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Colunistas

 

JAIRO COSTA JUNIOR


Jairo Costa Júnior: Plano de contenção

06.02.2012 | Atualizado em 06.02.2012 - 14:41

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Marqueteiros e estrategistas políticos do governo Jaques Wagner (PT) passaram os últimos dias reunidos para evitar que o saldo de violência da greve da PM respingue entre os candidatos da base aliada em 2012.  Já avaliam ser impossível frear os desgastes, embora achem que dá para minimizar os danos. A tática será deflagrar, ainda esta semana, uma operação em duas frentes. Primeiro, querem tirar o peso de cima da Bahia:  tentarão mostrar que o problema é federal, provocado pela pressão de policiais de todo o Brasil interessados na aprovação do piso nacional. A segunda é afinar o discurso contra as notícias que buscam vincular a cúpula petista a outra greve, a de 2001. Sobretudo, depois que novos inimigos do Palácio de Ondina, ligados ao atual movimento, foram à imprensa dizer que tiveram apoio e financiamento da turma no passado.

‘Operação Avesso’
O receio da linha de frente de Jaques Wagner com os ecos de 2001 tem fundamento. Ao passo que os governistas montam suas estratégias, a oposição corre em lado contrário. Gente especializada em vasculhar imagens e notícias entraram em campo atrás de elementos que, de alguma forma, ligue o antes ao agora. A guerra também se espraiou através das redes sociais. Sem digital neles, começaram a circular nas redes sociais vídeos e montagens em que o alvo é o governador. Entre os quais, uma nova versão para Jaques Wagner do movimento Desocupa João, que deu dor de cabeça ao prefeito João Henrique (PP), e do hit criado em cima da cena de Adolf Hitler no filme A Queda.

Montagem do baú
Líderes do PMDB, DEM, PSDB e PR vão se reunir esta semana em Brasília para intensificar as negociações em torno da definição de candidaturas unificadas em todo o Brasil. De acordo com o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), é possível prever que, após os encontros, haverá evolução no desenho do quadro multipartidário nas capitais e grandes cidades brasileiras para a sucessão municipal. No entanto, o peemedebista evita antecipar se Salvador estará no bolo das praças com em estágio adiantado.

Calculadora ligada
Já na capital, o resultado de outro encontro com DNA peemedebista também é aguardado com intensidade. Em especial, pelo alto escalão da prefeitura de Salvador. Hoje, os seis vereadores do partido vão discutir o que fazer em relação à votação da contas de João Henrique, rejeitadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). No bojo, estará a possibilidade de fechar ou não a conta de 28 votos necessários para jogar o relatório do TCM embaixo do tapete.

Dureza de labuta
O senador Walter Pinheiro (PT) arrumou um briga boa para sua nova tarefa, a de líder do partido no Senado: rever no Congresso os critérios de distribuição dos Fundos de Participação dos Municípios e dos Estados, além da divisão dos royalties do petróleo e do setor mineral. Vai ter que suar, já que o assunto, como se sabe, é mais espinhoso na base governista.

Fogo de palha
O vereador Orlando Palhinha (PP) bradou alto no Hotel Pestana, Rio Vermelho, onde se reuniu com colegas na terça. A bronca era com o preço do estacionamento, R$ 15. Pediu restituição à prefeitura, que o convidou. Sem sucesso. Então, disse que entrará com projeto de lei para dar preço às vagas de casas de eventos e hotéis. Segundo ele, R$ 5 e nada mais.

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