Pessoas,

Depois de fechar o primeiro semestre com esse presente que foi comentar o JOGAÇO da final do Baianão pelo canal PFC, estou saindo de férias a partir de hoje! No próximo domingo, ainda tem coluna no jornal Correio*, que será devidamente postada aqui no blog, mas depois terei três semanas de descanso e viagem. Tomem conta com muito carinho da nossa duplinha baiana querida! Volto para acompanhar as finais da Libertadores, Copa do Brasil e, claro, o Brasileirão!
Fiquem com os deuses do futebol e até a volta! \o/

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Cara ou coroa

Cara. O grito estava engasgado. Por dez anos, ele ficou ali, como se estivesse carregando no peito tricolor, fazendo bater mais pesado o coração em contato com o escudo. Um escudo que tem estrela, duas, na verdade, e que não para de pulsar. E que não deixa cada torcedor do Bahia interromper a emoção que sai da garganta e ganha vida pelas ruas da cidade.

Porque, hoje, nenhuma direção é mais certeira do que aquela que Gabriel aponta. Porque não tem artilheiro do Brasil que faça outros mil gols que possam calar esse dia. Porque nenhum time tem uma zaga maior do que a do Bahia. Não importa se Titi não fez um bom campeonato ou se Rafael Donato, mesmo salvando o Bahia em diversas ocasiões, é fraco para encarar ataques de muito mais qualidade do que os que enfrentou até agora. Não faz diferença qual formação no meio de campo foi escolhida pelo Falcão. Se foi o chato esquema de três volantes que segurou o empate no sufoco ou se foram as triangulações e troca de passes que vimos no inicio do trabalho do técnico que funcionaram. Não inventem de reclamar se a marcação não foi avançada, se o time perdeu compactação, se essa taça veio no 4-2-3-1, 4-2-2-2, 4-3-2-1 ou no 10-0-0-0. Não precisa nem me lembrar o placar, ou até mesmo se teve gol. Hoje, eu tenho um grito maior para soltar. Porque só o maior campeão desse estadual merece desempatar esse jogo de nove (ou dez) títulos para cada lado. Pode colocar esse sentimento todo na cara, esteja ela limpa, molhada de choro ou pintada de azul, vermelho e branco. Hoje, ninguém nos vence em vibração. É Bahêa. É grito. Meu, seu, nosso. É campeão.

Coroa. Mais um. Como tem sido nos últimos 10 anos em que o Vitória dominou isso aqui. A emoção embarga a voz porque esse sentimento de ser campeão nunca se torna indiferente. O Leão se acostumou a ser campeão, mas não há torcedor nesse mundo que se acostume a “sentir campeão”. É sempre novo e cada vez maior. E hoje, um gosto especial de vencer na casa do adversário, faz o torcedor rubro-negro explodir de vermelho no preto de uma noite que chega na hora perfeita.

Porque não há cores suficientes para nomear cada gol do artilheiro Neto Baiano. Porque não tem gol de Raudinei ou Souza que posso mudar essa história. Não tem importância se falta criatividade ao meio de campo do time e se os gols acabam saindo sempre dos pés do mesmo jogador. Não adianta soprar para os adversários que a lateral esquerda do Vitória é uma avenida sem sinais vermelhos. E não faz diferença se comecei a gritar após uma bola parada de Geovanni ou durante uma jogada organizada e finalizada por Pedro Ken. Se teve jogador isolado lá na frente, se o time teve apenas uma ou nove chances claras de gol. O que importa é que teve uma lá. Na rede. Pra calar a boca de um estádio inteiro e colocar mais um orgulho no peito. Hoje, somos um nome na história. E essa coroa tem dono. É minha, sua, nossa. É campeão.

90 minutos antes, o juiz jogava uma moeda pra cima. Cara. Coroa. Campo. Bola. Começou.

Pretinho Básico
Bahia e Vitória se enfrentaram 19 vezes em finais de Campeonato Baiano. Foram nove taças para cada. Fechando a conta, o título de 1999 foi dividido entre os dois. Nessa final, o Vitória foi para Barradão e o Bahia, para a Fonte Nova. Ambos se consideraram campeões e a decisão oficial saiu dos gramados para o tapetão.

Esporte Fino
O Bahia tem 43 títulos do Baiano e o Vitória, 26. Desde que passou a utilizar o Barradão como seu mando de campo no estadual, em 1995, o Vitória conquistou 13 dos 17 títulos disputados. Em 1994, o gol de Raudinei, aos 46 minutos do 2° tempo, marcou a última vez que o Vitória decidiu o Baiano em desvantagem.

