Brasil

Criança morta em chacina em Campinas disse a professora que mataria o pai

Sidnei, autor da chacina, foi acusado de abusar sexualmente do filho durante o processo de regulamentação de visitas em 2012

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
Atualizado em 02/01/2017 11:50:21

O menino João Victor Filier de Araújo, 8 anos, morto pelo pai durante uma chacina em uma festa de Réveillon em Campinas (SP), havia dito para uma professora que não gostava do pai e que pretendia matá-lo quando crescesse. A informação foi divulgada pelo portal UOL neste domingo (1º).

Tatiana Ferreira foi professora de João Victor em 2015, quando o menino cursava o primeiro ano do Ensino Fundamental. Ela conta que a escola onde lecionava soube de uma acusação de que Sidnei Ramos de Araújo, pai do menino, abusava do garoto. A professora afirmou ainda que apenas a mãe de João Victor poderia buscá-lo na escola. 

Isamara e o filho João Victor, os dois foram mortos durante a chacina em Campinas
(Foto: Reprodução/Facebook)

Segundo a professora, o menino confessou que não gostava do pai durante uma conversa sobre o Dia dos Pais. "Ele disse que não gostava do pai e que, quando crescesse, queria matar o pai", afirmou ao UOL. Ela estava presente no velório das 12 vítimas que aconteceu neste domingo, no Cemitério da Saudade. 

Sidnei, autor da chacina, foi acusado de abusar sexualmente do filho durante o processo de regulamentação de visitas em 2012. A Justiça considerou que as acusações "não eram cabalmente comprovadas". Apesar disso, foi estipulado pela Justiça regras de convívio restritas. A decisão dizia ainda que a criança devia ser "protegida, mas não deve ser afastada totalmente do convívio paterno".

Sidnei visitava o filho em domingos alternados, no período entre 9h e 12h, sempre na casa de Isamara. Ele tentava reverter o regime de visitas determinado pela Justiça, mas não obtinha sucesso. 

Chacina
Doze pessoas de uma mesma família morreu durante uma festa de comemoração do Ano Novo, em Campinas. O ataque de Sidnei Ramos de Araújo deixou ainda mais três pessoas feridas, que foram encaminhadas para o Hospital Mário Gatti e Hospital Celso Pierro. 

Sidnei Ramis pulou o muro da casa onde acontecia a confraternização e começou a atirar, minutos antes da virada do ano. Uma das testemunhas contou à polícia que confundiu o barulho dos tiros com fogos de artifício e só se deu conta da situação ao ver um tio no chão. Escondido no banheiro, ele pediu socorro à polícia.

Antes de cometer o crime, Sidnei escreveu diversas cartas revelando os planos de matar a família. Os textos, um direcionado ao filho e o outro, a uma namorada, haviam sido enviados para amigos antes do crime e foram obtidos e divulgados pelo jornal O Estado de S. Paulo. Em uma das cartas, ele chegou a escrever que iria " levar o máximo de pessoas daquela família comigo".

"Não tenho medo de morrer ou ficar preso, na verdade já estou preso na angustia da injustiça, além do que eu preso, vou ter 3 alimentações completas, banho de sol, salário, não precisarei acordar cedo pra ir trabalhar, vou ter representantes dos direito humanos puxando meu saco, tbm não vou perder 5 meses do meu salário em impostos", diz parte do texto.

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