Nada pessoal contra os que ficaram, mas você prefere João Neto e Ananias ou Reinaldo e Jones no ataque? Quem teria mais capacidade para mudar a história de um jogo enrustido? Quem fez uma boa temporada no ano passado, ganhando títulos e fazendo gols? Quem está numa fase ascendente da carreira? Quem teria mais chance de dar retorno financeiro?
É mais embaixo...
O que Ananias e João Neto têm em comum? Os dois primeiros são aqui da terra, dispostos a fazer nome ainda, um é cria da casa e outro veio de time do interior, com empresários que são peixes pequenos no mundo da bola.
O que Reinaldo e Jones têm em comum? As raízes no Rio de Janeiro, o que já os torna mais conhecidos no Fazendão. O empresário de Reinaldo, por sinal, é o mesmo de Toró, um volante muito estimado por Joel Santana que por pouco não parou no Bahia, mesmo o time já tendo uns 287 jogadores para essa posição. Toró não veio e foi para o Figueirense, onde os agentes que gerenciam a carreira dele (e de Reinaldo) têm ótima relação com a diretoria.
Já Jones pertence ao Deportivo Maldonado, um pequeno clube uruguaio de fachada usado por um grupo de empresários para registrar os jogadores que eles compram (uma obrigação legal, já que a lei não permite que um jogador seja registrado em uma empresa; só em um clube). No caso de Jones, a coincidência é que os empresários dele são os mesmos do atacante Ciro, outro vinculado ao Deportivo Maldonado, contratado pelo Bahia na semana passada. E também de Zezinho, reprovado por aqui em 2011, mas que treinou até o fim do ano sem ser chamado para rescindir.
O ‘dono’ do Deportivo Maldonado é o empresário argentino Gustavo Arribas, um dos gigantes do ramo no futebol mundial. Pra se ter ideia, ele ajudou o Corinthians a comprar Tevez do Boca Juniors, em 2005, na época da parceria com a MSI de Kia Joorabchian, outro gigante. E convenhamos: é mais fácil se indispor com os peixes pequenos que com os grandes.
Que fique bem claro: em princípio não há nada ilegal nessas relações. Essa história é só para esclarecer um pouco como algumas coisas acontecem nos bastidores dos times, seja no Bahia, no Vitória ou em clubes famosos pela sua organização administrativa, como o São Paulo, que, jogou o Brasileirão do ano passado com 21% do elenco profissional (7 de 32 jogadores) pertencente a clubes de fachada como o Deportivo Maldonado e o Desportivo Brasil (da Traffic), segundo apurou a Folha de S. Paulo.
Essa conversa é um estímulo para você, torcedor, desconfiar daquela renovação com o atacante que não faz gol e da insistência dos técnicos com determinado atleta.
Por que isso acontece? Porque sem dinheiro para investir na compra de jogadores, os clubes recorrem aos empresários, que têm dinheiro, mas não têm a vitrine. Nossos times, então, viram as vitrines e têm um ganho técnico que seria impossível ter sem os donos do dinheiro. Os empresários ganham, pois valorizam o jogador e vendem depois. E você, torcedor, torça por Reinaldo e Jones.
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Frederico Nunes
Muito boa a Matéria. Jornalismo é isso, precisa-se esclarecer tudo e deixar que quem faz essas coisas assuma as consequências e o torcedor que não vê os bastidores fiquem cientes do que se passa por lá pois é por causa dele, por ele e para ele que os clubes existem. Continuem assim impressa esportiva da Bahia.
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Pedro
Pois é amigo, muito esclarecedor este artigo, é por essas e outras que o Bahia não vai conseguir título nenhum enquanto manter esta política "burra" desrespeitando o clube e o torcedor. É por isso que não mantiveram a base do time da série B, e a divisão de base não tem oportunidade. É para atender aos interesses dos empresários. Que papelão Marcelo Guimarães este do Zezinho, traz jogador só para passar férias, sem comprometimento algum, resultado: o clube só é lesado e o torcedor enganado!!! Respeitem o futebol e o torcedor do Bahia, que vai ao estádio na esperança de ver aquele Bahia de outras épocas, mas acaba enchendo bolso de empresário!
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Pedro
Parabéns Herbem pelo artigo, jogou duro meu irmão, a verdade tem que ser dita!!!
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Valmir
É isto que esta atrapalhando o bom Futebol!
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Paulo
Isto mostra o "amor" que Mauricinho Guimarães Filho tem pelo Bahia. Prefere encher o clube de bondes, por que tem rabo preso com empresários, do que apostar em jogadores ascendentes. Mas a hora dele vai chegar para que figure na mesma galeria de desonra do pai e do fantoche Petrônio Barradas: a do desprezo do tricolor.
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