vivendo a mesma crise enfrentada aqui.

Voos diferentes
Como entender as diferenças? O Google, oráculo dos tempos modernos, mostra. Perdemos a American Airlines – Recife também, mas aqui foi em definitivo. Perdemos um voo internacional da Condor, para Frankfurt (Alemanha), que os pernambucanos ganharam. Agora, o que a Condor ainda mantinha em Salvador vai ser encerrado, segundo comunicado da empresa. E isso sem contar situações como a da Azul, que após um período de expansão na Bahia “trocou” o estado por Pernambuco. Em plena crise anunciou 20 novos voos em Recife. E por aí vai. Neste caso, pode ter faltado um pouco mais de agressividade em relação ao ICMS do combustível. Fato objetivo é que Salvador que já foi de longe o mais importante aeroporto do Nordeste em movimentação de passageiros viu a diferença em relação a Recife cair de 2,3 milhões de pessoas por ano para 637 mil. A sensação é que eles estão decolando. E nós? Os números falam por si.

O contraponto
Se por um lado os dados acima mostram a Bahia abaixo da média nacional, existem áreas em que o estado está bem na foto. Ou pelo menos não está tão mal quanto outras unidades da Federação. O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas Gomes, lembra que diversos estados brasileiros estão atrasando a folha de pagamento do funcionalismo. “A Bahia está consideravelmente melhor que o resto. Se forem ao Rio de Janeiro vão ver que o caos está instalado. O turista tem vontade de retornar no aeroporto”, contou ele, durante encontro com jornalistas baianos, promovido pela Fecomércio-Ba. O problema, explica, é que quando o governo não paga, muito dinheiro deixa de circular na economia e no fim todo mundo perde.

O varejo baiano deve fechar 2016 com uma queda de 12% Fábio Pina

Consultor econômico da Fecomércio-Ba e responsável pela pesquisa sobre varejo na entidade

Lazer zero
Um dos dados apresentados pelo economista-chefe da CNC, Carlos Tadheu de Freitas Gomes, mostra que a crise reduziu significativamente a inflação da recreação, medida sempre no mês de dezembro. O índice caiu de 0,73% em 2015 para 0,53% no ano passado. E em Salvador, o índice foi zero. Ou seja aquela história do baiano festeiro virou folclore com a crise. A crise explica a retração, diz o consuultor econômico da Fecomércio-Ba, Fábio Pina. “Os indivíduos estão excessivamente endividados. Em um cenário como este, costuma-se reduzir o consumo ao que é indispensável”, disse Pina.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 23 DE JANEIRO DE 2017)

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Porto de Ilheus

Porto de Ilheus participa de Plano Nacional de Dragagem (Foto: Divulgação Codeba)

A inclusão do Porto de Ilhéus no Plano Nacional de Dragagem (PND) foi confirmada nesta semana pelo diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias – INPH, Domenico Accetta.

O INPH é a unidade de pesquisa da Secretaria de Políticas Portuárias do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

Ele visitou o porto e os diretores da Codeba, para iniciar os estudos e projetos de engenharia para a dragagem de 12 metros.

Segundo o diretor do INPH, dos três portos públicos baianos, o de Ilhéus deve receber mais intervenções do PND.

– A partir desse ano se iniciam os estudos, obtenção das licenças junto aos órgãos, até a formação do processo licitatório – afirmou Domenico, que estima o início das obras de dragagem em outubro de 2018.

A estapa de estudos desta nova rodada do PND foi iniciada em dezembro do ano passado e deve ser concluída dentro de um ano e meio, estima Domenico.

Ele acredita que o PND resolverá os principais entraves dos portos públicos do país, no que se refere a melhoria do acesso aquaviário.

– O Porto de Ilhéus, nos últimos 20 anos, só realizou dragagens de manutenção e, atualmente, os navios estão entrando e saindo com dificuldade porque o profundidade é em torno de nove metros. Então, é prioridade da Codeba a dragagem de aprofundamento, além da revitalização da estrutura portuária, visando tornar o porto mais competitivo – destacou o presidente da Codeba, Pedro Dantas.

– O porto possui condições para receber uma variedade de carga de projeto, graneis sólidos e carga geral, e manter sua movimentação apesar da sazonalidade ou da variação de demanda de alguma mercadoria – ressaltou Dantas.

