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Conheça o homem por trás do site que revelou documentos secretos americanos

O estrago que o site fez à reputação americana nos últimos meses é considerável

08.12.2010 | Atualizado em 08.12.2010 - 10:01

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Pedro Levindo, com agências
pedro.levindo@redebahia.com.br

Quem diria que o atual inimigo público número um dos Estados Unidos seria preso por fazer sexo sem camisinha. Pois é, esse foi o argumento do governo da Suécia para pedir a prisão do australiano Julian Assange, criador e mentor do site WikiLeaks, especializado em divulgar documentos sigilosos. Ele é acusado de cometer crimes sexuais (estupro e abuso sexual) no país, onde esteve em agosto para realizar palestras.


Julian Assange é criador do WikiLeaks, o site que mais causa dor de cabeça aos EUA

O homem por traz do WikiLeaks é procurado por coerção ilegal, molestamento sexual e molestamento deliberado. Segundo o governo sueco, com uma das vítimas, ele teria feito sexo sem camisinha enquanto a mulher queria o uso de preservativos (o que configura a segunda acusação) e abusado dela de modo a violar sua integridade física (o que configura a terceira). Ainda há uma quarta acusação de que ele teria transado com uma segunda mulher sem preservativos, enquanto ela dormia.

Assange nega todas as acusações e diz que o sexo ocorreu com consentimento, mas sem o uso de preservativo, o que é considerado um crime no país escandinavo. O caso chegou a ser arquivado, mas depois foi reaberto.

Acompanhado dos advogados, Mark Stephens e Jennifer Robinson, e sem alarde, Assange se entregou ontem à Polícia Metropolitana de Londres. Ele vai permanecer sob custódia até dia 14 de dezembro, pois a Justiça britânica negou o pedido de soltura  apresentado pela defesa. Um doador anônimo teria até oferecido 60 mil libras para pagar a fiança.

LEIA TAMBÉM:

Após ataques, 'sites espelhos' mantêm conteúdo do Wikileaks no ar

Site da MasterCard é atacado por ativistas pró-WikiLeaks

O australiano, que é jornalista, programador de sistemas e já foi hacker, afirma que sua prisão é política, e foi motivada pela divulgação de documentos pelo WikiLeaks. Por isso, ele é procurado pela Interpol, que o considera responsável pelo constrangimento causado aos Estados Unidos, pelos milhares de documentos sigilosos que foram publicados na internet. São cartas, arquivos, vídeos e fotos que revelam bastidores e segredos da política externa, informações sobre as guerras do Iraque e Afeganistão e gafes da diplomacia.

O estrago que o site fez à reputação americana nos últimos meses é considerável.  O primeiro grande desgaste ocorreu em outubro, quando o site divulgou mais de 400 mil documentos sobre a Guerra do Iraque, muitos do próprio punho de militares americanos no campo de batralho. Dentre as atrocidades relatadas, havia alegações de que o governo americano escondera a morte de dezenas de milhares de civis, além de casos de extermínio e  tortura.

Em abril, o WikiLeaks divulgou um vídeo onde soldados americanos, em um helicoptéro, abrem fogo contra civis (inclusive crianças) iraquianos.

No mais novo vazamento, no mês passado, o site revelou o que pensa o Departamento de Estado dos EUA. Foram divulgados mais de 250 mil documentos (telegramas) da diplomacia americana. Os casos provocaram embaraço aos americanos - havia até textos em que se suspeitava da sanidade mental de alguns dirigentes mundiais. Informações estratégicas dos EUA (como os locais que o país considera essenciais para sua segurança - alguns deles, como minas e cabos submarinos, estão no Brasil) também foram divulgados.

Retaliação
Por conta da divulgação dos documentos secretos, o WikiLeaks tem sido perseguido por autoridades, governos e hackers, que tentam, por meio de ataques virtuais, tirar a página do ar e impedir que ele continue a revelar documentos sigilosos. Contudo, mais de 700 organizações de todo o mundo emprestam seus endereços eletrônicos para que o WikiLeaks continue on-line.

Sexo, espionagem e diplomacia
A acusação de estupro contra Julian Assange é baseada no fato dele não ter usado camisinha quando teve relações sexuais com duas suecas em datas diferentes. Tudo começou em agosto, quando o australiano foi dar uma palestra em Estocolomo.

