A participação feminina em nossos estádios vem crescendo ano após ano. A presença das mulheres é uma conquista da luta de gêneros, porque antes os torcedores entendiamque torcedora em estádio não passava de vadia caçando frete.
Mesmo quem ia de mão dada comnamorado ou noivo, anelzão no dedo, na hora de ir pro sanitário tinha medo de se desgrudar por causa das abordagens agressivas. Tudo mudou. A torcedora já pode frequentar estádio sem medo de ser agarrada a pulso ou apalpada sem querer.
Quem deu grande contribuição no sentido da igualdade na arquibancada foi a torcida organizada SuperGal, devotada ao Galícia nos anos 1980. Quando as galicianas da SuperGal chegavam, atraíamos aplausos enternecidos de machos sisudos que ficavam, temporariamente, meio comvergonha de coçar as ‘partes’ e escarrar no chão.
A Dragões da Fiel, do Vitória, tambémteve sua ala feminina. No Bahia, a torcedora conhecida por Feiticeira marcou presença nessa ruptura da era das cavernas para a civilização. Agora, é chegado o momento de avançar mais um passo na luta da torcedora pela emancipação.
Sabemos que os protestos tradicionais de torcedores são chatos como quê. Faixinha comdizeres, e dois marmanjos segurando, um de um lado, outro do outro. E aquele sloganzinho mal-educado de sempre: ‘Ei, fulano, vai tomar não sei aonde...’ Por que as torcedoras não entramna luta pela melhoria dos times usando os métodos vitoriosos do Grupo Femen, da Ucrânia? Elas tiram a roupa e o protesto funciona.
O campo está esburacado, desnivelado, a grama tá imprestável ou comvariações? O árbitro está roubando, ou é incompetente, e influencia no placar injusto? A diretoria trouxe mais um veterano imprestável, tá rolando uma brodagem comempresário corrupto? Aquele titular tá ‘mals’ e, numa braga, entregou um jogo fácil? É hora de entrar em ação o Grupo Femen das torcedoras baianas.
Comprotestos bem-humorados, lúdicos e até estéticos, a depender da torcedora, todos os segmentos podem ser estimulados a melhorar e corresponder ao intenso amor que vemdas arquibancadas. Nossos clubes precisam sair da Idade Média e fazer a Revolução de 1789. Se queremos democracia, é a participação feminina que vai exigir a formação de grandes times.
Basta cobrar com todo respeito... e beleza! Não temdirigente que resista. TCHAU Companheiros e companheiras leitores, essa coluna tá de férias. É hora de cobrir os clássicos da Liga LençoenseAmadora de Futebol (Lalf). Até 2012!
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