26.01.2012 | Atualizado em 26.01.2012 - 04:32
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Pelo terceiro ano seguido, a Embasa é a principal patrocinadora dos clubes do interior no Campeonato Baiano. Isso mostra o aporte financeiro do governo no futebol e também que há um certo caminho para atrair e fidelizar a iniciativa privada.
Ter Salvador como cidade-sede da Copa do Mundo 2014 ainda não aqueceu o mercado como muitos previam ou queriam. O patrocínio em troca de exposição de mídia talvez seja interessante para o poder público, que tem a imagem geralmente desgastada junto à população, mas já não basta para as "pessoas jurídicas". Empresas costumam ser mais seletivas, pois precisam calcular o retorno sobre o investimento e justificar por que a verba não é direcionada a outro setor ou projeto.
Ver a marca estampada em uniformes ou placas publicitárias é parte do processo de, simbolicamente, criar a imagem positiva na mente do torcedor/consumidor. Mas, hoje, com a poluição da exposição de marcas em camisas e estádios, o trabalho de relações públicas ganha crédito para gerar valor, mostrar benefícios, conquistar e manter. O patrocinador quer estar interligado ao cliente, e não exposto como um a mais na vitrine do esporte.
A expectativa é que o novo contrato de R$1,810 milhão com a Embasa seja assinado oficialmente dia 28, seguido por publicação no Diário Oficial, após terem sido superados os trâmites burocráticos e o acerto simbólico, feito na semana passada. Do total, seriam R$110 mil para o sindicato de árbitros, R$ 155 mil para cada clube do interior e R$150 mil para a FBF. A FBF teria espécie de contrapartida com o custeio de materiais.
Na lenta e progressiva trilha de evolução, cabe aos clubes do interior aprender a lidar melhor com a iniciativa privada. A força da economia do país, em crescimento há anos, mostra que, com certeza, há gente disponível e com dinheiro no mercado. É necessário criar o produto que o estimule e o seduza e embalá-lo antes de ser oferecido.
A própria dupla Ba-Vi sente as novas necessidades deste profissionalismo. A construtora OAS, ao renovar os contratos, pegou a exclusividade de placas nos centros de treinamento e a Brahma atrelou parte da verba contratual a investimento na infraestrutura ou benefícios ao torcedor. As grandes empresas sabem que não basta focar em produto (clube) ou cliente (torcedor). O futuro cobra foco em desejos, valores, meio ambiente e tecnologia. Os donos da grana querem ir além da marca exposta na camisa.
Passarela
O novo estádio de Pituaçu completou três anos ontem, ainda sem a conclusão da passarela orçada no projeto inicial.Na época, um vídeo de divulgação da Conder usava como primeira imagem a passarela. Na sequência, a via subterrânea para pedestres, entre a passarela e o viaduto Dona Canô, ideia que acabou abortada.
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