Dizem que na vida existem algumas coisas que nunca ninguém viu! Afinal, já foi ao supermercado e comprou bacalhau e viu se ele estava com a cabeça? E irmãos gêmeos negros idênticos? Conhece alguém do Acre? E enterro de anão, existe?

Posso garantir que sim. Pelo menos garanto que anões são enterrados como qualquer outro ser humano. Eu, por exemplo, já fui a dois. Um deles, no Rio. Era um ator dos trapalhões, anão, assassinado pela mulher de 1,75m de altura. O ator tinha só 1,15m de altura e foi golpeado com uma faca de churrasco. O motivo do crime: ciúmes. Ela não suportava vê-lo ser assediado, acreditem.

Cheguei na Bahia e contei a história aos meus colegas de redação. Mesmo incrédulos, aceitaram e comemoraram meu feito. E, para deixar tudo em pratos limpos, o destino colocou em meu caminha minha segunda experiência no caso. O enterro do ilustre torcedor do Bahia foi movimentado, triste e curioso. Muitos queriam saber como se enterra um anão. Ora, do mesmo jeito que se enterra alguém de 1,80m.

Há um caixão, há choro, despedidas e muita saudade para quem fica. O “Anãozinho do Bahia”, como era conhecido o torcedor Evilásio Ferreira de Souza, morto após ser atropelado na Avenida Bonocô, até gostava e usava o fato de ser anão para driblar certos problemas que “gente grande” enfrenta. Até o texto, muitos mitos e muitas situações constrangedoras aconteceram.

Como escrever, por exemplo, uma declaração de parentes sem que soe como uma brincadeira? E como se ouve uma declaração como a da irmã de Evilásio sem rir? Na matéria, ela diz: “Até agora não sabemos como ele foi parar lá nemo motivo de ter atravessado a rua. Ele não tinha pernas para isso. O movimento ali é intenso, e as perninhas dele, curtas. Foi a decepção com o time que deixou ele semrumo”, contou, emocionada, a irmã de Evilásio, Sônia.

Tudo depende de postura e de como as frases são ditas ou escritas. No mesmo caso, outro parente de Evilásio Gilberto Andrade, motorista do Samu. Ele contou que o que mais chocou foi uma frase da médica-residente responsável pelo atendimento a Evilásio no HGE. “Ela disse que, se ele morresse, tiraria fotos, para provar que enterro de anão existe”, lamenta.

Posso dizer apenas que também já vi cabeça de bacalhau e quero sua ajuda para descobrir mais daquilo que ninguém nunca viu! Conte aqui sua história!

4 comentários para “Eu vi, juro que vi enterro de anão!”
  1. Paulo says:

    Eu ainda não fui à um enterro de anão.
    Soube da morte de um, mas nunca fui.
    Você foi um sortudo.

  2. Marcelo Dias says:

    A história do anão aqui no Rio é verídica! Foi a mais comentada do jornal naquela semana e aconteceu em São Gonçalo, na Região Metropolitana.

    Outra lenda é o suposto título brasileiro do Sport. Alguém viu? Quem se lembra dos trocentos penaltis batidos? Essa é lenda mesmo! Hahahah!

    Quero ver agora é se o Bahia volta, um diazinho que seja, para a primeira divisão!

  3. Andréa Farias says:

    Eu conheci dois rapazes do Acre na praia do Flamengo. Perguntei ao rapaz o que tinha de mais interessante no Acre, prontamente me respondeu que era o Tucupi. Perguntei, se na cultura, tinha algo além do Tucupi e ele não soube me responder. Fiquei um pouco decepcionada e curiosa. rsrs

  4. Emerenciano da Bahia says:

    O Acre é terra da Marina Silva, é o nosso Alasca, mas acho extremo preconceito sugerir que lá não há nada além do Tucupi. É deselegante, é degradante. Andréa, tem gente que ri do seu cabelo e do seu jeito de falar, pois vc é baiana, e sequer te respeita enquanto profissional da comunicação, pois vc é baiana, e vc humilha os acreanos, por pensar que o mundo é a bahia. lamentável. Mais lamentável ainda é rir da morte de alguém que não se parece com o autor da matéria nem contigo. lamentável.

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