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Colunistas

 

XICO SÁ


Xico Sá: brinde de saideira

28.12.2011 | Atualizado em 28.12.2011 - 04:16

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Mais emotivo que rapariga do interior em fim de ano ou Semana Santa, me despeço. Aviso logo, amigo, sou dos homens que choram. Se tiver comido alguns caroços de água, ave, é cachoeira de Paulo Afonso, cascata com alta voltagem, valha-me Deus.

Com os olhos vermelhos como o mulato Porciúncula, aquela criatura do Jorge Amado, deixo não um adeus, mas um até breve, um aceno, um abraço apertado nos leitores e nas suas rodas de proximidades. Porque um leitor sempre leva uma história adiante, comenta o que leu na esquina, no trabalho, no boteco, nunca deixa o que a gente escreveu apenas embrulhando o peixe na feira.

Um leitor é uma dádiva. Pode ser apenas um que ainda vale a pena. Tive a sorte de ter milhares quando este Correio me abriu os braços. Não leitores passivos ou comuns. Leitores-leitores. Queria que vocês vissem as mensagens que recebi nesse tempo todo.

Vou fazer a louvação a quem merece ser louvado. Foram leitores participativos. Na hora da crítica e na hora do afago. Sorte de quem escreve em jornal de alta temperatura, com ressonância, magnetismo e todos os segredos da física que compõem um trio elétrico baiano.

É, amigo, vim aqui me despedir desta coluna e dizer que foi bom demais o nosso convívio.  Por causa de novas demandas profissionais, estou de partida, mas não ficarei distante de tudo, que não sou doido ou besta. Sempre que possa volto com colaborações avulsas e carinhosas. Aguardem.

Em nome dos fãs do Beijoca e do André Catimba, ontem lindamente retratados aqui pelo colega Marcelo Sant’Ana, me despeço. Em nome de quem é Bahia, em nome de quem é Vitória. Sem esquecer o meu  Galícia e o Bahia de Feira.

Em nome dos evangélicos abstêmios e dos católicos paus d´água; em nome das santinhas e das periguetes, me despeço. Em nome das legítimas esposas e mais ainda das belas Marias Chuteiras, musas eternas deste cronista vira-lata.

Em nome do editor e amigo Gustavo Acioli, minha ponte de chegada no tabuleiro baiano, agradeço a toda a equipe do Correio pelos bons tratos. Desculpem aí, camaradas, por eventuais atrasos na coluna. A gente se encontra mais adiante.

Que Xangô, o dono de 2012, ilumine e faça justiça no caminho da gente. Que o sincretismo seja respeitado na Bahia de Todos os Santos.

Viva os deuses que dançam! Saúde, paz e prosperidade, meus queridos leitores.  Um brinde de saideira e até breve.

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