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Cauã Reymond e Cleo Pires protagonizam cenas de sexo tórrido na série O Caçador, que estreia dia 11 na Globo

Na série, Cauã faz o ex-policial André, que se torna um caçador de recompensas

Natália Boere | Agência O Globo
Atualizado em 31/03/2014 08:47:27

Atores que invariavelmente surgem nas listas das personalidades brasileiras mais sexies, Cleo Pires e Cauã Reymond não negam o próprio poder de sedução. Muito menos têm problemas em usar o sex appeal quando um personagem exige. Será o caso agora com a série O Caçador, que estreia dia 11, depois do Globo Repórter. Na atração, os dois protagonizam um caso com direito a sequências de sexo tórrido. Mas nada que tire o sono da dupla.

“Gravei uma cena com o Cauã que foi uma coisa mais explícita, numa piscina. E com o Alejandro (Claveaux, que forma um triângulo com os dois na série) foi mais de movimentação, de suor. Fiquei à vontade com os dois. A gente tinha uma troca bacana, aberta, legal”, conta Cleo.

A atriz afirma lidar bem com as sequências mais quentes, mas admite que as cenas do seriado mexeram com o namorado, o também ator Rômulo Arantes Neto. “Ele tem ciúmes e eu também teria. Quando você ama, cuida. Rômulo prefere não ver cenas específicas, mas não deixa de me prestigiar. E confia em mim e confia nele”, explica.

Cauã também diz não ter nenhum tipo de constrangimento com sequências de sexo. “Nunca tive”, garante ele. Cleo imediatamente rebate: “Você tem um pouco”. “Você acha?”, pergunta. “Acho”,  - diz ela. E Cauã logo se justifica citando uma situação específica: “Teve uma hora em que eu precisei tirar a sunga, né? Pela primeira vez com a bunda de fora. Já tinha ficado em Falsa Loura (filme de Carlos Reichenbach, de 2007), mas era uma cena em que o personagem estava andando. E com a Cleo eu tive que ficar numa posição delicada. O meu constrangimento era pela posição, não por estar pelado.

Na série, uma criação de Marçal Aquino, Fernando Bonassi e José Alvarenga Junior, Cauã faz o ex-policial André, que se torna um caçador de recompensas. O protagonista se envolve com a cunhada Kátia (Cleo), casada com seu irmão, o delegado Alexandre (Claveaux). Mais um personagem que deve mexer com a libido alheia, assim como o sedutor Leandro, de Amores Roubados, microssérie exibida em janeiro.

Cauã Reymond e Cleo Pires protagonizam um caso com direito a sequências de sexo tórrido. Mas nada que tire o sono da dupla, eles garantem

Fantasia    
“A gente faz personagens que mexem com a fantasia das pessoas, é natural que isso transborde. Quando estou fazendo um personagem, a sensualidade é intencional. Mas, na vida, não. Só se estou interessado em alguém. Mas eu fiquei anos casado (com a atriz Grazi Massafera, de quem se separou no fim do ano passado) e não estava interessado em ninguém”, explica Cauã.

Sem ressalvas, Cleo fala que às vezes também usa o seu poder de sedução fora do vídeo. “A sensualidade pode ser intencional quando você quer despertar isso em alguém. Acho que a gente já é bem grandinho para saber”, provoca a atriz.

Para Cleo, Kátia se relacionaria com os dois irmãos de qualquer forma, independentemente de quem fosse seu marido. “A traição passa pelo fato de ela não saber o que fazer com suas emoções e achar um lugar para escapar, ao invés de resolver suas questões. Alexandre é uma espécie de porto seguro, uma coisa firme. Com o André é mais ‘vamos pirar’”, compara.

Codiretor da série, em parceria com José Alvarenga Júnior, Heitor Dhalia explica que a indecisão sentimental de Kátia é genuína. E provoca ainda mais sofrimento na personagem, que é bipolar e desequilibrada. “Quem está dividido sempre sofre. É meio tragédia grega, são duas paixões reais. Ela está muito balançada pelos dois”, adianta ele, que dirigiu uma das sequências picantes entre Kátia e Alexandre: “Eles estão transando e ouvem uma ligação de André na secretária eletrônica. Isso deixa a relação ainda mais apimentada. É como na vida, acho que ciúme e tesão andam juntos”.

