Fôlego de desbravador
Integrante do Théâtre du Soleil, o ator e diretor francês Maurice Durozier está em Salvador, para dar oficinas no Teatro Vila Velha, e não se deixou intimidar pelo clima de insegurança. Ele tem perambulado bastante pela cidade. Foi à Festa de Iemanjá, à praia do Porto da Barra, assistiu a um show de Gerônimo no Pelô, viu uma peça na Livraria Cultura... “Até na sexta-feira à noite, quando ninguém saiu de casa, ele foi sozinho a um terreiro de candomblé no Nordeste de Amaralina”, conta o ator Jorge Washington, do Bando Olodum.
Emoções revividas
Quando descer do trio do Chiclete com Banana para cantar com seus filhos, da banda Oito7Nove4, na Praça Castro Alves, dia 16, Bell Marques vai reviver a emoção de um velho Carnaval. No início dos anos 80, na mesma praça, Moraes Moreira saiu de seu caminhão elétrico para subir no do Chiclete, que estava no comecinho da carreira. Só para lembrar: o encontro de trios, tradicional até a década de 90, foi resgatado há dois anos, por Saulo Fernandes e Moraes.

Invasão do bem
Os moradores do Centro Histórico e arredores vão invadir o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira. Presidente da instituição, o poeta José Carlos Capinan quer usar o pátio que liga os dois prédios do museu para oferecer oficinas gratuitas de artes plásticas, teatro, gastronomia... “Vamos dar vida a este espaço”, diz.
Tem mais...
José Carlos Capinan toca o projeto ao lado dos artistas plásticos Bel Borba e J. Cunha. Uma grande obra assinada pela dupla, como um gradil, vai demarcar o território onde acontecerão as atividades. “Eles usarão referências afro-brasileiras, da história do nosso patrimônio, da nossa resistência...”, diz Capinan.
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