Tecnoporto: dinheiro invisível

Tecnoporto: dinheiro invisível

Acaba de ser leiloada, nos Estados Unidos, mais uma faixa de frequências para utilização em internet móvel. A faixa de 65 MHz, mais ou menos o espaço onde caberiam cerca de 10 canais de TV, ganhou o nome de Serviços Móveis Avançados 3 (Advanced Wireless Services 3 – AWS3). O valor previsto para a venda era de 20 bilhões de dólares, mas ela acabou sendo vendida por 45 bilhões, mais que o dobro. Essa valorização é um claro sinal que o produto mais valioso da atualidade é mesmo invisível. O espectro de ondas eletromagnéticas por onde trafegam rádios, TVs e celulares. Todo esse valor é puxado pela tendência mundial, já confirmada, de que, em breve , o acesso à internet será feito quase que exclusivamente por dispositivos móveis. Só para se ter uma ideia, o serviço de telecomunicações que mais cresceu no mundo, desde 2010, foi o acesso à banda larga sem fio. O aumento foi de 428 %.  Hoje já existem no planeta mais de 7 bilhões de assinaturas desse tipo. Aqui no Brasil, mesmo com a internet sofrível que é oferecida, o espectro também é a bola da vez. Vários leilões já foram realizados, por valores menores, pois aqui se optou por agregar obrigações aos compradores das frequências, como, por exemplo, disponibilizar internet em locais com pequenas populações e, portanto, não economicamente viáveis, o que cria um custo adicional para quem compra. Mas, mesmo assim, não faltam pretendentes aos tesouros invisíveis das faixas de acesso à internet sem fio. Em breve, um novo leilão, dessa vez das chamadas sobras de faixas, deve acontecer no país e será, seguramente, bastante concorrido e milionário.

Trazendo a loja pra casa
O aplicativo Ciwwic, lançado em maio, atingiu a marca de 386 mil páginas visitadas. O sucesso se deve ao fato de que ele oferece uma forma diferente de comércio via internet. É mais ou menos como se, pelo computador, o consumidor pudesse fazer, virtualmente, aquela peregrinação comum a quem está em busca de produtos para uma reforma, por exemplo, visitando então diversas lojas atrás de preço, prazo e tipo de produto ou serviço que melhores se encaixem às necessidades. Ao se cadastrar e indicar o que precisa, imediatamente quem deseja fazer uma compra recebe a lista de fornecedores para o que está sendo procurado. No passo seguinte, o consumidor escolhe de quais deles quer receber contato, como deseja essa comunicação e quando. É o fim de dezenas de e-mails oferecendo produtos. Depois é só escolher e fechar a compra. Essa nova lógica de consumo, onde o atendimento on-line se enquadra automaticamente à necessidade de quem quer comprar, levando praticamente as lojas para dentro de casa, também parece estar conquistando os fornecedores. Quatro novos se cadastram a cada minuto no site, que deve chegar a 100 mil usuários até o final do ano. O endereço para saber mais é ciwwic.com.

Hospedagem conectada
O site Airbnb oferece uma forma diferente de viajar. Pessoas em mais de 190 países colocam desde casas inteiras até simples colchões de ar à disposição dos viajantes. Quem oferece a hospedagem é chamado de anfitrião. Qualquer pessoa pode se cadastrar, tanto para ser anfitrião quanto para alugar uma hospedagem. Digitando para onde deseja  ir, o sistema mostra opções, fotos, mapas e as classificações e comentários sobre cada local. É possível trocar mensagens com os anfitriões e combinar os detalhes, tudo de forma sigilosa. O pagamento é feito quando se fecha a viagem e o anfitrião só recebe depois do check-in, ou seja, quando você entra na casa, no quarto ou recebe o colchão alugado, e dá um sinal para o site de que está tudo como o combinado. Os relatos de usuários são de que a experiência é boa e, o melhor, barata. Se quiser tentar basta se cadastrar no airbnb.com.br.