Conheceu uma loira, de vinte e poucos anos, e foi para cama com ela. Depois, durante o mesmo seminário, conhecer outra moça, também loira, um pouco mais nova, e fez sexo com ela também. No caso da primeira moça, ele teria usado preservativo, que estourou. Com a segunda, recusou-se a usar camisinha. As duas mulheres se conheceram, conversaram sobre o assunto e ficaram preocupadas com a possibilidade de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DST).

A segunda moça resolveu procurar  a polícia. A primeira afirmou não querer dar queixa, mas terminou acompanhando a outra. As duas ficaram magoadas por Assange não ter dado atenção a elas depois de terem se relacionado. A segunda, que passou mais tempo com o fundador do WikiLeaks, ficou revoltada, pois era fã dele. A história toda rendeu quatro acusações a Assange, que vão de agressão sexual a estupro. O governo americano não comentou a prisão de Assange.

Apenas o secretário de Defesa do país, Robert Gates, afirmou que, para ele, soava como uma “boa notícia”. As acusações, entretanto, não são o único problema do fundador do WikiLeaks Após o vazamento de documentos secretos, o site começou a ser investigado por supostas atividades ilegais. A investigação levou a Visa e a Mastercard a cancelarem, ontem, doações com cartões de suas bandeiras ao WikiLeaks.


OPINIÃO - As wikis são nossas amigas (por Genaro Costa*)
Com a explosão da internet, várias ferramentas foram criadas de forma a possibilitar a colaboração entre usuários. A internet possibilitou a comunicação de massa em duas vias onde os usuários consomem como também produzem e publicam conteúdo. Nesse cenário surgiu uma ferramenta web onde permite a criação de conteúdo de forma fácil e ágil chamada wiki. Uma wiki é um site web que permite a edição de páginas usando o próprio navegador web, como o Microsoft Internet Explorer ou o Mozilla Firefox.

O nome ‘wiki’ é uma palavra  havaiana que significa ‘muito rápido’. A primeira wiki foi a WikiWikiWeb feita por Ward Cunningham nos Estados Unidos em 1994, com a intenção de ser “o conteúdo dinâmico mais simples que pudesse funcionar”. Uma das vantagens da wiki é a forma como permite criação de links entre outras páginas facilitando a criação de conteúdo de fácil navegação, assim como facilita a formatação através de marcas no texto.

Nas wikis mais modernas permitem a inclusão de imagens, áudio, marcação para fórmulas, referências bibliográficas, tabelas e apresentação de conteúdo em múltiplas línguas. Em algumas wikis é possível ver todo o histórico das modificações realizadas no conteúdo, permitindo desfazer contribuições indesejadas.

Em uma visão técnica, uma wiki pode ser usada para a gestão do conhecimento, no processo de externalização de forma colaborativa. Nesse processo, os usuários transformam o conhecimento tácito, o ‘saber fazer’, em conhecimento explícito, que é aquele codificado em textos, imagens e/ou vídeos. Uma wiki pode ser usada para diversos fins, como, por exemplo a Wikipedia, uma enciclopédia feita pelos usuários, para os usuários, sites webs colaborativos, intranets corporativas, sites pessoais e corporativos.

Na Ufba, por exemplo, os sites do Doutorado em Computação e do Departamento de Computação são feitos usando uma ferramenta de Wiki chamada FOSSWiki. A enciclopédia on-line Wikipedia é feita usando um software chamado MediaWiki. Tanto a FOSSWiki como a Mediawiki são ferramentas de software livres que podem ser usadas sem custo, assim como diversas outras como TWiki, MojoMojo, Tiki Wiki, DokuWiki.

*Doutor em computação de autodesempenho pela Universidade Autônoma de Barcelona.

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sóstenes alves de lima

É uma vergonha a o EUA pela barbaridade prender o moço, pois ele descobriu coisas que já era para terem sido descobertas, mas o que o governo faz? Por causas políticas para não comprometer o governo americano como também o do vaticano no caso a papa bento dezesseis o que fizeram é fechar a boca de quem soltou uma bomba de MAIS DE 250000 DOCUMENTOS na internet, o que a população mundial quer explicação dos fatos escritos nos mesmos.
Sóstenes Alves de lima.
Instituto federal de educação ciência e tecnologia de alagoas

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PeidoMan

Um grande homem, que será derrubado por um pequenino erro. De duas, uma: Ou os governos internacionais e multinacionais forçam a prisão dele, ou simplesmente o compram. Acho a primeira opção mais realista.

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Julia Nogueira

Acho muito corajoso da parte dele revelar esses "segredinhos" de Estado. Apóio sem restrições.
Só não apóio o machismo dele.

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