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Eliana Calmon diz que relação com o presidente do CNJ é boa

Para Eliana Calmon, o conflito judicial sobre as competências do CNJ era apenas um processo institucional em que não cabem mágoas posteriores

04.02.2012 | Atualizado em 04.02.2012 - 02:34

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Apesar do embate técnico sobre as atribuições do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a corregedora-geral do órgão, Eliana Calmon, disse nesta sexta-feira (3) que sua relação com o presidente do órgão, ministro Cezar Peluso, está “muito bem”. Os dois protagonizaram um racha na cúpula do Judiciário no ano passado quando a corregedora-geral falou sobre “bandidos de toga” e Peluso rebateu falando que as acusações eram “levianas”.

“Estamos muito bem porque somos técnicos, somos magistrados de carreira e estamos acostumados a esse embate. Os senhores podem achar que é um mundo até meio esquisito, mas temos grandes discussões que às vezes tendem para ofensas mais apimentadas, e na hora do lanche estamos rindo e conversando”, disse a corregedora, em coletiva nesta tarde, ao se referir a Peluso.

Para Eliana Calmon, o conflito judicial sobre as competências do CNJ era apenas um processo institucional em que não cabem mágoas posteriores. “Vamos ao final do julgamento zerar todos os questionamentos de ordem pessoal, e vamos, todas as corregedorias, a corregedoria nacional e as associações de juízes, dar as mãos para fazer a Justiça que o Brasil precisa e quer”.

A ministra também agradeceu o apoio da ala da magistratura favorável à atuação do CNJ e ao interesse da sociedade em acompanhar o tema até o fim. “Só posso adiantar que, no Brasil, eu nunca vi com 32 anos de magistratura uma discussão tão ampla e tão participativa do ponto de vista de todos os segmentos da sociedade, sejam as pessoas mais simples até os juristas mais renomados”.

A corregedora lembrou que o julgamento ainda não chegou ao final - há pontos que ainda precisam ser analisados na próxima quarta-feira (8), e os ministros podem mudar de opinião -, mas que a tendência é que o resultado se mantenha como está. “Eu me emocionei a cada voto, contra ou a favor, fiquei muito emocionada. Ao final, quando tudo terminou, falaram ‘O que você vai fazer?’. Eu disse ‘Eu vou dormir, porque não durmo há três meses’”. As informações são da Agência Brasil.

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