A rodada de hoje é a última de tolerância no Baiano. Vá lá que Quintino Barbosa abandonou o Colo Colo, o Ipitanga demitiu Alencar Mota e o Icasa balançou Arnaldo Lira no Bahia de Feira. Hoje, acabam as desculpas em Bahia e Vitória: domingo que vem é Ba-Vi.
Rogério Lourenço chegará ao clássico em posição mais delicada. É imperativo o Bahia vencer o Fluminense, em Pituaçu. Qualquer outro resultado obrigará o time a sair vitorioso do Barradão, onde não perde há cinco anos, para o técnico manter o cargo. Esta diretoria já mostrou, com Paulo Comelli e Sérgio Guedes, aceitar mexer rápido. E Lourenço não tem currículo ou carisma para servir como advogado.
Nas três primeiras partidas, o time foi mal. Em todas, teve jogadores improvisados e falou personalidade. Contra adversários recuados, geralmente em duas linhas de quatro, é preciso tabelar rápido e forçar bolas em profundidade. Mas Hélder e Boquita foram tímidos demais e o passe pro lado, quando sai errado, arma o contra-ataque. Assim nasceu o último gol de Sassá no 3x3 com o Ipitanga.
Até agora, salvam-se Jael, Ávine e Camacho. Jael escancara a aptidão para gols como também o estresse dentro do clube. O soco no gerente de futebol, André Araújo, é crise administrativa. A torcida sempre perdoa quem mostra respeito pelo escudo e rende no campo, besteiras à parte.
É assim em todos os lugares do mundo. Jael, caso bem assessorado, ainda sai deste episódio amparado pelo torcedor. É da natureza humana ser passional, ainda mais no esporte. Ainda mais após um clássico.
Antonio Lopes tem se virado bem no Vitória. Com os cruzamentos de Elton, agora lesionado por seis meses, safou-se dos problemas de criação pelo meio nas primeiras rodadas. Com Rildo, tenta dar velocidade ao ataque enquanto Elkeson não resolve despertar.
Na diretoria, é quase consenso que Viáfara; Nino, Alison, Leo Fortunato (Gabriel) e Eduardo; Ueliton e Bida (Neto Coruja) são suficientes para encarar o Ba-Vi, terminar o estadual e começar a Série B. A questão é como encontrar no mercado as quatro peças que faltam para fechar o time.
A lacuna está justamente nos atletas que acabam com nossos complexos, resolvem a partida e ganham a maioria dos títulos. São também os que salvam a cabeça do treinador e que são perdoados a cada gol. São os que abafam os erros técnicos e administrativos. São os jogadores especiais que arrastam multidões aos estádios. Que vão além da fase de ensaio; dão show.
Comente esta notícia
Ocultar comentários
Comentar notícia | Cadastre-se