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O mercado de energia renovável na Bahia é tão pujante que ajudou o Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto de Salvador, operado pela Wilson Sons, a reverter parte da drástica queda nas importações no comércio exterior da Bahia ano passado. Enquanto a entrada de produtos externos aqui teve, no geral, uma queda de 25,77%, o Tecon fechou dezembro com um aumento de 51% na entrada de equipamentos para os parques de energia fotovoltaica. No acumulado de janeiro a dezembro, a energia solar foi responsável por 11% das importações do terminal, com o correspondente a mais de 4 mil contêineres. A diretora comercial do Tecon, Patrícia Iglesias destaca a infraestrutura que o terminal tem para o atendimento portuário, rodoviário, desembaraço aduaneiro e gerenciamento de risco no transporte de cargas para a produção de energia. Outro fator positivo é a proximidade com as fazendas de energia solar.

Cabotagem
Também em dezembro, a cabotagem apresentou alta de 10% em comparação ao mesmo mês no passado, segundo o Tecon. Em 2016, a cabotagem permaneceu em alta devido ao desempenho no desembarque de arroz (+12%), embalagens (+82%) e produtos de varejo (+86%), somado aos embarques de químicos e petroquímicos (+22%), representando alta de 5% na modalidade.

Exportações
Em dezembro houve pouco crescimento nas exportações no Tecon, com destaque para polímeros (+195%), celulose (+17%), minérios (+18%), sucos e polpas (+14%) e couros e peles (+43%). Mas no acumulado do ano houve um alta de 11%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Os principais segmentos movimentados foram: polímeros, minérios, siderúrgicos e pneus (+13%).

Renova passa a bola
Quem deve ter uma lista de motivos para querer esquecer 2016 é a Renova Energia. Na última sexta-feira, a empresa fechou um acordo com a AES Tietê, sócia da Eletropaulo, para a venda do conjunto de parques eólicos que formam o complexo Alto Sertão II, no Sudoeste da Bahia, por R$ 650 milhões. As análises do mercado são de que os recursos devem trazer algum alívio para o caixa da Renova, mas estariam longe de garantir que a empresa dê conta do desafio de construir mais de 20 parques, com os quais a empresa se comprometeu nos últimos anos. Nos últimos dois anos, a Renova realizou uma série de cortes de pessoal, que culminaram na redução de aproximadamente 50% do quadro, segundo fonte ligada à empresa. As dificuldades teriam duas explicações: no geral, os gargalos do setor de energia renovável, que enfrenta dificuldades com financiamentos, e, em particular, os excessivos compromissos assumidos pela empresa.

No horizonte

PMEs otimistas. As pequenas e médias empresas (PMEs) brasileiras estão mais otimistas em relação a 2017 do que as companhias de maior porte, aponta a Agenda 2017 da Deloitte, que prevê crescimento de 12,2% nas receitas das menores organizações que participaram do estudo.

Crédito com garantia. Com base em pesquisas para reestruturar o modelo de home equity – que empresta até 60% do valor do imóvel dado como garantia – o Banco PAN constatou que 75% do público-alvo destina os recursos para substituir dívidas mais caras. E que 45% são empresários, que investem no desenvolvimento dos negócios, ou quitar dívidas. A linha oferece juros atrativos e até 20 anos para pagar, diz o banco.

Alternativas. Após três anos seguidos de perdas – 5,9% em 2014, 12,5% em 2015 e 11,5% em 2016 –, o setor de materiais de construção busca caminhos para voltar a crescer. Neste processo, algumas empresas baianas, como a G-Light, Itec Solução em Construções e NLUZ, já confirmaram presença na Feicon Batimat 2017, a maior feira de construção e arquitetura da América Latina, que acontece de 4 a 8 de abril em São Paulo.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 16 DE JANEIRO DE 2017)

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A juíza federal Rosana Noya Kaufmann, da 6ª Vara Cível de Salvador, ratificou a validade da legislação do Estado da Bahia no que se refere à regularização ambiental de propriedades rurais e à dispensa de licenciamento para atividades agrossilvipastoris em território baiano.

A decisão da magistrada, de acordo com a assessoria de imprensa da Associalção de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), culmina na extinção da ação impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF), que contestava o Decreto Estadual n° 15.682/2014 e defendia a obrigatoriedade do prévio licenciamento ambiental para produtores rurais e pecuaristas.

A sentença permitirá a liberação, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), das áreas agrícolas na região Oeste da Bahia que se encontram embargadas pela ausência do Licenciamento Ambiental para a condução do plantio ou pecuária extensiva.

A magistrada reconhece a legitimidade do Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (Cefir) e da Autorização por Procedimento Especial de Licenciamento, ambos emitidos pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), para proceder a liberação das áreas e, consequentemente, o seu funcionamento.

