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Colunistas

 

Paulo Coelho


Paulo Coelho: O guerreiro da luz e suas contradições

11.06.2011 | Atualizado em 11.06.2011 - 12:14

Visualizações: 533

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O guerreiro da luz às vezes luta com quem ama. Aprendeu que o silêncio significa o equilíbrio  absoluto do corpo, do espírito e da alma

O guerreiro da luz, às vezes, luta com quem ama. Aprendeu que o silêncio significa o equilíbrio  absoluto do corpo, do espírito e da alma. O homem que preserva a sua unidade, jamais é dominado pelas tempestades  da existência; tem forças para ultrapassar as dificuldades e seguir adiante.

Entretanto, muitas vezes sente-se desafiado por aqueles a quem procura ensinar a arte da espada. Seus discípulos o provocam para um combate e o guerreiro mostra sua capacidade: com alguns golpes lança as armas dos alunos por terra, e a harmonia volta ao local onde se reúnem.

“Por que fazer isto se és tão superior?” - pergunta um viajante.

“Porque, desta maneira, mantenho o diálogo” -   responde o guerreiro.

Solidão e dependência
Quando um guerreiro sofre uma injustiça, geralmente procura ficar sozinho, para não mostrar sua dor aos outros.

É um comportamento bom e mau ao mesmo tempo.

Uma coisa é deixar que seu coração cure lentamente as próprias feridas. Outra coisa é ficar em meditação profunda todo o dia, com medo de parecer fraco.
Dentro de cada um de nós existe um anjo e um demônio, e suas vozes são muito parecidas. Diante da dificuldade, o demônio alimenta essa conversa solitária, procurando nos mostrar como somos vulneráveis; e o anjo precisa da boca de alguém para se manifestar.

Pressa e paciência
Um guerreiro da luz  precisa de paciência e rapidez ao mesmo tempo. Os dois maiores erros da estratégia são: agir antes da hora, ou deixar que a oportunidade passe longe.

Para evitar isto, o guerreiro trata cada situação como se fosse única e não aplica fórmulas, receitas, ou opiniões alheias.

O califa Moauiyat perguntou a Omr Ben Al-Aas qual era o segredo de sua grande habilidade política:

“Nunca me meti em assunto sem ter estudado previamente a retirada; por outro lado, nunca entrei e quis logo sair correndo” - foi a resposta.

Paz e atividade
No intervalo do combate, o guerreiro descansa.

Muitas vezes passa dias sem fazer nada, porque seu coração exige.
Mas sua intuição permanece alerta. Ele não comete o pecado capital da Preguiça, porque sabe onde ela o pode conduzir: à sensação morna das tardes de domingo, onde o tempo passa - e nada mais.

Um guerreiro descansa e ri. Mas está sempre atento.

Um anjo e um demônio

Um guerreiro sabe que um anjo e um demônio disputam a mão que segura a espada.

Diz o demônio: “Você vai fraquejar. Você não vai saber o momento exato. Você está com medo”.

Diz o anjo: “Você vai fraquejar. Você não vai saber o momento exato. Você está com medo”.

O guerreiro fica surpreso. Ambos disseram a mesma coisa.

Então o demônio continua: “Deixa que eu te ajude”.

E diz o anjo: “Eu te ajudo”.

Nesta hora, o guerreiro percebe a diferença. As palavras são as mesmas, mas os aliados são diferentes.

Então ele dedica sua vitória a Deus. E, com  a confiança dos valentes, escolhe a mão de seu anjo.

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