Educação no Brasil precisa passar por uma revolução, diz empreendedor

Educação no Brasil precisa passar por uma revolução, diz empreendedor

Palestrante no Fórum Agenda Bahia lembrou que faltam políticas públicas para os jovens que deixam a escola

Dizer que a educação é a única – ou a melhor – saída para os problemas da humanidade já virou lugar-comum. Não está errado; pelo contrário. Mas como será mesmo a escola que é capaz de transformar a sociedade e até de tornar o país mais competitivo?

Certamente, não é a escola que conhecemos hoje. Pelo menos é o que defende o empreendedor social Marcel Fukayama, cofundador do Sistema B Brasil e da Din4mo, uma empresa que busca fortalecer empreendedores sociais. “Uma educação que tem um ambiente do século XIX, um professor do século XX e um jovem do século XXI não vai funcionar. A escola não tem mais relevância para o jovem hoje.

Marcel Fukayama começou a empreender aos 17 anos (Foto: Evandro Veiga / CORREIO)

"Precisamos revolucionar a educação”, afirmou Fukayama durante sua palestra no Fórum Agenda Bahia. Para Fukayama, não existem sequer políticas públicas que consigam atingir os jovens que deixam a escola – hoje, cerca de 1,5 milhão de jovens estão fora do ensino médio. “O professor é o principal agente de transformação na educação e hoje ele não se sente valorizado, não tem instrumentos, se sente perdido e se sente excluído da própria discussão entre os jovens”, pontuou.

O problema é que, segundo ele, o Brasil tem ido na contramão do resto do mundo. Um dos caminhos, para ele, é promover uma discussão complexa e profunda sobre a educação básica no país. E isso vai muito além da polêmica reforma do ensino médio, proposta pelo governo federal em setembro, através da Medida Provisória 746/2016.

Só que, ao mesmo tempo, a discussão também precisa observar as individualidades dos jovens. Segundo Fukayama, um terço dos jovens com idades entre 15 e 29 anos que vivem na Grande São Paulo (a Região Metropolitana Paulista) está desempregado. Fukayama, aos 17 anos, começou a empreender quando, no início da década de 2000, fundou uma das primeiras lan houses de São Paulo.