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28.08.2010 | Atualizado em 28.08.2010 - 01:33
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“A torcida do Bahia ia embora e voltou”. O trecho da narração de um locutor esportivo da época ilustra bem o que aconteceu naquele 7 de agosto de 1994, na final do Campeonato Baiano.
Mais uma decisão em Ba-Vi. O Bahia com a vantagem do empate para ser bicampeão. O Vitória vencendo desde o primeiro tempo, gol de Dão. O cronômetro já passava dos 45 minutos do segundo tempo. A perda do título
parecia irreversível. Não para o Bahia.
O desfecho desse jogo entraria para ahistória. Não só pelo público - o maior de um Ba-Vi, 97.240 pagantes -, mas pela presença de espírito de um atacante, que virou herói e teve seu feito transformado em livro: ‘Raudinei aos 46’. IluminadoRaudinei voltava de uma lesão na coxa e começou o jogo no banco. A vantagem do empate aumentava a confiança tricolor, que jogava em casa com a Fonte Nova lotada. “Dentro do vestiário dava pra ouvir. A gente sabia que 70% do estádio era Bahia”, recorda o artilheiro.

Gol aos 46 garantiu título para o tricolor
O gol rubro-negro, no fim do primeiro tempo, aumentou a tensão. Raudinei entrou no intervalo, no lugar de Zé Roberto. O Vitória segurou o placar até os minutos finais, até que o inesperado aconteceu.
“Lembro que o Jean saiu da grande área, tocou pra Missinho que deu um chutão pra frente. Souza tocou de cabeça (o zagueiro Advaldo cabeceou antes) e a bola caiu entre os zagueiros. Pensei: tem que ser de primeira. Até dei uma escorragada e bati perto do Roger (goleiro do Vitória), mas foi com tanta força que ele não teve reação”, lembra Raudinei.
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