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Abre o jogo, Ba-Vi

Quando eu era bem pequena e não entendia muita coisa sobre esquemas táticos e movimentação dos jogadores em campo, tinha uma frase que meu pai falava em todos os jogos que sempre chamava minha atenção. Lembro perfeitamente: ele levantava, apontava o dedo na direção desejada como se estive ali na beira do gramado e gritava: “Abre o jogo!”. Normalmente a frase vinha seguida de palavras não muito bonitas, mas isso não vem ao caso. O engraçado é que eu cresci assistindo futebol esperando que os jogadores obedecessem meu pai. Podia ser jogo da Seleção Brasileira, do meu time do coração, ou de um time qualquer da 2ª divisão da Polônia que eu estava lá, sempre, de olhos nas laterais esperando alguém passar.

A possibilidade de meu pai perder a voz hoje, portanto, é grande. Bahia e Vitória sofrem com suas laterais. Na esquerda tricolor, a ausência de Ávine é uma verdadeira dor de cabeça para Falcão. As duas primeiras tentativas, William Matheus e o bolivia no Gutiérrez (que “também” é zagueiro), não chegaram nem perto do poder ofensivo de Ávine. O novato Gerley, com apenas três partidas, precisa ser avaliado com mais tempo, mas, a princípio, parece ser uma opção melhor que as outras.

A verdade é que não é nada fácil substituir o lateral que, antes de entrar nessa maré de contusões, estava entre os melhores jogadores da posição no Brasil. Pra completar a situação desse lado, o Bahia não encontra um jogador que faça pela esquerda o que Gabriel faz do outro lado (Morais, Magno, Lulinha, Vander, Filipe e Zé Roberto, todos foram testados) o que dificulta ainda mais que o pedido de meu pai seja concretizado. E já que falamos do lado contrário, deixa Madson por lá. Quando os marcadores se distraem nesse setor é que o Bahia mais tem criatividade e poder ofensivo (mas veja só que problemão acontece quando Gabriel e Madson são anulados).

No Vitória, os gritos de meu pai também seguiriam sem ser ouvidos. Você pode desenhar o caminho com aquele spray utilizado pelo árbitro na marcação de faltas que o lateral esquerdo rubro-negro não vai passar da linha do meio de campo. Wellington Saci não apoia o   ataque do Vitória e como se não pudesse piorar, também tem falhado repetitivamente na marcação. O outro jogador da posição no elenco, o garoto Mansur, também não tem condição de ser titular. Na direita, na falta de Nino Paraíba, que estava voltando em boa fase, eu apostaria no garoto Romário. Melhor do que Léo.

Como que para seguir a linha do jogo fechado da dupla, Falcão e Ricardo Silva fizeram mistério para o clássico. Treinos secretos, portões fechados e escalações escondidas. Esses momentos servem muito mais para criar um clima de clássico no grupo (e fora dele) do que para apresentar um novo e revolucionário esquema, vamos combinar. Longe dos 90 minutos, esconder ou abrir o jogo pode não fazer muita diferença. Na hora que a bola rolar, no entanto, abrir o jogo pode ser decisivo.

PRETINHO BÁSICO
Ávine iniciou a temporada passando por uma cirurgia no joelho. Depois de jogar apenas o segundo tempo do segundo Ba-Vi do ano (18/03), uma tendinite o afastou novamente dos gramados. Quase recuperado dos problemas no joelho, fraturou um dedo da mão no dia 14 de abril e segue de fora do time.

ESPORTE FINO
Na era Falcão, William Matheus foi o mais utilizado na esquerda (13 vezes), seguido de Gerley (três jogos), Gutierrez (2) e Jussandro, da base (1). Na direita, Madson atuou 12 vezes, contra oito de Coelho. Já na temporada do Vitória, Léo é o que mais atuou na direita (11 jogos) e Saci, na esquerda (16).

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Quando os gols enganam

Na minha infância, quando minha mãe falava sobre futebol, ela não passava horas me contando sobre os números de gols de um jogador, nem despejava na mesa somente resultados positivos e estatísticas de times campeões na história. Minha “criação futebolística” me deu a opinião de que essa nossa paixão não é feita apenas de gols, mas de talento, técnica, disciplina, organização tática. Uma planilha com o resultado de todos os jogos da Seleção de 82 não te permite enxergar a beleza daquele time.  Saber a quantidade de gols marcados por Pelé não te dá uma mínima ideia de quem ele foi no futebol. Uma lista com todos os títulos conquistados pelo histórico Barcelona de Guardiola não vai te proporcionar qualquer entendimento da genialidade de Messi ou do fantástico toque de bola de Xavi, Iniesta e cia. O Barcelona não deixa de ser o melhor time do mundo simplesmente por ter marcado menos vezes que o Chelsea. Os números, frios, não podem refletir a magia do esporte.


