Suspense nacional O Rastro não oferece o que sugere

Guia
18.05.2017, 17:24:00

Suspense nacional O Rastro não oferece o que sugere

Na trama dirigida por J.C. Feyer, Rafael Cardoso vive João Rocha, um médico que vai surtando num hospital prestes a ser fechado

 O Rastro, estreia na direção do pernambucano J.C. Feyer, é um longa-metragem de terror psicológico cujas intenções dos seus realizadores são melhores do que o resultado final. Investir em filmes de gênero no Brasil ainda é uma tarefa bem difícil, mas é preciso mais do que boas intenções, claro.

Se levarmos em conta o trailer, o cartaz estiloso e o começo da obra roteirizada por André Pereira e Beatriz Manuela, aparentemente O Rastro é um filme de terror ambientado num velho hospital do Rio, prestes a ser fechado.

Na história, João Rocha (Rafael Cardoso), um médico que trabalha para a Secretaria de Saúde do Rio, é encarregado de transferir os derradeiros pacientes do hospital e fechá-lo, enquanto protestos acontecem contra a situação da saúde pública.

A situação se complica quando a última paciente internada, uma garota de 10 anos, some misteriosamente no meio da noite - e logo ela começa a aparecer como uma espécie de Samara (O Chamado) do filme, podendo o fato ser sobrenatural ou apenas parte da alucinação crescente do médico João. Ao mesmo tempo que procura o paradeiro da garota, João tem que lidar com sua mulher, Leila (Leandra Leal), grávida do primeiro filho do casal.

Entretanto, a trama não vai a fundo no terror que inicialmente sugeria e O Rastro dá uma reviravolta rumo à crítica política e social, sem conseguir mais equilibrar a narrativa. Mesmo sem densidade, a crítica política é até interessante, mas o sobrenatural vira apenas uma série de clichês de filmes estrangeiros do gênero, incluindo uma edição de som ruidosa para reforçar sustos e afins.

E mesmo a crítica política acaba com uma cena piegas que fecha o filme de modo a quase estragar totalmente o que O Rastro tem de interessante: a atmosfera pesada (ressaltada pela fotografia sombria de Gustavo Hadba), o tom realista das locações no que sobrou do Hospital Beneficência Portuguesa do Rio, as boas interpretações de Leandra Leal e Rafael Cardoso - e o ator surpresa que interpreta o governador corrupto.   


Cotação: 



Horários de Exibição:

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