Salvador

Salvador terá novas bikes antifurto e resistentes ao salitre para compartilhamento

As novidades foram anunciadas pelo Itaú, em evento nesta quinta-feira (8), em São Paulo

Thais Borges* (thais.borges@redebahia.com.br)
Atualizado em 08/06/2017 21:23:07

Bicicletas mais compactas, com mecanismo antifurto e com resistência ao salitre. Essa vai ser a nova cara do Bike Salvador, anunciada nesta quinta-feira (8) pelo Itaú, em evento no Espaço Itaú de Cinema, em São Paulo (SP). 

As 400 laranjinhas soteropolitanas, hoje, estão espalhadas em 40 estações pela cidade. No segundo semestre, as estações - e a quantidade de bicicletas por espaço - devem mudar. Em Salvador, o serviço funciona desde 2013, pelo valor anual de R$ 10.

Para começar, as formas de pagamento serão ampliadas. Hoje, só é possível fazer o cadastro por cartão de crédito e pelo SalvadorCard. Com a mudança, haverá um cartão do próprio Bike Salvador que poderá ser feito em quiosques físicos. "A nova tecnologia que a gente traz hoje é muito mais democrática no acesso", diz a superintendente de relações governamentais e institucionais do Itaú, Luciana Nicola.

Novo modelo de alumínio que será operado na capital a partir de setembro (Foto: Divulgação)

As novidades serão implantadas em todas as cinco praças do Vai De Bike no Brasil: além de Salvador, o projeto está disponível em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife. No entanto, ainda não há data definida para a chegada das novas laranjinhas na capital baiana. Por aqui, o contrato atual vai até setembro. Assim, as mudanças dependem dos prazos da prefeitura. 

"A gente fez um grupo de trabalho com o secretário Isaac (Edington, presidente da Saltur e coordenador do Salvador Vai de Bike) para discutir esse e outros pontos", conta Luciana. É justamente esse grupo de trabalho que vai definir outras questões como o número de estações e a quantidade de bicicletas em cada uma delas, bem como as regras para cada área da cidade. 

Vinte bikes por estação
Embora hoje o número seja fixo, a tecnologia utilizada nas novas estações permite que elas tenham mais bikes - elas são modulares, de modo que podem abrigar quantas bicicletas o espaço comportar. No entanto, a média deve ser de 20 vagas por estação.

Além disso, quem passará a operar o sistema é a tembici - antes, era a Sertrel. De acordo com o CEO da tembici, Tomás Martins, as estações já são adaptadas para que, no futuro, funcionem com bicicletas elétricas. Elas já contam com painéis solares que devem garantir a autossuficiência energética. "Com certeza, nos próximos anos, já vamos poder colocar essa novidade (as bicicletas elétricas) nas cidades brasileiras", garante. Em Salvador, a tembici já opera na Ribeira e no estacionamento de bikes no Farol da Barra.

Enquanto isso, as novas laranjinhas, ainda não elétricas, serão mais compactas e robustas. Feitas de alumínio, elas terão aro 24, contra 26 da versão anterior. Segundo a superintendente do Itaú, a bicicleta foi desenhada para o sistema de compartilhamento, o que deve evitar casos de roubo.

"O sistema é muito mais robusto. A gente tinha muitos roubos e depredações no sistema porque a bicicleta não era tão parruda. (Agora) você tem uma bicicleta que foi desenhada para o sistema de bike sharing, ou seja, não tem um mercado paralelo ou que possibilite que cresça o número de vandalismo e roubo das peças", acredita.

Nos primeiros quatro anos do Movimento, o sistema do Salvador Vai de Bike registrou 244 casos de vandalismo, entre roubos e danos graves às bicicletas. Atualmente, uma estação está bloqueada por conta de vandalismo (Estação Tainheiro).

"Infelizmente o vandalismo é um problema encontrado não só perante as Estações de Bicicletas, mas em diversos momentos e locais da cidade. Durante as vistorias nas estações de compartilhamento são encontradas, sim, bicicletas sem peças ou danificadas. E é importante ressaltar que para a Prefeitura conta com a população para proteção de um bem que é de toda a cidade e de todos os soteropolitanos", disse Isaac Edington.

Tecno
A tecnologia das bikes é fornecida pela empresa canadense PBSC Urban Solutions, que tem sistemas de compartilhamento de bicicletas em cidades como Chicago (EUA), Montreal (Canadá) e Londres (Inglaterra). De acordo com o representante da PBSC, Gian-Carlo Crivello, o sistema de trava das bicicletas é patenteado.

"É um triângulo que você encaixa e fica trancado. O primeiro comentário que escutamos quando visitamos alguma cidade é :'ah, mas vocês não sabem como é o vandalismo aqui'. Uma vez encaixada a trava, acende uma luz verde e não tem como tirar. Já fizeram experiências usando um caminhão para tentar puxar a bicicleta e não saía". 

Segundo Crivello, o alumínio da bike faz com que ela esteja protegida da corrosão provocada pelo sal do mar. Em Salvador, muitas estações ficam na orla. "Com o alumínio, não temos esse problema, diferentemente do aço".

O que não deve mudar é o valor do serviço. Na verdade, o preço que usuários de cada cidade pagam é definido pelo município. Em Salvador, segundo a superintendente do Itaú, o valor - bem como os horários de uso - deve continuar o mesmo.

O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), coordenador do Movimento Salvador Vai de Bike, Isaac Edington, conta que essa nova fase do projeto vai garantir mais conforto, eficiência e comodidade aos usuários. "O objetivo é trazer ainda mais melhorias nas bicicletas e também na tecnologia de utilização do sistema, como mudanças e ainda mais dinamismo no aplicativo utilizado pelos usuários, assim como nas próprias estações de retirada do equipamento”, disse.

O Movimento
Implantado em 2013, o Bike Salvador faz parte do Movimento Salvador Vai de Bike, voltado para o estímulo ao uso de bicicletas na capital baiana. Ao longo dos três anos do Movimento o Sistema Cicloviário da cidade foi ampliado de 11,4 km em 2012 e para 201 km em 2016.

Foram ainda implantadas Ciclofaixas de Lazer e Turismo, que fecham avenidas da cidade aos domingos e feriados para o uso da comunidade, com o apoio ainda de 80 bicicletas compartilhadas (azuizinhas) de uso exclusivo das ciclofaixas, disponibilizados mais de 600 paraciclos, entre outras ações.

*A repórter viajou a convite do Itaú

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