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Mulher perde visão de um olho após tomar golpe de cassetete de PM

Cozinheira foi agredida durante show do Olodum, no Pelourinho

27.01.2012 | Atualizado em 27.01.2012 - 08:49

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Luana Ribeiro
luana.ribeiro@redebahia.com.br

Ao sair do Hospital do Subúrbio, na manhã de ontem, depois de cinco dias sem olhar a rua, a sensação da cozinheira Almerinda Santos das Neves, 34, foi de um incômodo estranho. E, a partir de agora, por um bom tempo, ver pessoas e objetos e  será assim: estranho. Almerinda perdeu a visão do olho esquerdo ao ser agredida por um policial, na noite do último dia 22, durante a 31ª edição do Festival de Música e Artes do Olodum (Femadum), no Largo do Pelourinho.

Na recepção do hospital, com algumas gotas de sangue escorrendo pelo rosto, ela ainda está perplexa. Enquanto dançava na festa de domingo, foi surpreendida, por volta das 19h30, pelo golpe de cassetete de um dos três policiais que, segundo ela, começaram a bater em pessoas que estavam próximas, sem nenhum motivo aparente.

“Eles já tinham dado choque em um vizinho nosso, dizendo que ele estava bagunçando. Mas ele não tava fazendo nada! Levaram e  15 minutos depois trouxeram de volta. Aí uns 40 minutos depois, começaram a bater nas pessoas.

Vi o policial vindo com o cassetete, senti o golpe, mas nem entendi o que estava acontecendo”, diz, garantindo que não havia nenhuma confusão no momento da ação policial. Achando que só machucou a testa, perdeu os sentidos. Só acordou no hospital.

Os amigos e parentes que assistiram ao ato, no entanto, sabem o que aconteceu após Almerinda ir ao chão. “Abriu uma roda na multidão e ela caiu no meio. Viram o policial, quando percebeu o estado dela, botar a mão na cabeça, como quem diz: ‘Meu Deus, o que eu fiz?’”, conta a sua irmã, Rosilda das Neves, que estava a poucos metros da cena.


Cozinheira foi agredida durante show do Olodum, no Pelourinho

Ela ainda viu a equipe ser rapidamente trocada por outra, que teria reagido mal às queixas dos familiares. “Nos empurraram, enquanto a gente dava o socorro, porque começamos a reclamar da agressão”, acrescenta.

Mesmo com diversas testemunhas, Rosilda lembra de uma câmera, instalada próximo ao Colégio Estadual Azevedo Fernandes, que por sua localização, deve ter captado imagens do ocorrido. “Quem tiver acesso a essas imagens verá o que aconteceu”.

O coordenador do seTor de Comunicação da Polícia Militar, capitão Marcelo Pita, explica que não houve qualquer registro ou manifestação sobre o caso. “Precisamos que ela, através da Ouvidoria ou presencialmente, entre em contato conosco para que possamos obter informações e fazer a averiguação para identificar a patrulha, já que todos estavam com identificação. As imagens gravadas em vídeo são inclusive uma peça de informação que pode colaborar com as investigações”.

Pesadelo
Chegando ao Hospital Geral do Estado (HGE), o pesadelo de Almerinda prosseguiu. “Ela ficou lá jogada no corredor. Toda hora alguém vinha e olhava, mas só quando uma conhecida nossa que trabalha lá interferiu, conseguimos atendimento”, reclama Rosilda. Segundo ela, no HGE foi feito um exame de sangue, uma tomografia e uma sutura superficial.

“Nem o rosto dela limparam direito. No dia seguinte, ela ainda estava com o rosto sujo de sangue”. Na terça-feira, ela já iria receber alta, sem a confimação da cirurgia. Novamente, com a ajuda da amiga, conseguiu a transferência para o Hospital do Subúrbio, onde enfim se alimentou e foi encaminhada para a cirurgia.

Almerinda rompeu a parte inferior e superior das pálpebras e do globo ocular e ainda partiu um osso da face. “Antes da notícia, ainda tinha esperança de voltar a enxergar”, afima ela.

