Agenda Bahia

Eventos LGBT atraem turistas e dinamizam a economia das cidades

Para empresário, Salvador precisa investir mais em marketing e imagem para melhorar atratividade junto ao público gay

Donaldson Gomes e Alexandro Motta (mais@redebahia.com.br)
Atualizado em 04/07/2017 13:19:12

Na Europa, cidades decidiram investir no turismo LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e, transexuais, travestis e transgêneros) para sair da crise. Madri, por exemplo, criou um bairro com a temática e se candidatou para realizar a Parada LGBT mundial, que recebeu 1,5 milhão de pessoas e movimentou 120 milhões de euros na capital espanhola.

Em Berlim, 52 empresários hoteleiros se reuniram no projeto Pink Pillow – um catálogo de hotéis que sabem tratar bem os gays. Mais perto da realidade brasileira, a chegada de visitantes do segmento LGBT à vizinha Argentina, durante 2014, superou a cifra recorde de 445 mil turistas, com um aporte à economia de mais de US$ 1,2 milhão.

Faixa de pedestres nas cores do arco-íris em Mar del Plata, na Argentina (Foto: Divulgação)

“O Brasil perdeu o posto para a Argentina de país mais gay-frendly da América Latina. Isso por conta dos investimentos do governo de lá”, diz Fernando Sandes, do site Viajay.

O Festival Buenos Aires Diversa tem se consolidado no calendário do país com sete dias de programação. O Brasil tem boa reputação no público LGBT internacional e é um grande chamariz desse turista, que gosta especialmente do Rio de Janeiro, considerado duas vezes o destino gay mais sexy do mundo pelo TripOutGayTravel. Gays também são atraídos pela famosa Parada LGBT de São Paulo, segundo o palestrante.

A capital paulista integra a lista de 20 melhores cidades do mundo indicadas ao público LGBT. “A parada é o terceiro evento que mais gera dinheiro para São Paulo, só perde para a Fórmula 1 e para o Salão do Automóvel”, dimensiona Sandes.

Em Salvador, no último Carnaval, a prefeitura institucionalizou um local já querido do público na Barra com a ação Beco das Cores, na Rua Dias D’Ávila. Sandes acredita que por aqui faltam investimentos em marketing e imagem para melhorar a atração.

Veja dicas de como Salvador pode deslanchar no turismo LGBT:

*INVESTIMENTO EM IMAGEM. Em São Paulo, uma pesquisa mostrou que mais de 85% do público LGBT tende a criar vínculos com marcas gay-friendlys (simpáticos à causa). Empresas de turismo têm investido em publicidade segmentada. O governo do Reino Unido criou uma campanha sobre o respeito à diversidade sexual, a Love is Great, oferecendo, inclusive, um trio na Parada LGBT de São Paulo para atrair o público gay brasileiro.

*HUMANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS. O mercado precisa se valer de novas métricas para agradar os clientes. “A gente sempre recebe conselhos para os negócios. Nos dizem ‘sejam inovadores, sejam lucrativos, sejam atraentes, sejam ágeis...’. Um pedido que eu faço para vocês na hora de tocar negócios é que sejam humanos também”, resumiu Fernando Sandes.

*LEGISLAÇÃO. A cidade de Nova York sancionou, em 2011, a lei que permitia o casamento homoafetivo e sentiu o retorno na economia da cidade. “Depois de legalizar o casamento gay, Nova York movimentou mais de US$ 200 milhões em cerimônias, lua de mel e afins e isso só por causa de uma lei”, afirma o empresário do site Viajay, Fernando Sandes.

*SEGURANÇA DO VIAJANTE. Agências de turismo devem se preocupar como o oferecimento de pacotes. “Ainda não é tão seguro (um gay) viajar, há mais de 70 países que criminalizam o LGBT e há casos até de países considerados gay-friendly que não recebem bem”, alerta Fernando Sandes. Mesmo Dubai, um destino de luxo, tem legislações e comportamentos que exigem cuidados. A solução é a busca por informações sobre os destinos.

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