Agenda Bahia

Maratonistas se preparam para encarar desafio criativo; entenda o que é um hackathon

Os selecionados já fizeram uma visita guiada ao Centro Histórico de Salvador

Andreia Santana (andreia.santana@redebahia.com.br)
Atualizado em 14/07/2017 16:00:55

Trabalhar com mais 49 pessoas em busca de objetivos em comum é o primeiro desafio que cada um dos 50 selecionados para o Hackathon+Salvador terá de enfrentar durante as 33 horas do desafio criativo programado para o final de semana. Mas, a julgar pela empolgação da turma durante a primeira atividade prática do evento, ocorrida no sábado passado, quando os selecionados fizeram uma visita guiada ao Centro Histórico de Salvador, essa meta já está cumprida.

“O nosso  Centro Histórico carece de ações de impacto socioeconômico, histórico e cultural. O que me motiva é pensar soluções com mais 49 pessoas para dinamizar essa área”, afirma a blogueira Josevana Bitencourt, 35, uma das selecionadas para a maratona de inovação.

Se para Josevana e outros participantes, trabalhar em grupo não é problema, o que motiva pessoas como a assistente social Carolinna Amorim, 29, é a possibilidade de pensar sugestões  para uma de suas áreas preferidas na cidade. “Gosto do Pelourinho e sinto falta de visitar o local mais vezes. Acho importante pensar nos problemas da região e em alternativas para resolvê-los. Já tenho experiência com um movimento que atendia população de rua, com foco em inclusão no mercado  e quero trazer essa experiência para compartilhar”, diz Carolinna.

Junto com estudantes ou graduandos em Serviço Social, entre os participantes há também profissionais ou futuros profissionais das áreas de Design, Tecnologia da Informação, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia e Comunicação. Não faltam ainda jovens com experiências em hackathons anteriores, empreendedores, voluntários em projetos sociais e até quem já tenha sua própria startup em vias de lançamento.

Esse é o caso de Marcos Almeida Costa, 37, que concilia as carreiras de administrador e músico, tendo inclusive a vivência de tocar nos palcos do Pelourinho. Além de Marcos, outro participante com interesse em empreendedorismo é Leonardo Moraes, 22, estudante de Arquitetura e Urbanismo da Ufba.

Frequentador do Centro Histórico para fazer pesquisas dentro das disciplinas do seu curso, Leonardo acredita ainda que é importante “a população se engajar para promover mudanças de impacto social e não esperar apenas que o governo ou políticas públicas resolvam tudo”.

A turma das Ciências Sociais Aplicadas concorda e também segue firme na ideia de fazer diferença no mundo. É o caso da estudante de Economia Laise Santos, 22, que faz trabalho voluntário desde os 17 e garante acreditar em projetos que possibilitam a transformação social.

Já Hellen Nzinga, 22, estudante de Publicidade e Propaganda, enfatiza que essa região  merece mais atenção e ainda acha interessante o formato do evento, que casa tecnologia com tradição. Enquanto isso, a estudante de Jornalismo Joyce Melo se sentiu atraída pela ideia de colocar em prática tudo o que aprendeu em uma palestra que assistiu sobre hackathons e, ao ver no Twitter uma chamada para o evento, tratou logo de se inscrever.

Saiba mais: Hackathon+Salvador

O que é e para que serve?

Hackathon é a união das palavras hack + marathon (maratona). No sentido adotado aqui, hacker é quem  pega uma tarefa complexa e a divide  em componentes  mais simples de executar. A maratona hacker vai  usar a tecnologia para gerar conhecimento e pensar sugestões para os problemas  do Centro Histórico.

Quem vai participar? 

O evento tem foco em jovens empreendedores, criativos, programadores, designers, lideranças comunitárias, gestores públicos e empresas privadas interessados em unir forças para construir um acervo de ideias que ajudem a desenvolver o potencial turístico social e econômico da cidade.

Como funciona? 

O esquema é o de uma maratona de inovação e tecnologia. Os 50 participantes selecionados mediante inscrição prévia (o prazo terminou  em 3 de julho) serão divididos em dez equipes, com cinco integrantes, e terão 33 horas para organizar propostas com sugestões para cinco problemas crônicos do Centro Histórico. No final do prazo, os grupos fazem apresentações pitch (exposição relâmpago de uma ideia com foco em captar investidores). Uma comissão julgadora vota nas melhores e os vencedores recebem prêmios.

Conheça os palestrantes do Hackathon+Salvador

 

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