– A sentença representa uma vitória para os produtores rurais baianos que, mesmo cumprindo à risca a legislação estadual vigente, foram impedidos de desenvolver suas atividades, ocasionando prejuízos não só para o agricultor, mas para toda economia da região. Infelizmente, essa situação se arrastou mais do que o previsto, mas espero que haja tempo para a categoria estabelecer suas lavouras – comentou o presidente da Aiba, Celestino Zanella.

No entanto, a juíza federal manteve inalterada a obrigatoriedade do licenciamento prévio para os demais procedimentos desenvolvidos pelos agricultores, como licença de supressão de vegetação e atividades que não sejam de alternativos do solo.

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A redução da taxa Selic em 0,75 ponto percentual é uma medida favorável à recuperação da confiança dos setores produtivos e da sociedade na retomada da economia, destaca a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), através de nota.

– A decisão do Copom, anunciada na última quarta-feira (11), é positiva, diante da forte desaceleração da inflação e da frustração das expectativas de recuperação da atividade econômica – avalia o presidente da FIEB, Ricardo Alban.

Contudo, o presidente da FIEB ressalta que o patamar de 13% ao ano ainda está bastante elevado, considerando a expectativa de queda na inflação nos próximos meses.

Ricardo Alban complementa afirmando que a decisão ainda passa longe das necessidades das empresas, especialmente as de pequeno porte, uma vez que, na ponta, os juros continuam abusivos, graças aos spreads muito elevados.

– Trazer os spreads (diferença entre os juros oficiais e os encontrados no mercado) a níveis aceitáveis é fundamental para melhorar as condições financeiras das empresas e abrir caminho para a reativação dos investimentos e do emprego – pondera.

Além disso, para garantir uma trajetória sólida de redução dos juros no longo prazo, o presidente da FIEB diz ser necessário avançar nas medidas de ajuste fiscal.

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O centro de distribuição da Ricardo Eletro e da Insinuante, localizado atualmente no município de Lauro de Freitas, vai ser transferido para Camaçari.

A mudança vai representar um investimento de R$ 50 milhões no município da Região Metropolitana de Salvador, além propiciar a geração de pelo menos 300 empregos diretos, de acordo com informações da Prefeitura de Camaçari.
A novidade foi articulada pelo novo secretário de Desenvolvimento Econômico de Camaçari, Sérgio Vilalva, poucos dias após tomar posse.

– O grupo Ricardo Eletro escolheu a cidade de Camaçari para reiniciar suas operações a partir de fevereiro – anunciou Vilalva.

A Ricardo Eletro vai se instalar em um galpão pré-existente na área da Via de Ligação, onde já estão a central de distribuição da G-Barbosa, a Votorantim, a Farmácia Santana e outras empresas.

– Ou seja, estamos consolidando um polo logístico de varejo. Até para o fornecedor de fora que atende a essas empresas fica melhor essa logística, pois fará todas suas entregas num mesmo local. A gente entende que outras empresas, com essa facilidade para entregar, virão se instalar aqui.

Ele explicou que havia uma pressa da empresa em arrumar um local para se instalar.

– Sabendo disso, conseguimos viabilizar a instalação junto a empresários locais, em forma de parceria – conta Vilalva.

O secertário disse que a Secretaria de Desenvolvimento Econômico vai trabalhar “em linha” com os empresários e que as portas da pasta estão “escancaradas” para quem quiser trabalhar em Camaçari.

ELe lembrou que Camaçari é um polo econômico importante.

– Além dessa facilidade logística, você tem o posicionamento de grandes empresas de varejo aqui como a Le Biscuit, a Casas Bahias, tem a facilidade da mão de obra com pessoas qualificadas nessa área. Já existe uma simbiose, o clima está todo focado nesse sentido. Fora a vocação industrial, Camaçari como centro distribuidor é muito atraente a novos investimentos.

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A Bahia fechou 2016 com um saldo positivo de US$ 625 milhões graças a uma queda de 25,77% nas importações, de acordo com dados divulgados na última semana pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento (Mdic). As importações no ano passado somaram pouco mais de US$ 6 bilhões. Como caíram em proporção maior que as exportações, US$ 6,7 bilhões, foram fundamentais para reverter o saldo negativo de US$ 403 milhões em 2015, mas deixam um desafio para o comércio externo baiano: reverter a queda na corrente de comércio. Desde 2013, quando registrou um saldo de US$ 3,5 bilhões e um somatório entre exportações e importações de US$ 18,9 bilhões, que o movimento é de queda contínua. Só no ano passado, a queda na corrente de comércio foi de 20%. Entre as explicações para a queda de 14% nas exportações do ano passado estão os problemas com a safra agrícola, impactada por quase cinco anos de seca.

