Homens armados atacam emissora de TV no Afeganistão

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17.05.2017, 09:31:00
Atualizado: 17.05.2017, 09:31:48

Homens armados atacam emissora de TV no Afeganistão

Ataque a emissora de televisão deixa três terroristas e dois civis mortos no Afeganistão

Três membros de um grupo que atacou nesta quarta-feira (17) a sede da Rádio Televisão Nacional do Afeganistão (RTA) em Jalalabad, capital da província de Nangarhar, foram mortos pelas forças afegãs. Dois civis também morreram, elevando para cinco o número de vítimas fatais.

O porta-voz da polícia de Nangarhar, Hazrat Hussain Mashriqiwal, disse à Agência EFE que "até o momento, três atacantes" de um número ainda não confirmado foram mortos pelas forças de segurança.

"As forças de segurança estão realizando buscas minuciosas no edifício, não sabemos se ainda há outros terroristas com vida ou se eram apenas os três", afirmou.

Já o diretor de Saúde Pública da província, Najibullah Kamawal, disse que até o momento deram entrada no hospital estadual 17 feridos e dois mortos.

"Os feridos estão fora de perigo, sete deles já até receberam alta após receber os primeiros socorros", disse.

Ataque a emissora de televisão deixa três terroristas e dois civis mortos no Afeganistão (Foto: Reprodução)

De acordo o porta-voz do governador de Nangarhar, Attaullah Khogyanai, "um número indeterminado de terroristas" iniciou o atentado no local por volta das 10h (hora local) e que pelo menos "três explosões" foram ouvidas no interior da sede da emissora.

A RTA anunciou que homens armados tinham atacado sua sede em Jalalabad, mas até o momento não deu novas informações sobre o caso.

Um funcionário do canal, que pediu anonimato, explicou que vários homens-bomba com bastantes explosivos entraram no local, onde aconteceu uma "violenta" troca de tiros.

Nenhum grupo insurgente reivindicou a autoria do ataque. O porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, disse que o grupo não tem "nada a ver" com o atentado.

A província de Nangarhar, fronteira com Paquistão, é uma das mais tensas do Afeganistão e reduto do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no país, além de ter uma importante presença dos talibãs.