Para Cauã, mais do que um fetiche, Kátia representa um refúgio para André, personagem que ficou preso por três anos após sofrer uma injustiça: “Kátia é a única pessoa que o procura quando ele sai da cadeia. Eles têm uma relação doentia. Ela representa dúvida e confusão, mas é o único laço afetivo que sobrou”.

Tatuagens    
O Caçador exigiu preparação do elenco. Cauã, que usa em cena 14 tatuagens falsas - vindo de uma gravação, ele chegou à entrevista com os desenhos no corpo -, fez aula de tiro na coordenadoria de recursos especiais (CORE) da Polícia Civil. 

E Cleo resolveu emagrecer por conta própria: “Queria ficar fisicamente mais frágil, porque eu sou forte. Achei que a personagem tinha que ser até mais magra do que estou. Não faço dieta, sou muito hedonista. Tinha que ter começado a gravar agora, que fiquei disciplinada”.

Cleo também teve aulas de tiro e aprendeu como explorar áreas de risco na Academia da Polícia Civil do estado do Rio. Mas a preparação já foi para outro trabalho, o filme Boletim de Ocorrência. No longa de Tomas Portella, que começa a ser rodado no dia 8, a atriz interpreta uma policial recém-formada. 

“A personagem se torna policial por uma motivação pouco honrosa, para se vingar do ex-namorado. Mas, no desenrolar das coisas, e também por orgulho, resolve se provar para todo mundo e acaba se tornando uma ótima policial.

Após o fim das gravações de O Caçador, previstas para terminar em maio, Cauã roda o filme Língua Seca, de Homero Olivetto. Ele ainda está em cartaz como o traficante Playboy em Alemão, longa de José Eduardo Belmonte do qual também é produtor. 

“Esse filme me realizou como ator e como produtor associado. Eu fui coprodutor no Se Nada Mais Der Certo (de 2008, também de Belmonte), mas, na época, isso não era um objetivo. No Alemão, já era. Tanto que também sou coprodutor do Tim Maia (de Mauro Lima, com estreia prevista para julho)”.

‘Quero ser cantora’    
Aos 33 anos, o ator conta que o interesse pelo “outro lado das câmeras”  é fruto da maturidade na profissão. “No começo da carreira, quando assistia às cenas, olhava para mim. Com o tempo, fui ganhando um olhar para o diretor de arte, o de fotografia. Hoje em dia, eu consigo parar de me olhar e ver o trabalho do meu colega. Talvez seja um dos motivos que fizeram com que eu quisesse ter uma voz ativa não só no lugar do ator em cena, como no lugar da criação”.

Cleo, de 31, também tem um lado criativo que pode ser acionado “em algum momento”. “Compus uma música com meu pai, Orlando (Morais, casado com a sua mãe, Gloria Pires), chamada Areia Firme. Quero ser cantora. Às vezes gosto da minha voz, mas nem sempre. Sou afinada. Não sei se eu não tenho talento nenhum, ou se o meu medo de mexer nisso de alguma forma me fez não desenvolver esse talento. Mas amo música e não queria morrer sem fazer isso. 

Cauã conta que até pensou em tocar violão. Mas... “Percebi que quando o violão chegava na minha mão as pessoas iam tomar um café, ao banheiro. E que o talento estava na mão dos outros. Eu tinha outras coisas para fazer da vida”.

Drama criminal
Na trama de O Caçador, André (Cauã Reymond) é um ex-policial preso injustamente. Renegado pela família, ele vira um caçador de recompensas para provar a sua inocência. “Queríamos mostrar como ele refaria a sua vida dentro do país hostil em que vivemos na atualidade. As pessoas estão muito agressivas”, explica José Alvarenga Júnior.

De acordo com o diretor, André “é um cara com altos conflitos”. Já a série é classificada por ele como um “drama criminal”. “A base é o drama humano, são as reconciliações impossíveis, as maiores traições. O drama da falta de justiça é de todos nós. Mas, por mais frio que André tenha ficado após sair da prisão, tem momentos em que ele se compadece da história da sua presa e não entrega a ‘mercadoria’”, adianta.

Veja abaixo os personagens principais da trama:





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