Prejuízo do campo
Todos os principais segmentos da pauta de exportação do estado registraram quedas em relação ao ano anterior, sobretudo as vendas de produtos básicos que caíram 31,3%. Fruto principalmente da redução nos embarques de produtos do agronegócio que ficaram 25% menores devido à seca que reduziu a produção agrícola do estado em 35% além da queda média de preços no mercado internacional, de acordo com análise da superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Só o “complexo soja” (que inclui grão, farelo e óleo) teve receitas 41% menores no ano, o algodão 32%, o café 38% e o milho 78%. O destaque positivo da pauta em 2016 ficou com o setor automotivo que fechou o ano com crescimento de 18%, resultado do câmbio mais competitivo e da intensificação dos embarques a clientes tradicionais, como a Argentina, além de outros mercados da América Latina como Colômbia, Chile e Uruguai, o que permitiu escoar parte da produção não absorvida pela demanda doméstica, incrementando os embarques físicos em 33%. A exportação de celulose apresentou queda de quase 18%, mas o produto segue como o principal na pauta de exportações da Bahia.

O Prodetur que anda
Na contramão dos discursos de novos gestores que reclamam da “herança maldita” que recebem dos antecessores, o novo secretário do Turismo de Salvador, Claudio Tinoco, assume a pasta com uma carteira de projetos, deixada pelo antecessor Érico Mendonça. Entre os principais, destaca Tinoco, está o do Prodetur, que deve render ao município aproximadamente US$ 105 milhões em investimentos. O secretário acredita que a liberação do projeto, que trará benefícios à orla de Itapoan até Stella Maris, além de investimentos entre Ondina e a Praia da Paciência, aconteça no retorno dos trabalhos legislativos em Brasília. “O projeto foi todo muito bem amarrado pelo Érico e nós só precisamos dar continuidade”, diz. Se duvidar, do outro Prodetur, com investimentos previstos para a Baía de Todos os Santos e à cargo do governo do estado.

No horizonte

Venda da RLan? O Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-Ba) deixou a categoria em alerta na última semana, com a divulgação da informação de que a Petrobras estaria negociando a venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAN) com a francesa Total. A informação partiu do dirigente sindical Deyvid Bacelar, que fez parte do Conselho de Administração da estatal. A Petrobras disse, via assessoria que essa história não tem nada a ver…

Formação musical. Em 2016, o projeto Vivo Transforma destinou mais de R$ 3,8 milhões a projetos voltados à transformação social e à valorização da cultura baiana. Este ano, o Percpan Salvador, de 17 a 21 de janeiro no TCA, faz parte dos projetos apoiados e oferecerá encontros, oficinas percussivas e shows gratuitos em Salvador e na Universidade Federal do Recôncavo Baiano, em Santo Amaro.

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 09 DE JANEIRO DE 2017)

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A empresa de call center Tel está prestes a fechar as portas em Itabuna e levar consigo 1,2 mil empregos diretos. No centro do problema estão parte dos vereadores do município. Alguns estão reticentes em aprovar o prazo para a doação de um terreno que foi cedido pela prefeitura para a implantação a empresa em 2014. Explicando: há dois anos, a empresa, que emprega mais de 15 mil pessoas em todo o Brasil – 70% delas aqui na Bahia – recebeu uma série incentivos para implantar uma unidade em Itabuna, da isenções de tributos à doação de um terreno para a sede, que deve receber investimentos da ordem de R$ 24 milhões. De lá para cá, dificuldades para conseguir financiamento junto à Desenbahia atrasaram o projeto. Hoje, a Tel está em adiantadas negociações com o BNB, entretanto o problema é que o prazo para construção da sede se encerra agora em 31 de dezembro. Se não for ampliado, o processo retorna à estaca zero e representantes da empresa dizem, de maneira reservada, que vão deixar Itabuna e operar em outro local. Hoje, a empresa funciona provisoriamente em um prédio que impede a ampliação do quadro de funcionários, que deve chegar a 3 mil pessoas em breve. Segundo fontes da Tel, a situação impacta direta e indiretamente a sobrevivência de 12 mil pessoas. É isto o que está em jogo.

