Carnaval

Carnaval 2014: sites têm boas ofertas de abadás para diversos dias

Folião precisa pesquisar muito para fugir dos preços altos, e o valores podem assustar os desprevenidos – o abadá do Camaleão, por exemplo, custa hoje R$ 1.490 por dia

Joana Rizério (joana.rizério@redebahia.com.br)
Atualizado em 10/01/2014 11:08:21

Está aberta a temporada de uma das bolsas de valores mais concorridas do Brasil: a de abadás para o Carnaval de Salvador. Para o folião que quer curtir, mas ainda não comprou, a dica para fugir de preços altos é pesquisar, tanto entre lojas oficiais quanto entre os “cambistas de abadá” – usuários que compram com antecedência para vender mais caro e mais perto da festa, quando a procura aumenta.

Os preços podem assustar os desprevenidos – o abadá para curtir o Chiclete com Banana no Camaleão, por exemplo, custa hoje R$ 1.490 por dia. E pensa que é difícil vender? “Ainda tem abadá, mas está acabando rápido”, garante o vendedor da Central do Carnaval Rafael Vieira. Pesquisando bem, no entanto, sobretudo na internet (veja box abaixo), é possível achar as mesmas camisas vendidas por até R$ 1.100.

Na Central do Carnaval há abadás para o Chiclete no Camaleão por R$ 1.490, mas já estão no final

Compra coletiva
A cantora Claudia Leitte recorreu a sites de vendas coletivas para aumentar as vendas. A oferta do dia mais caro (domingo) no bloco Largadinho, com desfile no Campo Grande, está saindo pela metade do preço no Groupon (R$ 300, em vez dos R$ 600 pedidos na Central do Carnaval), e o site ainda divide  em 12 vezes sem juros. Ontem,  segundo dia de anúncio e a dois dias do vencimento da oferta, 60 abadás tinham sido adquiridos.

Mas, mesmo os mais assíduos curtidores do Carnaval, às vezes não conseguem ir atrás do trio elétrico. “Infelizmente, este ano não tive grana para bancar”, diz a chicleteira assumida Consuêlo Souza, que chegou a pular mais de dez carnavais seguidos atrás da guitarra e da bandana de Bell Marques, mas achou um pouco demais desembolsar mais de dois salários mínimos para brincar ao som da banda.

Ela curte o Chiclete de outros carnavais. “Comecei saindo de mortalha [roupa que antecedeu o abadá], que foi antes de lançarem o macacão, o mamãe-sacode e o chapéu”, diz a foliã. Mesmo às vezes pagando mais caro, Consuêlo nunca comprou na mão de cambistas. “Só comprava na sede do Camaleão da Graça. Sempre fiel ao bloco”, diz.

Cambistas
Tem gente que compra com antecedência na esperança de ver os preços subirem perto do Carnaval. A servidora pública Talita Gonçalves, 34 anos, por exemplo, mora em Brasília e comprou pela internet cinco abadás no dia 10 de setembro do ano passado, data em que Bell Marques anunciou a sua saída do Chiclete com Banana. Cada um custou cerca de R$ 800.

“Comprei de manhã mesmo, antes de eles estabelecerem o limite de dois abadás por pessoa. Além dos três dias de Camaleão para mim e meu marido, comprei outros cinco abadás para terça-feira”, diz Talita, que, do alto de uma experiência de três carnavais em Salvador, calculou que este seria o dia mais emocionante e concorrido por ser a despedida do cantor.

Ela colocou um anúncio gratuito no site www.queroabada.com.br que, além de vender passaportes para a festa, abre espaço gratuito para que usuários postem anúncios de compra, venda e troca – pedindo R$ 2 mil para cada abadá da terça-feira. São R$ 510 a mais do preço oficial de hoje e R$ 1,2 mil sobre o preço que ela pagou por cada ingresso.

Se conseguir vender, ela terá lucrado 250% em cada venda. Ou seja: ela investiu R$ 4 mil e pode ganhar R$ 10 mil se vender os cinco abadás.

Desistência
Outros carnavalescos compraram pensando em sair, mas tiveram que desistir da empreitada. “Vou ter que trabalhar, por isso coloquei à venda”, diz Joelma Pita, 23 anos, que diz não pensar em lucrar, e por isso pede “apenas” R$ 1,1 mil pelo abadá do Camaleão, sabendo que está bem abaixo do valor de mercado. Um caso parecido aconteceu com a paulistana Marcela Oliveira, 29, que está vendendo os três dias do Camaleão pelo mesmo preço que Joelma. As duas anunciaram no www.queroabada.com.br.

Na loja da Central do Carnaval do Iguatemi, Jocival Xavier, 37, tentava não repetir o erro do ano passado. “Achei de pagar em cima da hora e me arrependi”, diz o folião curtidor do bloco Olodum há seis anos. No Carnaval de 2013, ele teve que comprar à vista dois abadás por R$ 500. “Estou pagando mais caro, mas pelo menos posso colocar no cartão”. Jocival pagou R$ 340 por cada camisa em seis vezes.

 

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