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Jairo Costa Júnior: Pá virada

O silêncio tomou conta dos coordenadores das campanhas do PT e do DEM em Salvador, depois que as urnas mostraram um resultado diferente do que apontavam as últimas pesquisas do Ibope, incluindo a boca de urna divulgada ontem - a superioridade numérica de Nelson Pelegrino (PT) sobre ACM Neto (DEM),  apesar de próxima da margem de erro.  Contudo, para os dois lados da guerra,  a diferença servirá como antídoto contra levantamentos de intenções de voto durante o segundo turno. Ou seja, se um lado estiver melhor, o outro corre para desacreditar os números.

Ação entre amigos

Chamou atenção um encontro realizado no início da tarde  do sábado no  Margarida Costa Pinto,  edifício de luxo situado no Corredor da Vitória.  Na reunião, feita no estacionamento, estavam o candidato petista em Salvador, Nelson Pelegrino, o secretário estadual da Indústria, Comércio e Mineração, James Corrêia, e o bilionário da mineração João Cavalcanti, que costuma estender a mão para políticos da base aliada ao PT na Bahia. Pela cara do trio, contudo, a conversa parece não ter sido das melhores.

Urnas e futebol
Depois de votar quase no limite do encerramento do prazo,  o prefeito João Henrique mal deixou sua seção no Itaigara e, com dois dedos  erguidos em sinal de vitória, anunciou aos poucos eleitores presentes ao Colégio Sartre COC: “2014  vem aí”. Ao ouvir o padrasto fazer o anúncio, um dos filhos de sua mulher, a secretária de Saúde Tatiana Paraíso, disparou: “2014 é a Copa, pai”.

Um campo para João
Mas, com o resultado das urnas,   que apontou uma renovação alta na Câmara, o prefeito João Henrique terá uma outra copa para vencer antes de pensar em  2014.  Após a  confirmação da derrota de novos desafetos na Câmara, ansiosos em rejeitar suas contas e torná-lo inelegível por oito anos, o prefeito decidiu ir a campo para costurar apoio dos que ficaram sem mandato. Entre os quais,  os vereadores Sandoval Guimarães,  Pedro Godinho  e Batista Neves, a tropa de choque do PMDB que articulava nos últimos dias para derrotá-lo na Casa.

Axé ruim de urna
A turma do axé e do pagode baiano até que tentou, mas o naufrágio atingiu todos os candidatos a vereador com os pés e os quadris na música baiana, incluindo a vereadora Léo Kret (PR), que não conseguiu se manter na Câmara. Após o resultado, assim ficou a lista: Fabety Boca de Motor (PSC), dançarina do Raghatoni, teve 1.471 votos. Compadre Washington  (PSL), do É o Tchan, foi pior ainda e só abocanhou 410 eleitores. Mas teve gente que não abocanhou sequer um votinho, como Cissa Mulher Maravilha (DEM), do Leva Nóiz. A má performance também foi companhia dos empresários axezeiros: Nagib Dahia (PR), dono da Madre, cravou 805 votos; e Diogo Cunha (PSDB), da Dolce, 598.

Pílula

*O governador Jaques Wagner não deu a mínima para as provocações do adversário sobre o helicóptero e foi votar voando ontem, em Arembepe.

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