Mas ao se confirmar a perda da visão, Rosilda diz que a irmã “ficou calada, não esboçou nenhuma reação”. Já em casa, Almerinda resume sua impressão ao se ver no espelho: “Horrível!”. Ainda sem palavras, ela se revolta: “Perdi minha visão de uma forma brutal. Eles estavam ali para proteger, não para agredir”.

Na próxima quarta, ela voltará ao hospital para uma revisão, podendo tentar a colocação de uma prótese no prazo de 45 a 60 dias.

Família pensa em processar o Estado
Almerinda trabalha para um buffet, fazendo doces e bolos por encomenda, e lamenta o tempo que vai ficar parada. “Agora não vou poder usar forno industrial por um bom tempo”, diz ela, que conta com o apoio das três irmãs, com quem mora no bairro de Santa Cruz, e do irmão, Raimundo Araújo das Neves, que está correndo atrás das providências.

“Ainda estamos nos informando sobre o procedimento a ser tomado e depois provavelmente entraremos com um processo contra o Estado. Não tenho medo nenhum, essa situação precisa ser denunciada”, diz. Até o momento, a família não fez o registro da ocorrência, mas está inconformada. “É preciso fazer justiça”, diz a sobrinha Sandrine  das Neves Silva, 18 anos.

Ladrões agem em show no Pelô
A pancadaria não foi a única situação que marcou o show do Olodum no Largo do Pelourinho. Pior, mas dolorido como um soco, foram os roubos. Mesmo desarmados, os bandidos foram os donos da festa. Eles aproveitaram a confusão para fazer saques, algumas das ações percebidas pelas vítimas, que, impotentes, só assistiam apavoradas.

Um grupo de seis pessoas, das quais cinco eram músicos de Alagoas, conheceu o pior lado da festa. Durante o empurra-empurra e a troca de tapas, promovidos por cerca de 15 homens, um deles teve a carteira e uma corrente de prata roubadas. Outras duas pessoas do grupo também foram lesadas pelos ladrões.

Além de policiais militares, o local é monitorado por olhos eletrônicos (câmeras) da PM, mas nem a tecnologia com o possibilidade de delação foi capaz de intimidar os bandidos. A confusão e assaltos em dias de festa no largo são situações constantes, pontuam os comerciantes. “A maioria dos ladrões é formada por jovens que moram nos arredores do Centro Histórico. São usuários de crack, que roubam só para manter o vício”, declara Fernando Pires Mota, proprietário de um bar no Pelourinho.

Segundo o capitão Pita, 17 pessoas foram presas ou conduzidas à delegacia durante a festa, por motivos que vão desde envolvimento em brigas até suspeita de furto ou roubo. Neste sentido, Pita observa que é importante investigar o caso para saber até que ponto houve ou não contribuição para que a suposta agressão acontecesse. “Se a ação se caracterizar como equivocada, cabem aos envolvidos medidas administrativas e até penais cabíveis ao caso”.

Pelourinho, melhor evitar...
Por Gustavo Acioli
Editor Multimídia do CORREIO

Requisitei este espaço para engrossar a cantilena por demais repetida nessa Salvador castigada: dá dó ver o Pelourinho do jeito que está. Vamos aos fatos. Sábado passado levei cinco amigos músicos que visitavam nossa capital para conhecer o tão elogiado som de Magary Lord, que participaria do show gratuito do Olodum. O palco em frente à Fundação Casa de Jorge Amado chamou foi gente. Havia ali umas 10 mil almas apinhadas.

Pois bem, não deu nem cinco minutos para percebermos que havíamos entrado numa baita roubada. Negócio tenso. De cara, uma briga com uns quatro trocando tapas. Mal acaba a primeira e começa a segunda: mais sopapos entre uma meia dúzia. Para piorar, estoura a terceira briga, a maior de todas. A polícia com seus cassetetes batia pesado, o Olodum silenciava tambores, turistas faziam caras de pânico e o pau comia por todos os lados.

