Mulheres reclamam de insegurança no banheiro da Fonte Nova

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13.11.2017, 05:00:00
Atualizado: 13.11.2017, 11:10:37

Mulheres reclamam de insegurança no banheiro da Fonte Nova

A secretária Simone Ramos, de 31 anos, expôs a sensação de insegurança que ela e outras torcedoras do Bahia têm sentido ao ir ao banheiro na Fonte Nova. Com ela aconteceu durante o jogo Bahia 2x0 Ponte Preta, no dia 5. Na ocasião, um homem entrou no banheiro feminino enquanto Simone estava dentro.

“Quando eu lavei as mãos, vi que ele entrou. Pensei que era por engano, mas ele entrou mesmo e aí eu saí um pouco mais, procurei algum policial, ou alguém, não vi ninguém. Aí voltei e, quando virei, ele veio no lado que eu estava. Eu fiquei olhando pra ele, ele pediu desculpas e saiu, só que sabia que era banheiro feminino. Entrou mesmo na parte dos boxes dos sanitários”, conta Simone, que expôs o assunto no Twitter e acabou gerando relatos de outras torcedoras.

Um deles foi da estudante Tainá Carmo, 22 anos. Ela associa a falta de segurança ao fato de não haver mais fiscais nas portas dos banheiros. “Comigo aconteceu no intervalo (homem entrar no banheiro feminino), ele estava com uma mulher do lado e não tinha nenhum funcionário. Até o final do ano passado, no final da Série B, lembro de ter fiscais”, diz Tainá.

Em nota, a Arena Fonte Nova responde que: “Para atender as demandas nos sanitários dispõe, em seu quadro de pessoal, de uma equipe da limpeza cujos integrantes ficam na parte interna e externa dos banheiros. Ressaltamos também possuir uma equipe de segurança privada focada na preservação da integridade dos usuários e das suas instalações e de um sistema de monitoramento através de câmeras”. A Arena acrescenta que, em dia de jogo, uma delegacia funciona no interior do estádio.

A dura vida de pai de menina
Ainda sobre os banheiros da Fonte Nova, um torcedor do Bahia procurou o CORREIO para relatar outro tipo de problema: a falta de sanitário específico para crianças. Márcio Fernandes diz que tem uma filha de 5 anos e fica em uma situação incômoda quando a leva ao estádio, já que a menina não pode utilizar o banheiro masculino, nem ele o feminino. “Perguntei à Arena sobre banheiros para criança, visto que tenho uma filha e não posso ir só com ela por não ter banheiro. A resposta da Arena: 'sugerimos a utilização de banheiros para PNE (portador de necessidade especial)’. Ou seja, dois equívocos em um só”, relata Márcio. O curioso é que a solução dada pela administração da Arena gerou um efeito dominó. “Sou deficiente e os banheiros nossos são invadidos em dia de jogo”, reclama o deficiente físico Omar Bispo. 

Vitória estourou o orçamento em quase R$ 9 milhões
A apresentação das contas do Vitória até o 3º trimestre do ano abalou as estruturas da reunião do Conselho Deliberativo, na última quinta-feira (9). A arrecadação do clube surpreendeu: o Leão orçou receber R$ 58 milhões até setembro, mas conseguiu R$ 76 milhões, graças a direitos de TV e vendas de jogadores - o clube faturou R$ 19,49 milhões no item "receita de atletas", acima da previsão de R$ 8,8 milhões. Só que as despesas saíram do controle: R$ 85 milhões, quando o orçado era ficar em R$ 55 milhões. Uma diferença de R$ 30 milhões, quase tudo com o futebol profissional, que gastou R$ 28,8 milhões além do projetado. No saldo final, o Vitória descumpriu o orçamento em R$ 8,9 milhões. Na mesma reunião, a assembleia geral que vai julgar a gestão de Ivã de Almeida foi antecipada do dia 4 de dezembro para 25 de novembro.

Direito de resposta à FBF
A Federação Bahiana de Futebol solicitou direito de resposta à nota intitulada “A campanha já começou”, publicada no dia 6. De acordo com a FBF, a entidade “não começou nenhuma campanha, mesmo porque o mandato da atual diretoria é até janeiro de 2019. Apenas trabalha os 30 dias do mês fomentando o futebol e, claro, divulga as suas ações como qualquer outra associação, registrando-as, sempre que possível, em fotos”.  No mesmo ofício, afirma que “não apenas o presidente aparece nas fotos, mas também os diretores”. Sobre a demora de até dois dias para publicar informações sobre torneios, como aconteceu com o Campeonato Baiano feminino, a explicação é que “certamente foi por algum problema técnico no site”.