PF envia ao STF inquérito sobre Temer e pede mais tempo para investigação

brasil
19.06.2017, 20:42:00
Atualizado: 19.06.2017, 20:53:53

PF envia ao STF inquérito sobre Temer e pede mais tempo para investigação

O presidente nega todas as acusações e afirma que não agiu em benefício da JBS em momento algum

A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (19), um inquérito parcial sobre o presidente Michel Temer. A PF também pediu mais tempos para concluir as investigações sobre Temer. Não há mais detalhes sobre o inquérito. 

(Foto: AFP)

Temer passou a ser investigado por corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa depois das delações premiadas de executivos da JBS. Ele chegou a ter conversa gravada pelo empresário Joesley Batista em que daria aval para compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, preso em Curitiba. 

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusa Temer e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) agiam em conjunto na intenção de interromper as investigações da Operação Lava Jato. 

O presidente negou as acusações e afirma que não agiu em benefício da JBS em momento algum, além de não temer uma possível delação premiada de Eduardo Cunha. Após entrevista de Joesley à Revista Época desta semana, Temer decidiu processar o empresário por injúria e difamação. Na entrevista, o executivo afirma que Temer é chefe da maior organização criminosa do país.

Na sexta-feira (9), o advogado Antônio Mariz de Oliveira, representante de Temer, informou ao ministro que o presidente decidiu não responder às perguntas enviadas pela Polícia Federal no inquérito. Além disso, a defesa pediu o arquivamento das investigações e fez críticas ao teor do questionário enviado pelos delegados.

Para a defesa de Temer, o questionário é um “acinte à sua dignidade pessoal e ao cargo que ocupa” e atenta contra os “direitos individuais inseridos no texto constitucional”. “ O presidente e cidadão Michel Temer está sendo alvo de um rol de abusos e de agressões aos seus direitos individuais e à sua condição de mandatário da nação que colocam em risco a prevalência do ordenamento jurídico e do próprio Estado Democrático de Direito”, destaca o documento.