Salvador

Barraqueiros terão de retirar material no domingo para Operação Verão

A prefeitura vai limpar a faixa de areia das praias, entre São Tomé de Paripe e Ipitanga, e demarcar os lugares a serem ocupados pelos 200 barraqueiros credenciados pelo município

Atualizado em 29/11/2013 08:19:11

Clarissa Pacheco
clarissa.pacheco@redebahia.com.br


Quem for a uma das praias nos 65 quilômetros de orla marítima de Salvador, na semana que vem, vai encontrar um cenário diferente: sem tendas, sem cadeiras e sem mesas.

Isso porque, a partir das 19h de domingo e até dia 6, a prefeitura vai realizar a Operação Verão, que irá limpar a faixa de areia das praias, entre São Tomé de Paripe e Ipitanga, e demarcar os lugares a serem ocupados pelos 200 barraqueiros credenciados pelo município.

“Nós estamos solicitando que todos os ambulantes que utilizam equipamentos fixos na faixa de areia, a exemplo de mesas, cadeiras, toldos, retirem até o domingo, às 19h, porque vamos iniciar a operação de ordenamento de noite”, disse a titular da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), Rosemma Maluf.

E, a partir do dia 7, somente os 200 barraqueiros credenciados — que ainda não foram notificados — poderão trabalhar nos pontos determinados ao longo da orla, obedecendo  as regras que ordenam o comércio na faixa de areia, que devem ser publicadas hoje em portaria do Diário Oficial do Município.



Segundo a prefeitura, os novos barraqueiros terão todo o mês de dezembro para se adaptar às novas regras e poderão utilizar os equipamentos velhos, entre 7h e 19h. A partir de 1º de janeiro, no entanto, todos já precisarão estar com os kits novos e padronizados.

A secretária Rosemma Maluf destaca que os kits não são adquiridos na prefeitura, mas precisam seguir um padrão: tenda com 40 cadeiras, 20 sombreiros e 20 banquetas, em branco ou azul royal. O presidente da Associação dos Barraqueiros da Orla Marítima de Salvador, Alan Rebelato, disse que já garantiu com cervejarias os kits para quase 100% dos barraqueiros credenciados.

Quem desobedecer o horário de montagem do equipamento terá o material recolhido até a prefeitura e liberado apenas mediante o pagamento de multa, que varia de acordo com o volume de material.

Silêncio
Ainda de acordo com as novas regras, nenhum equipamento de som poderá ser montado na faixa de areia pelos comerciantes. Segundo a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município (Sucom), nos calçadões já vêm sendo feitas ações desde o dia 12 de agosto, independente da Operação Verão.
 
De lá pra cá, foram emitidos 28 autos de infração e 111 apreensões de equipamentos sonoros, a maior parte deles em carros estacionados nas calçadas das praias de Amaralina, Barra, Boca do Rio, Itapuã, Piatã, Ribeira, São Tomé de Paripe e Stella Maris.
 
Concorrência

Apesar de a Justiça Federal ter determinado que apenas 200 barracas poderiam funcionar na faixa de areia da orla soteropolitana, o credenciamento aberto pela prefeitura teve 980 inscritos. De acordo com Rosemma Maluf e com o líder dos barraqueiros, muita gente se inscreveu sem necessidade, já que muitos vendedores volantes – de bijuterias, cangas, protetor solar, bronzeador – já têm autorização para trabalhar.

“Como teve um número excessivo, nós estamos avaliando quem já tinha a licença anterior e perdeu com a derrubada das barracas”, disse a secretária. Ela contou ainda que a licença não é “eterna”. Ela tem validade de seis meses, com possibilidade de ser renovada. Se o autorizado não cumprir com as determinações, a autorização é cassada e passada adiante.
 
Fogo
Se a organização acaba sendo bem-vinda para os donos de barracas, as novas regras tendem a mudar drasticamente a rotina de baianas e ambulantes que vendem  queijos assados na hora e outros alimentos que exigem o uso de fogo ou botijão de gás na areia.

A partir desta segunda-feira, eles já não poderão assar os alimentos na areia, embora possam fazê-lo em outro lugar e vender no esquema “delivery”. Segundo Rosemma, esta decisão também é judicial. “Se a praia não tem fornecimento de água nem esgoto sanitário, onde a pessoa vai lavar a mão?”, questionou.

A secretária admitiu que o ordenamento da calçada ainda não foi definido, o que não impede que o queijo seja assado lá e levado até a areia. É na calçada que as baianas de acarajé também estarão autorizadas a trabalhar, podendo levar a comida até os banhistas.

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