Salvador

Idoso é morto e ex-policial é baleado na Santa Cruz

Tiros foram disparados por três homens não identificados; há suspeita de que o idoso foi morto por ser considerado "informante da polícia"

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
Atualizado em 16/07/2017 19:46:39

O idoso Antonio Carlos Batista, 64 anos, foi morto, e o ex-policial militar Eduardo Capistrano dos Santos, 44 anos, foi baleado, na tarde de sábado, em via pública, na rua Caio Pedreira, no bairro da Santa Cruz. O idoso foi atingido em várias partes do corpo e morreu no local, enquanto que o ex-policial foi atingido no braço e socorrido pela Polícia Militar (PM) para o Hospital Geral do Estado (HGE).

Em nota, a PM informou que policiais militares da 40ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM/Nordeste de Amaralina) foram acionados pelo Centro Integrado de Comunicação (Cicom) da Secretaria de Segurança Pública (SSP) para averiguar uma denúncia de que duas pessoas estavam feridas no local, por volta das 16h. "Três indivíduos efetuaram disparos de arma de fogo em dois homens, um deles tinha 64 anos que não não resistiu aos ferimentos e o outro ficou ferido".

Idoso e ex-policial foram baleados em via pública, na Rua Caio Pedreira, na Santa Cruz
(Foto: Reprodução Google Maps)

O caso será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ainda não há a autoria e motivação do crime, mas na ocorrência registrada no posto policial do HGE consta que o idoso teria sido morto por ser considerado informante da polícia. "Os meliantes disseram que Caneta seria informante da polícia".

Após a polícia ser acionada, guarnições da PM foram até o local para isolar a área e aguardar a chegada do Serviço de Investigação em Local de Crime (SILC) para realização da perícia e remoção do corpo, que foi levado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT).

O ex-policial Eduardo Capistrano dos Santos foi condenado em 2008 a 15 anos de prisão pelo homicídio do adolescente Gledson Batista de Almeida, no dia 22 de dezembro de 2002, quando Capistrano agrediu e atirou em Gledson, junto com outros dois comparsas, em frente á casa do garoto, que então tinha 17 anos.

Por causa do homicídio, Capistrano foi expulso da PM. Na ocasião, ele era suspeito de pertencer a um grupo de extermínio e é acusado de cometer outros dois homicídios: o de Uendel Santos Silva, em 2004, e de Josenilton dos Santos, em 2002.

Prisão domiciliar
De acordo com informações que constam no processo junto ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Eduardo Capistrano dos Santos ganhou, em 14 de novembro de 2012, o direito de trabalhar externamente, na EPSERV Empresa de Serviços, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h, e aos sábados, caso houvesse expediente, das 8h às 12h.

Menos de um mês depois, em 4 de dezembro de 2011, ele passou do regime fechado ao semi-aberto. Já no sia 26 de março de 2013, foi autorizada a saída temporária, por um período de sete dias, na Semana Santa, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal de 2013.

No dia 10 de setembro de 2013, a Justiça autorizou que Capistrano passasse a cumprir prisão domiciliar. Em 31 de agosto do ano passado, ele retornou ao semi-aberto e, de novo, em 27 de setembro do ano passado, voltou à prisão domiciliar. 

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