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Família de morto na Antártida não acredita em 'falha na segurança'

Para irmão de sargento, incêndio foi 'fatalidade'; 'ele era tudo', diz mulher

A família do sargento da Marinha Roberto Lopes dos Santos, que morreu na Estação Antártica Comandante Ferraz, na Antártida, quando tentava apagar um incêndio na base brasileira no sábado (25), acredita que a morte foi uma fatalidade e não acredita em falha.

A Marinha abriu um inquérito policial militar (IPM) para apurar as causas do incêndio, que destruiu quase totalmente a estação. Além de Santos, morreu também no incêndio o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo. Ficou ferido o sargento Luciano Gomes Medeiro, que sofreu queimaduras e, segundo a filha Thaís, está bastante abalado.

"Não houve falha na segurança. Para mim, o que ocorreu foi uma fatalidade. A segurança na base é primordial, eles zelam muito pela segurança de todos na base", disse Irineu Lopes, irmão de Santos.

"Antes deles irem para a Antártida, passam por treinamentos rigorosos. Os militares que estão ali são os melhores, passam por uma dura seleção, e são preparados psicologicamente e tecnicamente para isso", acrescenta ele.

A mulher do sargento, Suely Colares, afirma que "Roberto era um pai e companheiro exemplar". "Ele era tudo, tanto na minha vida quanto na vida dos meus filhos. Só tenho a agradecer a Deus por ele ter sido este homem maravilhoso", disse, chorando, Suely.

Uma aeronave da Força Aérea irá trazer ao Brasil neste domingo (26) os pesquisadores e a equipe civil que estava na base Comandante Ferraz e foi levada, após o incêndio, para Punta Arenas, no Chile.

Suboficial é herói para a família
O suboficial baiano Carlos Alberto Vieira Figueiredo, que morreu no incêndio, tem um filho, Vinícius, aspirante da Polícia Militar da Bahia. O jovem disse que soube da morte por volta das 12h deste sábado (25). Considerado um herói pela família, segundo o relato do filho, Carlos Alberto deixa mais um filho e esposa, que foi mantida sedada desde o recebimento da notícia.

O aspirante Figueiredo informou ainda que o pai estava há 29 anos na Marinha e que a previsão era de que ele se aposentasse no próximo ano. O suboficial foi enviado para a Antártida em março de 2011 e deveria voltar ao Brasil no próximo mês. De acordo com o relato do filho, Carlos Alberto se comunicava diariamente com a família, tanto por telefone quanto pela internet, e na última conversa teria reforçado o retorno dizendo que as malas já estavam arrumadas.

Leia íntegra de nota
"O ministro da Defesa, Celso Amorim, recebeu há pouco do comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Júlio Soares de Moura Neto, a informação de que foram encontrados dois corpos na área atingida por um incêndio na Estação Comandante Ferraz. Há indícios de que sejam de dois militares desaparecidos, o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o sargento Roberto Lopes dos Santos. A Força Naval enviará uma equipe de peritos para identificá-los e confirmar os óbitos. O sargento Luciano Gomes Medeiros encontra-se internado em virtude de ferimentos." As informações são do G1.

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