Não estou dizendo que os gols não são importantes, longe disso, dentro de cada 90 minutos eles são fundamentais, mas eu ainda insisto em acreditar que o futebol deve aparecer muito mais no escudo do nosso peito do que na calculadora do nosso cérebro. De forma ainda mais gritante do que em competições disputadas no estilo mata-mata, nossos times não podem confiar apenas no ataque mais positivo do Brasil ou no maior artilheiro do ano, no país, para o Brasileirão. As 38 rodadas vão exigir muito mais organização e constância do que os 27 gols (até sábado) de Neto Baiano ou que as 65 vezes que o Bahia balançou a rede.

Ninguém vai negar os números e recordes do artilheiro rubro-negro, e eles não devem ser diminuídos, mas os problemas de criatividade no meio de campo são enfatizados quando o Vitória não consegue ter opções de jogadas contra times de tamanha inferioridade técnica e não quando Neto Baiano arranca uma classificação heroica marcando três gols. A falta de filosofia e padrão de jogo são muito maiores do que a troca de técnicos. No papel, não acho que o Vitória tenha um elenco ruim, faltam algumas peças (lateral e meio de campo principalmente), mas vai penar na Série B se não tiver opções para os jogos cascudos e feios que vêm por aí.

No caso do Bahia, é a falta de equilíbrio do time que pode comprometer. Souza e Gabriel estão em grande fase, mas eles não podem ser a única opção. Se, no Campeonato Baiano, já percebemos que basta marcar o líder de assistências tricolor para o esquema morrer, o que dizer quando o Bahia enfrentar clubes com muito mais qualidade? Outro problema crônico: a defesa do Bahia. Gosto do trabalho de Falcão, mas espero que ele não tome real conhecimento da maior deficiência tricolor apenas na estreia do Bahia contra o Santos de Neymar. Um possível título baiano pode vir de um gol de barriga, de canela e até contra, mas eles não devem nunca mascarar o que acontece em campo.

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Arena Fonte Nova lança maquete eletrônica em 3D

Levanta a mão quem está morrendo de saudades da Fonte Nova e não vê a hora de torcer naquelas arquibancadas de novo? o/

Sabemos que não está na hora ainda, mas já dá pra sentir um pouquinho do clima com a maquete eletrônica da nova arena, lançada no site www.arenafontenova.com.br.  O vídeo utiliza a tecnologia 3D e faz um passeio por todos os 10 pavimentos da nova arena. A circulação de pessoas e os acessos ao novo equipamento ganharam movimentos. São apresentados todos os espaços, do campo de futebol aos camarotes, passando pelos assentos, restaurantes e quiosques, com detalhes ilustrativos do projeto arquitetônico.

Destaque para a iluminação cênica no vídeo. Achei linda a imagem do estádio iluminado durante a noite junto com os orixás do Dique. “A maquete eletrônica antecipa a experiência do público no novo espaço e aproxima as pessoas do conceito multiuso da Arena Fonte Nova, um complexo de lazer e entretenimento para a cidade”, ressalta Lino Cardoso, diretor de Marketing da Arena Fonte Nova.

E aí? Deu ou não vontade de gritar gol por lá?!

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Um ídolo com todas as letras

Preste atenção na história e na matemática. Em 2009, o time T1 contrata um jogador que nós vamos chamar aqui de J1, para efeito ilustrativo. J1 então começa a temporada disputando o campeonato estadual. Além de ser campeão marcando gol na final contra o maior rival de T1, ainda recebe o título de artilheiro da competição com 18 gols. Incógnitas do futebol, J1 deixou o clube após 22 gols em 35 jogos.

Em 2011, o mesmo clube T1 traz o jogador J2 e ele já estreia no clássico local deixando seu gol. J2 não chega na sua melhor fase e figura até no banco de reservas, mas ainda assim é o artilheiro da equipe na temporada com 19 gols em 47 jogos.

No ano seguinte, o jogador J3, da mesma equipe T1, passa por fase espetacular quando se trata de bola na rede. Logo nas primeiras rodadas, dois hat-tricks (três gols na mesma partida) consecutivos. Jogo após jogo, J3 vai deixando sua marca: artilheiro de T1, do campeonato estadual, do Brasil, maior goleador do estádio de T1, salvador da pátria em diversos jogos.

