Bahia

Energia eólica: Bahia ganhará novas linhas de transmissão em 2014

A baixa capacidade de transmissão é apontada como maior gargalo para a geração de energia eólica no estado

Atualizado em 14/11/2013 09:52:14

Da Redação

O setor de energia eólica da Bahia vai ampliar sua capacidade de transmissão em nove mil megawatt (MW) até 2018, permitindo o escoamento de toda energia produzida no estado pelos dez anos seguintes. A informação foi antecipada pelo diretor da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), José Carlos de Miranda, durante o primeiro dia do Fórum Nacional Eólico realizado em Salvador até hoje.

A baixa capacidade de transmissão é apontada como maior gargalo para a geração de energia eólica no estado, como exemplificou Filadelfo Souza, diretor das empresas FAZ Desenvolvimento e Gestão de Negócios e Companhia de Energia Renováveis (FAZ/CER). “Nosso grupo tem capacidade de geração de 1,6 mil MW, mas só vendemos 68 MW por falta de linhas de transmissão”.  
A EPE é o órgão do governo federal responsável pelas linhas de transmissão.

Segundo Miranda, o relatório com o projeto de ampliação da rede na Bahia será apresentado para a aprovação do Ministério de Minas e Energia (MME) em dezembro. Se tudo correr bem, a contratação das obras deve ocorrer no primeiro semestre de 2014. Segundo ele, o prazo de conclusão é entre 36 e 40 meses.

Ainda segundo Miranda, a ampliação da transmissão se dará na região Oeste porque é lá que se concentrará os investimentos na geração de energia eólica. “Vamos evitar situações em que os parques eólicos ficavam prontos sem que a rede de transmissão tivesse concluída. Estamos nos antecipando para fazer no mesmo tempo os leilões de produção de energia e os de linhas de transmissão”, disse.

Filadelfo Souza considerou positivo o anúncio do diretor da EPE, mas ressalvou que a ampliação das linhas de transmissão tem de estar pronta até 2017. Do contrário, o gargalo continuará existindo. “O Ministério das Minas e Energia tem de aceitar e executar o projeto da EPE, levando em conta os problemas dos licenciamentos ambiental e fundiário”, argumentou. Ele também apontou a necessidade de modernização das linhas já existentes. “Para evitar que uma queimada no Piauí gere um apagão em todo o Nordeste”, disse.

Atlas
Os investimentos do setor eólico vão se dirigir para o Oeste baiano porque a região apresenta grande potencial de geração e conta com infraestrutura para receber as empresas. Tal potencial foi medido em estudo do governo baiano lançado ontem.

Segundo Odilon Camargo, coordenador da pesquisa, o Atlas Eólico da Bahia mediu que os corredores de vento da Bahia têm capacidade de gerar um total de 1,5 vezes superior de toda  a energia consumida no Brasil em 2012 (195 gigawatts).

De acordo com o Atlas, os maiores potenciais para a geração de energia eólica (energia produzida pelos ventos) na Bahia estão no Oeste, na Chapada e no Vale do São Francisco. Flávio Oliveira

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