Estado Islâmico assume autoria de ataque a tiros na Champs-Élysées

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21.04.2017, 08:01:00
Atualizado: 21.04.2017, 08:02:43

Estado Islâmico assume autoria de ataque a tiros na Champs-Élysées

Grupo terrorista assumiu a autoria do ataque a tiros em Paris, que causou nesta quinta (20) a morte de um policial e feriu outros dois

O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque a tiros na Avenida Champs-Élysées, em Paris, que causou nesta quinta-feira (20) a morte de um policial e feriu outros dois. As informações são da "Agência EFE".

Em um breve comunicado divulgado na internet pela agência de notícias "Amaq", ligada à organização jihadista, os extremistas informaram que o autor dos disparos que mataram o policial foi "um dos combatentes do Estado Islâmico", identificado como "Abu Youssef, o belga".

O tiroteio na Champs-Élysées deixou um policial morto e dois feridos (Foto: AFP)

O comunicado da "Amaq", cuja veracidade não chegou a ser comprovada, cita uma "fonte de segurança" jihadista e não dá mais dados sobre o ataque além da localização.

O atentado, que ocorreu às 21h (16h no horário de Brasília), deixou também um pedestre ferido. O tiroteio começou quando o autor parou o carro em que estava perto de uma viatura policial e abriu fogo. Posteriormente, ele foi morto por tiros de outros policiais, segundo as autoridades.

Pronunciamento

Mais cedo, o presidente da França, François Hollande, havia declarado que todas as pistas indicavam que o tiroteio teve "caráter terrorista".

"Estamos convencidos de que as pistas que podem conduzir à investigação e que devem revelar toda a realidade são de caráter terrorista", disse o presidente em um pronunciamento à imprensa no Palácio do Eliseu, a poucos metros do local do tiroteio.

Hollande confirmou que um policial morreu e outros dois ficaram gravemente feridos, e acrescentou que um transeunte que passava pelo local também ficou ferido.

A investigação foi passada à seção antiterrorista da procuradoria de Paris, declarou o presidente, que afirmou que esta deverá determinar a natureza do incidente e se o autor contou com cúmplices.

Além disso, o presidente afirmou que convocou um Conselho de Defesa para sexta-feira (21) de manhã.