Agora, acompanhe a equação: J1 + J2 + J3 = Neto Baiano. Com exceção de J2, a maioria das torcidas já trataria J1 e J3 como um ídolo. Os torcedores rubro-negros, sem o resultado dessa equação aí, muito provavelmente estariam mais do que felizes com um jogador como esse na equipe, mas, olha, eu não sei qual é o caso dos rubro-negros que têm tanta resistência com Neto Baiano. O cara faz e acontece, vive salvando o time das maiores roubadas (o Leão deveria mandar fazer uma placa pela virada histórica protagonizada por Neto contra o ABC, pela Copa do Brasil), provoca o Bahia, chama mídia, faz o diabo a quatro e ainda assim eu vejo muito torcedor do Vitória criticando e reclamando.

Ele é o atacante mais habilidoso, técnico, talentoso do Brasil? Não. Merece estar na Seleção Brasileira? Em minha opinião, não. Ele perde chances claras de gol vez ou outra? Perde. Mas tem algum outro jogador que, mesmo tendo um aproveitamento melhor, marca tanto quanto ele? Não. Tem alguém que atualmente bate no escudo do Vitória colado de suor no peito e diz “deixa comigo que eu resolvo” mais forte e eficiente do que ele? Não.

Portanto, recado para a parte da torcida que ainda olha torto para Neto Baiano e também para o Vitória: valorizem J1, J2 e J3, porque Neto Baiano + T1 = ídolo.

Copa do Brasil e Baianão
Vitória e Bahia têm grande oportunidade de beliscar alguma coisa na Copa do Brasil. Passando pelo Botafogo, dá pra botar banca pra cima de Coritiba ou Paysandu pra chegar na semifinal. Já o Bahia, enfrentando primeiro a Portuguesa, terá o desafio de passar pelo Grêmio (caso o Fortaleza não faça uma graça, o que seria ainda melhor).

Pelo Baianão, Vitória da Conquista e Feirense devem confirmar o favoritismo da dupla Ba-Vi para a final. Caso o clássico defina realmente o título estadual, ainda vejo o Bahia com um time mais maduro taticamente do que o Vitória. As mudanças e oscilações na Toca do Leão moldaram um time mais nervoso e inconsistente em campo.

PRETINHO BÁSICO
O primeiro gol de Neto Baiano com a camisa do Vitória aconteceu em um jogo com o Atlético de Alagoinhas, no Campeonato Baiano de 2009, dia 18 de janeiro. Na temporada 2012, o artilheiro pode bater o recorde dos 27 gols marcados por Cláudio Adão em uma edição do Baianão, em 1986, jogando pelo Bahia.

ESPORTE FINO
Com os três gols que fez no jogo contra o ABC pela Copa do Brasil, na  quarta-feira passada, Neto Baiano se tornou o maior artilheiro na história do Barradão com 46 gols em 47 jogos. Antes dele, o meia Ramon Menezes tinha o título, com 44 gols. Em todas as passagens pelo Leão, o goleador já marcou 68 vezes.

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Trailer PES 2013

Como vocês perceberam no último vídeo Ora Bolas, videogame não é muito o meu forte, mas a quantidade de gente viciada nesses games é imensa, eu sei! Pois bem, foi liberado o primeiro trailer de Pró Evolutions Soccer e eu achei muuuito bom!!! Não tem nada muito espetacular, mas achei que a imagem e a trilha ficaram muito boas! Para as meninas, Cristiano Ronaldo, garoto-propaganda da série, não deixa de ser um atrativo, não é?! Confiram:

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Queridos,

Criei uma página no Facebook para interagir com vocês! Mais um canal pra gente bater uma bolinha, trocar informações, postar fotos e pitacar! É só curtir AQUI ou clicar na imagem abaixo!! =)

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A vida depois dos 100

O Santos deu de presente para as 100 crianças que entraram em campo contra o time de Neymar, Ganso, Borges e cia no jogo comemorativo pelos seus 100 anos, na Vila Belmiro, aquilo que é seu maior patrimônio: uma bela história pra contar. Sim, talvez, o Santos fosse apenas mais um time se não fosse Pelé, se não tivesse sido fundado em São Paulo, se não fosse a casa de Pepe, Coutinho, Diego, Robinho, Neymar. Mas a história não é feita de se, não é feita do que não foi. É feita do que é e do que o Santos soube ser.