Na mão dos vereadores
Representantes da Tel dizem que parte da Câmara é sensível à necessidade de ampliar o prazo para a empresa construir a sede definitiva em Itabuna, mas uma parcela do legislativo municipal faz pouco caso para a situação. Tem acontecido campanhas da população grapiúna pela manutenção da empresa, com manifestações de trabalhadores em frente à sede do legislativo, porém a empresa já não sabe o que fazer para convencer os representantes do povo. Seguem aqui alguns argumentos para ajudar a discussão: de janeiro a outubro, Itabuna alcançou um saldo 202 empregos com carteira assinada gerados, graças a 707 do setor de serviços, que anularam perdas na construção civil, comércio e pecuária, de acordo com dados do Ministério do Trabalho. Lembrando que a Bahia tem quase 16% da população desempregada, segundo dados do IBGE. Abrir mão de 1,2 mil empregos, que podem chegar a 3 mil, é algo que parece não fazer nenhum sentido. O presidente da Câmara, Aldenes Meira, diz que o projeto vai ser votado na próxima quarta. “Eu sou favorável, mas tenho apenas o meu voto”, diz ele. Itabuna são 21 vereadores.

Clima de catarse
A confraternização de fim de ano na Fieb foi marcada por um forte clima de apreensão entre representantes da indústria baiana, em relação aos rumos da economia nacional. O encontro com os amigos foi dividido com preocupações diante de uma queda de quase 8% do PIB nos últimos dois anos e com 12 milhões de desempregados. Isso tudo sem contar as convulsões do mundo político que a tornam pior e o impacto que elas causam na atividade econômico. Foi esse o clima que motivou a nota aberta publicada ontem pelos industriais.

No horizonte

Luz para todos. Em 2017, o programa Luz para Todos deve realizar mais de 20 mil ligações de energia em 133 municípios baianos. O investimento no programa deve alcançar os R$ 700 milhões, até 2018, estima a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra).

Sustentabilidade. A ampliação da operação com frotas de veículos compartilhada está entre os planos da Ambev para o ano que vem. Em 2015, a empresa deixou de lançar 3 mil toneladas de gás carbônico e economizou 5 milhões de litros de óleo diesel com projetos de transporte colaborativo.

Recesso. O Farol Econômico está entrando em recesso e retorna no dia 9 de janeiro. Que venham boas notícias em 2017!

(COLUNA PUBLICADA NO JORNAL CORREIO EM 18 DE DEZEMBRO DE 2016)

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De janeiro a novembro desse ano, o Porto de Salvador registrou aumento de 11% na movimentação de celulose, em relação ao mesmo período do ano passado.
Foram 415 mil toneladas, contra as 385 mil toneladas contabilizadas em 2015.
A celulose tem o segundo maior volume de produto movimentado no Porto, ficando atrás apenas de químicos e petroquímicos.

A carga com 17 mil toneladas do produto, que começou a ser exportada do Porto na manhã da última quarta-feira, dia 14, integra os maiores registros de quantidade movimentada até o momento, e seu volume supera a média das descargas de celulose no Porto, que é de 11 mil toneladas.

A celulose embarcada deve deixar o Porto de Salvador e seguir para o Sudeste Asiático no decorrer desta quinta-feira (15).

Ao todo, estavam envolvidos na operação 28 trabalhadores avulsos do Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalho Portuário dos Portos de Salvador e Aratu (OGMOSA), divididos entre capatazes, em terra, e estivadores (mar).

A celulose tem utilidade em diversas aplicações nas indústrias química, farmacêutica e têxtil.

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O Conselho Baiano de Turismo (CBTur), associação que reúne todas as entidades representativas do setor na Bahia, elegeu na última segunda-feira, 12, sua nova diretoria para o biênio 2016/2018.

Por aclamação, o empresário e presidente da regional baiana da Associação Brasileira de Empresas de Eventos – ABEOC-BA, Roberto Duran, foi eleito presidente da entidade.

Já o presidente do Sindicato das Empresas de Turismo no Estado da Bahia (SINDETUR) e atual presidente do Conselho Baiano de Turismo, Luiz Leão, assume a vice-presidência da entidade, enquanto que o presidente da Salvador Destination, Paulo Gaudenzi, foi eleito para o cargo de diretor-secretário.

Fundado há 31 anos, a CBTur tem sido uma voz atuante em defesa do turismo baiano, sempre se posicionado de forma independente e crítica. A CBTur representa 19 entidades, entre associações, federações e sindicatos do setor.

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