Salvador

'Matou uma hoje, outra amanhã e ninguém toma uma providência', diz amiga de mulher morta pelo ex

Amigos e familiares protestaram pela morte de Luana Hungria, morta pelo ex-namorado, no bairro do Uruguai

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
Atualizado em 16/07/2017 15:53:49

 

"Nossa Lua virou estrela". Essa era a frase impressa nas camisas brancas de familiares e amigos de Luana Fernandes Hungria. Com balões da mesma cor, mais de 80 pessoas fizeram uma caminhada de cerca de cinco quilômetros pelo bairro do Uruguai, na manhã deste domingo (16). O motivo do protesto também estava exposto nas roupas, com letras garrafais: justiça. A jovem de 24 anos foi morta a tiros pelo ex-namorado, na última terça-feira (11).

Três amigos de infância de Luana participaram das homenagens: Leila Silva Ramos, 25, Danilo Rodrigues, 24, e Valesca Santos, 25. Os quatro cresceram juntos no bairro do Uruguai e frequentavam a mesma escola quando eram mais jovens. Ultimamente andavam mais afastados por causa de estudos e trabalho. Ao relembrar da amiga, Leila sente angústia. “Fizemos esse protesto para as pessoas verem que isso não pode ficar assim. Mata uma hoje, outra amanhã e ninguém toma uma providência”, reclama.

Praticamente uma semana após o crime, Danilo relembra da adolescência do quarteto e de quando o suspeito do assassinato, José Carlos Lopes Júnior, 35, começou a paquerar Luana, quando ela tinha cerca de 16 anos. “A gente sempre ficava na porta conversando, dando risada e ele sempre cumprimentava. Ele paquerava ela, mas nunca se envolveram antes”, conta. Depois que começaram o namoro, que durou cinco meses, Danilo disse que “ele (José) tratava ela bem quando estavam com os amigos” e que ainda é difícil acreditar no que aconteceu.

O irmão da vítima, Lázaro Hungria, 32, fala da irmã com saudade. “Era uma menina que cativava qualquer um por onde passava. O seu destaque era o sorriso. Sei que é um anjo que agora está no céu olhando por nós”, diz. Lázaro também lamenta pelos planos que Luana deixou para trás. “Ela sonhava em cursar Medicina e também trabalhava para dar tudo para a filha. Queria festejar os 3 anos da menina, a Maria Luísa, com o dela, que é em novembro”, conta. 

Relembre o caso
Luana começou a namorar com José há cerca de cinco meses. Os dois cresceram na mesma rua, no bairro do Uruguai. Após a jovem terminar o relacionamento, por medo do comportamento ciumento do namorado, o motorista começou a perseguir a jovem. Na tarde da última terça-feira (11), a assassinou a tiros na frente de casa. Luana foi atingida no tórax e rosto.

A recepcionista chegou a ser levada por familiares para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de San Martin, mas não resistiu. Ela deixou uma filha de dois anos, de outro relacionamento. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) solicitou a prisão de José Carlos, que permanece foragido.

 

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