07.02.2012 | Atualizado em 07.02.2012 - 04:29
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Enquanto o samba comia no centro e a cerveja descia (nem tão) gelada, Flávio preocupou-se com a possibilidade de não ver em campo, já no próximo domingo, o Bahia 2012/2012.
Tudo que ele não quer é ter, no primeiro Ba-Vi do ano, um tricolor projetado ainda em 2011 na prancheta do garoto- propaganda que partiu pra Guanabara, disponível com taxa de três volantes ao jogo e uma defesa que precisa de recall urgentemente.
Na frente, o Bahia modelo 2012 é lento e só toca bolas de lado, à espera do despertar de um Morais que ainda não encerrou as férias. Pra balancear, Souza arrancou bem e dá sinais de que pretende voltar a ser um atacante que faz mais gols do que perde. Se Zé Roberto entrar pensando mais no jogo que no pós, desequilibra.
Na zaga, porém, a vida anda dura. Parece que a demora na renovação de Titi deixou o capitão meio desnorteado, fora do timing - certamente vai melhorar. Já a situação do seu atual parceiro é mais difícil. Não vislumbro chances de crescimento (técnico) para o tal Donato, a não ser que mude de esporte – MMA é uma boa, e ele que se entenda com Cigano...
A cerveja já estava definitivamente quente quando Cabeça apareceu e começou a falar do Vitória 2012, que também não chegará ao clássico totalmente amaciado, ainda que as goleadas possam enganar os mais desatentos.
Cabeça não se conformava em jogar o Ba-Vi sem Róbston, homem que pode dar estabilidade na frente de uma zaga de meninos e sabe trabalhar a bola sem chutão, como Cerezo tem pedido. Ponderei que a demora para assinar com o volante é algo que só cabe nas insondáveis mentes dos cartolas rubro-negros – Cabeça pirou e foi embora.
No meio, não dá para que o Vitória espere Lúcio Flávio baixar o freio de mão, coisa que só deve acontecer depois da Semana Santa. Como Geovanni ainda está longe do ritmo final de 2011, a responsabilidade de criar fica com os garotos: Mineiro e Arthur Maia começaram bem, o que não significa que podem vestir as máscaras que tanto curtem.
No ataque, Dinei já mostrou que, em forma, tem que ser titular, obviamente ao lado de Marquinhos, mas a fragilidade deste não deve se transformar em potência total até domingo.
O que o Vitória não pode é ficar contando com Rildo para ter seu ataque em alta rotação. Até porque, cá entre nós, você sabe que um time está à beira do abismo quando ele depende de Rildo pra jogar bem.
Incrível
A reforma do estádio de Pituaçu, realizada em 2008 pelo governo estadual, foi orçada em R$ 22 milhões, mas consumiu R$ 55 milhões, tudo isso sem licitação. Reinaugurada em 2009, a praça esportiva já recebeu cerca de 150 eventos e nós vamos para mais um Ba-Vi sem que a passarela esteja pronta. Incrível.
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