Brasil

Polícia investiga venda do vídeo íntimo de adolescente que se matou

Júlia Rebeca, 17, foi encontrada morta após ter as imagens compartilhadas

Atualizado em 20/11/2013 18:01:46

Da Redação

A Polícia Civil do Piauí irá acionar a Polícia Federal para investigar a venda do vídeo íntimo em que a adolescente Júlia Rebeca, 17 anos, aparece com mais dois jovens. Júlia foi encontrada morta no último dia 10 após ter as imagens compartilhadas na internet.

O delegado geral James Guerra disse ao G1 que a página utilizada para venda das imagens é hospedada fora do Brasil e, por esta razão, solicitará participação da Polícia Federal, que deve avaliar o conteúdo do anúncio publicado no dia 18. O site, intitulado como ‘SP News’, foi removido na tarde de hoje e não está mais disponível. A hipótese da polícia é de que a adolescente tenha se matado após a divulgação do vídeo.

“Tomamos conhecimento desse anúncio hoje e vamos avaliar, mas a Polícia Federal será acionada para que também verifique o conteúdo que foi publicado em um site que está hospedado fora do Brasil”, afirmou o delegado ao G1.

O vídeo em que Júlia aparece estava sendo vendido por R$ 4,90. O site garantia o envio do link para o e-mail do comprador e dizia que o nome do ‘produto’ não apareceria na fatura do cartão de crédito. Outro vídeo vendido na página era da jovem de Goiânia que também teve imagens íntimas compartilhadas na internet.


Júlia deixou mensagens no Twitter anunciando a própria morte, se despedindo e pedindo desculpas. Ela foi encontrada morta dentro do quarto, enrolada no fio de uma chapa de alisar cabelos, que teria usado para se enforcar. Nas redes sociais, ela escreveu primeiro "É daqui a pouco que tudo acaba".

Ainda no mesmo texto, Julia postou "Eu te amo, desculpa eu n ser a filha perfeita mas eu tentei... desculpa desculpa eu te amo muito", e em seguida "E tô com medo mas acho que é tchau pra sempre".  Esta foi o último tuíte escrito pela adolescente antes do primo dela, Daniel Aranha, anunciar a morta dela através da conta e excluir o perfil dela do Instagram.

 

 

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Mãe critica exposição
A mãe de Júlia disse ao Fantástico no último domingo que a exposição das imagens da filha significam uma “violação”. Ivânia Salia relatou que não sabia que a filha andava deprimida, como afirmaram colegas de sala da jovem.

“Ela não demonstrou nada. Todo adolescente tem o direito de ser adolescente. Eles são inconsequentes mesmo. Essa exposição toda, do vídeo, da imagem da minha filha, é uma violação”.

Novo caso
Uma adolescente de 16 anos foi encontrada enforcada em Veranópolis. A suspeita da polícia é que Giana Laura Fabi também tenha se suicidado depois de descobrir que uma foto dela seminua foi publicada na internet. A família relatou à polícia a possível ligação do suicídio com a foto.

A jovem foi achada em casa já morta na última quinta-feira, enforcada com um cordão de seda. Segundo o delegado Marcelo Ferrugem, um amigo da adolescente repassou a foto em uma mensagem privada numa rede social. Na imagem, Giana mostra os seios. Uma amiga da adolescente, que recebeu a foto, alertou Giana.

A colega contou à polícia que a jovem ficou transtornada. Naquela tarde, ainda segundo o delegado, a mesma amiga viu uma mensagem de Giana num microblog em que dizia que daria um fim à própria vida para não ser um estorvo para ninguém. Ela tentou diversas vezes falar com Giana por telefone, mas ninguém atendeu.

Nesta quinta-feira (20), o delegado ouviu o rapaz de 17 anos apontado como quem postou as fotos. Ele confirmou que a captação da imagem ocorreu há seis meses, durante uma conversa dele com Giana pelo Skype. Ele pediu a ela que mostrasse os seios e, nesse momento, gravou a imagem em formato de foto.

Foi essa foto que repassou a outros quatro amigos, segundo disse em depoimento. Os quatro citados serão ouvidos pela polícia. Maiores de idade que repassaram as imagens podem responder pelo crime previsto no artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - divulgar cenas impróprias envolvendo menores de idade. A pena varia de três a seis anos de prisão.

O adolescente que repassou as fotos, segundo Ferrugem, dificilmente deve ser internado, mas responderá com alguma medida socioeducativa, como prestação de serviço à comunidade. Com informações da Folhapress.

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