É feita dos 11.793 gols que nenhum outro clube de futebol do mundo marcou. Do primeiro título paulista, em 1935, sobre o Corinthians. É feita do dia em que Pelé assinou seu primeiro contrato, marcou seu primeiro gol, dos mais de mil segundos em que a bola deixou o toque de Pelé para encontrar as redes adversárias. Do momento em que o menino virou Rei. Das mãos que levantaram taças de Mundiais, Libertadores, Campeonatos Brasileiros, Copa do Brasil e estaduais. Essa história é feita de pedaladas entre as quatro linhas, de riso na arquibancada e de aprendizado fora de campo.

O Santos soube ser quem poderia ser. Aprendeu a usar suas qualidades, reverenciar seu passado e planejar o futuro sem deixar de sonhar. É um dos poucos exemplos no Brasil de como ser e fazer futebol no presente. É um dos poucos que poderia chamar outros clubes brasileiros para um conversa sobre a vida.

Quem nunca ouviu aquela história de que, quando somos jovem, temos tempo e disposição, mas não temos todo o dinheiro que precisamos; quando adultos, temos dinheiro e disposição, mas não temos tempo e, finalmente, que, quando temos tempo e dinheiro, a idade não nos permite disposição? Pois bem: o futebol nos permite quebrar essa lógica.Se somos obrigados a passar pela vida sabendo que um dia a deixaremos, o futebol faz o milagre de ser eterno. De possibilitar que o Santos chegue aos 100 anos com a mesma disposição para chutar a bola que muitas décadas atrás. É fundamental, no entanto, perceber como cada time encara essa vida depois dos 100.

O Flamengo, por exemplo (e poderia escolher outro aqui, mas o faço por ser o maior time do país), com seus 116 anos, não soube ser quem poderia. É o que é pela sua gigantesca torcida e não por si mesmo. Bem diferente do São Paulo, que ainda não completou 100 anos e Internacional, centenário recente em 2009, que parecem ter a qualidade de saber crescer.

E, por favor, não estou comparando amor, paixão, tradição e títulos entre os clubes, muito menos dizendo que essa ou aquela história é maior ou melhor. A questão é saber administrar e alcançar o potencial de cada um. A impressão que tenho é que os anos passam e os clubes brasileiros seguem sendo o que são, mas bem longe do que poderiam ser.

Parabéns, Santos! Seu maior presente para sua torcida é ter a capacidade e a decência de ser tudo que você pode ser com a maturidade de um senhor e a alma de cada um daqueles 100 meninos e meninas do início deste texto.

PRETINHO BÁSICO
O Santos FC foi fundado no dia 14 de abril de 1912. De lá pra cá, foram 5.588 jogos, dois Mundiais Interclubes (1962 e 1963), três Copa Libertadores (1962, 1963 e 2011), oito Campeonatos Brasileiros (1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1968, 2002 e 2004), 19 Estaduais (2010 e 2011, inclusive) e muitos outros títulos.

ESPORTE FINO
Pelé, maior artilheiro da história do Santos, jogou no alvinegro praiano de 56 a 74, fez 1.116 partidas, marcou 1.091 gols e conquistou 21 títulos importantes (entre outros torneios menores). Pepe é o vice-artilheiro, com 405 gols, e Coutinho, o 3º, com 370. Neymar já fez 96 gols pelo clube em três anos de profissional.

Abaixo, belo vídeo oficial produzido pela SantosTV para o centenário!

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Meu BaVi ideal para hoje

Calma, calma, eu sei que hoje não tem clássico BaVi! Apenas resolvi escalar aqui pra vocês os times de Bahia e Vitória que EU colocaria em campo hoje pela Copa do Brasil (levando em conta os desfalques).

Primeiro o Vitória porque entra em campo antes, às 20h30, contra o ABC. Resumindo, um 4-2-2-2, com um volante de marcação (Uelliton) e outro que sai mais para o jogo (Mineiro). Pedro Ken e Geovanni na criação, Marquinhos livre, leve e solto para atacar e Neto Baiano, claro, lá na frente. Ah, no gol, o goleiro é Douglas.

No Bahia, não mudaria muita coisa. Eu colocaria apenas Morais no lugar de Magno. Sei que ele não passa por boa fase, mas ainda acho que com uma sequência de jogos ele vai produzir mais do que Magno. Na direita, claro, Gabriel, melhor jogador do Campeonato Baiano na minha opinião, e Lulinha pela esquerda. OBS. O Bahia precisa de contratar laterais URGENTEMENTE (não, não acho que o lateral direito Gil, de 20 anos, que veio do Cruzeiro inicialmente para base tricolor é uma das soluções)!


E vocês?? Que time colocariam em campo??
(O site maravilhoso que monta esses campinhos lindos aí de cima para nooooooooossa alegria é o http://www.footballuser.com/post)

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