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Dossiê mostra que FBI investigou Steve Jobs por distorção da realidade

Polícia federal americana divulgou arquivos nesta quinta (9)

09.02.2012 | Atualizado em 09.02.2012 - 19:59

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O FBI (polícia federal americana) divulgou nesta quinta-feira (9) um dossiê com 191 páginas sobre o cofundador da Apple, Steve Jobs, que morreu em outubro de 2011, vítima de câncer. Os documentos revelam detalhes sobre seu consumo de drogas e sua capacidade de "distorcer a realidade".

Os arquivos, divulgados de acordo com a Lei de Liberdade da Informação, foram coletados durante a presidência de George Bush. O então presidente dos EUA pensava em nomear Jobs para o Conselho de Exportações.

“Várias pessoas questionaram a honestidade do Sr. Jobs afirmando que ele mudava a verdade e distorcia a realidade para conseguir seus objetivos", disse os documentos do FBI.

O ex-presidente-executivo da Apple criou uma lenda corporativa com seu “campo de distorção de realidade”, usado por ele para convencer as pessoas. Segundo o FBI, alguns dos entrevistados colocaram em dúvida a integridade do empresário e disseram que era difícil trabalhar com ele.

Drogas

Em relação ao consumo de drogas, Jobs admitiu que, dias antes de seu casamento, provou haxixe e LSD. "Várias pessoas falaram sobre o uso de drogas de Jobs no passado. O Sr. Jobs também comentou sobre seu consumo de drogas", diz uma citação do relatório.

“Durante os anos 1960 e início dos anos 1970, Jobs pode ter experimentado drogas ilícitas", disse o arquivo. Um entrevistado não identificado declarou: “Jobs usou drogas ilegais, incluindo maconha e LSD, quando estava na faculdade”.

De acordo com a biografia escrita por Walter Isaacson, o executivo era conhecido por ser um rebelde corporativo da contracultura. Ele era um grande fã de Bob Dylan e chegou a namorar brevemente a cantora Joan Baez.

Conclusões
Apesar das dúvidas, os autores do relatório disseram que não viam razões para que o empresário não assumisse o cargo oferecido por Bush. Para realizar o documento, o FBI entrevistou 30 pessoas, entre vizinhos e colegas de trabalho.

O texto afirma que, embora tenha se reunido com funcionários da Apple, a empresa se mostrou pouco cooperativa com o Conselho de Exportações. Naquela época, Jobs tinha deixado a Apple e era presidente da Next e da Pixar.

Entrevistar o próprio Jobs para o relatório também não foi fácil, segundo afirmam os agentes do FBI, que informam que a secretária do executivo comunicou que Jobs não estaria disponível durante três semanas e não poderia dar “nem uma hora” de atenção para eles. As informações são do G1.

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