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Festival de Verão: Frejat canta hits da carreira-solo e do Barão no show A Tal da Felicidade

O repertório reúne sucessos como Exagerado, Amor Pra Recomeçar e Por Você, além de clássicos de autores como Caetano Veloso e Tim Maia

25.12.2011 | Atualizado em 25.12.2011 - 09:31

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Camila Botto
camila.botto@redebahia.com.br

O carioca Roberto Frejat, 49 anos, descobriu a paixão pela música cedo. Quando tinha apenas 4 anos ganhou seu primeiro disco. Aos 10, começou a aprender a tocar violão e, depois, passou para a guitarra. Em 2001, após a primeira parada do Barão Vermelho, Frejat gravou o primeiro disco-solo, Amor Pra Recomeçar.

Desde então, mais dois álbuns foram lançados e ele emplacou hits como Segredos e Sobre Nós Dois e o Resto do Mundo. No dia 27 de janeiro, Frejat apresenta o show A Tal da Felicidade no Festival de Verão Salvador. O repertório reúne  sucessos como Exagerado, Amor Pra Recomeçar e Por Você, além de clássicos de  autores como Caetano Veloso (Você não Entende Nada) e Tim Maia (Não Vou Ficar).


Frejat é atração do palco principal do Festival de Verão Salvador no dia 27 de janeiro

A carreira de Frejat começou em 1981, época em que o músico se juntou ao tecladista Maurício Barros, ao baterista Guto Goffi e ao baixista André Palmeira para criar o Barão Vermelho. Depois, Cazuza completou o time, que viria a escrever seu nome no  rock brasileiro.

Em 1984, com o lançamento de Maior Abandonado (Som Livre), veio o primeiro grande sucesso: Bete Balanço, trilha de filme homônimo. E, daí em diante, a parceria de Frejat e Cazuza rendeu pérolas como  Pro Dia Nascer Feliz e Todo Amor Que Houver Nessa Vida. Juntos, viveram momentos marcantes como o primeiro Rock In Rio, em 85, num dia histórico para o país: o fim da ditadura militar. No mesmo ano, Cazuza anunciou sua saída e Frejat assumiu os vocais.
Nesta conversa, Frejat fala um pouco sobre seu caso de amor com a música e sobre o show na Bahia. Para os fãs do Barão, uma boa notícia: a banda pode voltar a se reunir em 2012. Confira.

Para início de conversa, como e quando começou sua relação com a música?
Eu tenho uma relação com a música bem precoce. Com 4 anos, ficava enchendo o saco do meu pai para comprar discos e terminei ganhando meu primeiro LP. Aos 10 anos quis aprender um instrumento e ganhei um violão, mas tive um professor muito ruim que me deixou traumatizado. Fiquei sem tocar durante um tempo e com 14 voltei a tocar.

E os tempos do começo do Barão Vermelho? Como era formar uma banda naquela época sem as facilidades que tem hoje como a internet?
O Barão tem uma coisa diferente de todas as outras bandas, pois só o Guto e o Maurício eram colegas de turma. Os outros vieram por indicação de amigos. A minha parceria com o Cazuza foi obra do acaso.

Muitos diziam na época e até hoje circulam boatos de que sua relação com Cazuza, apesar de ter muita afinidade, não era fácil. Isso é verdade?
As pessoas confundem desentendimento com discussão. Tínhamos discussões, mas sempre de uma maneira construtiva em prol do grupo.  A gente acreditava numa coisa muito parecida e o Cazuza sabia que eu era leal a ele.

Quando Cazuza decidiu partir pra carreira-solo, como foi assumir os vocais do Barão?
Foi um grande desafio. Eu agradeço a minha ingenuidade porque eu não tinha a menor noção do que eu ia encarar. Fui com toda minha força e todo meu gás, pois eu não queria que o Barão acabasse. Nós acreditávamos no potencial da banda e depois conquistamos esse reconhecimento.

O Barão Vermelho é uma das mais importantes bandas brasileiras de rock, afinal vocês marcaram uma época de ouro do rock brasileiro. Você sempre teve essa dimensão?
Não. Isso demora um tempo. Não é no momento que se aparece que o sucesso acontece. Mas hoje eu acredito que o Barão foi e é uma banda de extrema importância.

Quem são seus ídolos? Tem alguém da axé music que você admire?
Não tenho ídolos. Não cultivo esse tipo de fanatismo. Agora, eu respeito pessoas artisticamente como Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Novos Baianos. Do axé, gosto do Carlinhos Brown e do Gerônimo.

Você toca no Festival de Verão no dia 27 de janeiro. No mesmo dia de Luan Santana, Harmonia do Samba, Chiclete com Banana e Seu Jorge, estilos completamente diferentes. Como é sua relação com esses grandes festivais? E qual repertório está preparando para o show?
É uma tendência de festival, né? Para terem esse gigantismo tem que ter ecletismo. Como tem todo tipo de gente, tem todo tipo de música. Eu vou dar todo meu gás nesse show, pois tenho um público carente da minha presença em Salvador. O repertório será baseado na turnê A Tal da Felicidade, que conta com sucessos meus e sucessos de outras pessoas.

E sua relação com a Bahia? O que você lembra dos seus primeiros shows por aqui?
Sempre gostei de tocar em Salvador. Todas as vezes que estive em terras baianas, tanto com o Barão quanto na carreira-solo, foi sensacional.

Falando em festivais, como foi se apresentar pela terceira vez, sendo a primeira em carreira-solo, no Rock In Rio 2011?
Foi especial por isso. Estar no palco sozinho e não com o Barão Vermelho foi ver que meu trabalho-solo está num bom lugar. Acho que eu nunca tive um show tão elogiado.

Além de músico, você  também é um grande compositor. Tem alguma música preferida? Tem método pra compor?
Ah, não tem. É que nem filho favorito. Não existe! Tem músicas que vem por pura inspiração. Outras misturam inspiração com o ofício de compositor. Não tenho método para compor. Tem canções que a letra veio antes, outras que a melodia veio antes. Acho gostoso esse dinamismo.

Você já dividiu o palco com grandes nomes da música brasileira. Tem alguém que você nunca fez parceria, mas que deseja muito?
Ah, tem o rei Roberto Carlos, né? Tem a Adriana Calcanhotto também, adoro ela.  Gostaria de fazer um som com Seu Jorge, Arlindo Cruz, Caetano Veloso e com o D2.

E os planos para 2012? Algum trabalho novo? Há perspectiva de um retorno do Barão Vermelho?
Muito possível de acontecer  uma turnê curta comemorativa dos 30 anos do primeiro disco do Barão Vermelho. Nosso primeiro disco foi muito mal mixado, então vamos relançar ele remixado. Quando estavámos olhando o material, descobrimos uma música inédita que vamos lançar também junto com esse CD.

Relembre alguns sucessos do cantor Frejat:


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