'Só desista depois do sétimo não', aconselha Oscar Motomura

agenda bahia
27.09.2017, 15:56:00
Atualizado: 27.09.2017, 18:08:05
Oscar Motomura é chamado de 'mestre' por muitos empresários do país (Foto: Luciano Oliveira/Divulgação)

'Só desista depois do sétimo não', aconselha Oscar Motomura

Ele palestrou para mais de 600 pessoas no Agenda Bahia e destacou que as pessoas tenhas estratégias claras

Oscar Motomura e Gino Tubaro foram os grandes destaques da manhã do seminário Conexões do Fórum Agenda Bahia 2017, que acontece nesta quarta-feira (27), até 17h30, na sede do Senai Cimatec (Av. Orlando Gomes, 1845, Piatã). Enquanto o primeiro enfatizou a importância do trabalho coletivo para integrar a sociedade e viabilizar questões importantes; o segundo mostrou como é possível empreender com muita criatividade. Ambos tocaram em temas relacionados a inovação, criatividade e tecnologia.

Como gerar resultados com as tecnologias? Acompanhe o Agenda Bahia

Fundador e principal executivo do Grupo Amana-Key, Motomura defendeu que é preciso mobilizar o coletivo para chegar a resultados concretos. "É preciso três forças: a do coletivo, o conceito do mutirão, de todos trabalharem juntos; a força do indivíduo, somos muito mais poderosos do que imaginamos; e o alinhamento de todos - indivíduo e coletivo - por um interesse em comum", afirmou. Em sua fala, ele também destacou que ter uma estratégia clara é importantíssimo para 'viabilizar o impossível'.

"Precisamos apurar nossa visão e escolher como vamos usar tudo que nos cerca para viabilizar o impossível. ", disse o especialista em gestão e estratégia na palestra “Liderança Integrativa e a Viabilização do Impossível”. Dentre as lições deixadas por ele, destaque para mais uma: "Persistência é uma das maiores qualidades de um líder. Só desista depois do sétimo não", aconselhou.

O gestor falou ainda sobre política. Ele defendeu que a vida e as mudanças não acontecem em Brasília. "Ela acontece nas comunidades. É lá onde vemos coisas incríveis acontecerem. Vejo transformações enormes acontecendo em um movimento lateral. A tecnologia deve ser usada para fazer acontecer buscando conexões laterais", completou.

Inovação de impacto social
Com apenas 21 anos, o jovem argentino Gino Tubaro - que também é sócio da Atomic Lab - desenvolveu próteses de mãos e braços para pessoas amputadas ou com deficiências, a partir da tecnologia das impressoras 3D, barateando o custo das peças. Para atender crianças que haviam perdido as mãos, ele criou próteses nas cores de super-heróis.

(Foto: Luciano Oliveira/Divulgação)

Na palestra “Empreender para criar 500 super-heróis”, Tubaro destacou que o desenvolvimento das próteses personalizadas - com super-heróis, detalhes, etc - tem um custo baixo de produção por conta da tecnologia 3D utilizada. "Enquanto uma prótese normal chega a custar R$ 87 mil reais (R$ 480 mil pesos), fazer mãos em impressora 3D custa hoje algo entre U$ 250 e U$ 350 dólares", revelou o argentino, que já entregou mais de 600 mãos gratuitas e tem 5.500 pessoas em uma lista de espera. 

Gino mostrou na prática que as novas tecnologias podem trazer grandes mudanças na vida de milhares de pessoas. "Felipe, um garoto que nasceu sem os cinco dedos, por exemplo, sofria bullying na escola. Quando criamos a prótese para ele, virou um super-herói", destacou. "O mais legal é a cara de felicidade deles, a alegria. E tem muita gente inscrita no projeto, pedindo suas mãos. Teve um menino que pediu do Darth Vader, de Guerra nas Estrelas. Outra garotinha pediu e fizemos em 24 horas. Um outro menino perdeu a mão em uma máquina de moer carne e não tinha assistência médica. Graças a impressão 3D pudemos ajudá-los".

Comentarista da Globo News e colunista do jornal O Globo, Flávia Oliveira voltou ao Fórum Agenda Bahia, que bateu recorde de público nesta quarta, com mais de 600 pessoas, e conduziu os talk shows com os palestrantes do seminário. A jornalista conversou com Motomura e Tubaro individualmente e depois juntos, no painel “Liderança em tempos de mudança”. Nesse momento, eles responderam dúvidas do público, falaram sobre a vida acadêmica, sobre os desafios para o futuro, entre outros assuntos.

Pela tarde, acontecem duas oficinas, dois painéis e um workshop. O simpósio é o último evento do ano do Fórum Agenda Bahia (www.agendabahiacorreio.com.br/conexoes).

Recorde de público: mais de 600 pessoas foram ao Agenda Bahia pela manhã
(Foto: Luciano Oliveira/Divulgação)

Abertura

Antes de Oscar e Gino subirem ao palco, o presidente da Rede Bahia Antonio Carlos Júnior abriu o último do seminários do Agenda Bahia deste ano. "Realizar o que parecia impossível utilizando a criatividade, força que move a sociedade para pensar em ideias inovadoras e nos recursos tecnológicos. Esse foi o desafio do Fórum Agenda Bahia 2017, que encerra sua terceira etapa hoje. Fomos tomados pela inquietação que pede tempos de mudança. Para isso, ampliamos o diálogo com a comunidade e mais - usamos o que há de mais inovador na tecnologia para propor soluções para a nossa capital e para o nosso estado", afirmou. Ele destacou que o papel da marca CORREIO é ser protagonista de mudanças que os novos tempos exigem em prol da sociedade. 

Também durante a abertura do evento, o vice-presidente da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb) Alex Portela ressaltou que uma das características marcantes do Agenda Bahia é a discussão de temas interessantes para toda a sociedade. "Nada mais apropriado do que o Seminário Conexões acontecer aqui no Cimatec, unidade que é a mais avançada do Senai no país".

O diretor industrial da Braskem Carlos de Freitas Alfano Neto antecipou um dos destaques do dia: "Nós vamos ter a oportunidade hoje de ter uma palestra da Adriele, uma paratleta que é patrocinada pela Braskem e a gente tem como exemplo prático de como a junção do plástico, da inovação e da tecnologia pode melhorar a vida das pessoas".

Em sua fala, o representante da Braskem afirmou que é um grande prazer apoiar o Agenda Bahia. "A discussão sobre temas como inovação, tecnologia e conexões está totalmente alinhada com a nossa visão, o nosso propósito de através do plástico e da química melhorar a vida das pessoas", pontuou.