No meio daquele sururu absurdo, um cadeirante desesperado sentia-se diante do estouro de uma boiada e esperava pela desgraça. Um dos nossos, por instinto, inclinou-se para, de algum modo, tentar proteger o rapaz: "Cuidado com a cadeira de rodas!", gritava. Mas bastou abrir os braços em frente ao portador de necessidades especiais para dar adeus à sua carteira, até então trancada dentro do bolso abotoado.

Na mesma cena, segundos depois, ele ainda teve um cordão de prata incrivelmente roubado sem que percebesse. O punguista abriu o fecho com apenas uma mão. Um espetáculo de experiência e destreza. Que talento!

Outro da turma, metros adiante, sentia seu corpo ser inteiramente apalpado. Por sorte, saiu quase ileso do episódio. Quase: "Velho, os caras roubaram meus cigarros e isqueiro. Ainda bem que coloquei a carteira e o celular dentro da cueca".

Num sufoco da peste conseguimos escapar daquela loucura; um a um fomos nos reagrupando. Era um com a cara mais assustada do que o outro. "Rapaz, rasgaram meu bolso", "Que porra foi essa?!", "Meu amigo, eu só não tomei dedada!", "Vamos embora!".

Concordei com o clamor. Antes, porém, conferi minhas coisas: carteira e celular estavam comigo. "Escapei", pensei. Andamos juntos até o Terreiro de Jesus, onde parei o carro, e... "opa! Cadê a chave!?" É, nego, depois dessa só me resta recorrer ao velho Tom, o Jobim: "O Pelourinho não é para amadores".

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silva

esses covardes só fazem isso com pobre e negro quando vão dá entrevista escondem a cara, vcs não são nada um monte de seres ignorantes quem deveria comandar vcs era um coronel do exército que são militares de verdade.

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aline

Pois é minha gente, eu fui parar la justamente no domingo porque fui para o samba e na hora de ir embora descendo para a barroquinha me assustei nunca vi algo parecido graças a Deus cheguei la em baixo sã e salva por que uma mulher acompanhada viu minha cara de desespero me deu a mão e me arrastou a té o final da ladeira infelizmente não é so a policia que precisa de reciclagem mas sim a própria população está precisando ser domesticada por que pareciam selvagens numa floresta brigando por espaço e comida aff mas enquanto a agressão provavelmente um incapaz que está inserido no lugar errado e que com certeza saira impune dos erros cometidos por ter defesa de seus gestores porque as provas ja devem ter sido deletadas essas imagens nunca aparecerão a não ser na memoria de quem a viveu por que não foi nenhum cantor ou alguém de classe elevada agredida por um preto,pobre.
Estou indignada!!!

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Janaina

É lamentável o que está acontecendo com a humanidade. Cadê vez que leio as notícias, me choco, me emociono e me revolto. As pessoas perderam o respeito, a tolerância,o amor. A violência vem de todas as partes e a qualquer hora. E os que deveriam nos protege, são os que mais tememos.

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Rui

queria saber, se fosse no Trivela ou qquer festa de rico se o pm iria fazer isso. mas como é preto e pobre, então tá liberado. e claro q nen vai acontecer nada, o cra vai continuar solto pra fazer mais dessas.

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Sem Nome

Foi uma barbarie o quer uma tenente loura do pelotão de choque promoveu no pelorinho sábado a noite e vir ela agrendino um cidadão sem motivos nelhum,e levou preso mais tarde parêntes disseram quer eles levaram para o hospital dizendo quer o rapaz estava brigando esta e policia baiana quer não tem coragem de enfrentar a criminalidade e agredir pessoas de bem uma tenente loura creio quer ela deve ser mais ums deste corvade.

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BINHO ABEDE

Isso é um absurdo " Uma Mulher Negra" Sendo Agredida Desse Jeito...Os Plicias são uns ANIMAIS...

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Lia

Ainda tem gente que se arrisca em ir a festa no pelorinho. Um lugar sem segurança e quando se tem policiamento só servem para agredir pessoas que só está ali para se divertir. Se bem que lá não é mais lugar pra isso.

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Amigo

A policia militar precisa passar por reformas significativas na questão de avaliação para colocar homens que venha manter a ordem, e nao a agressão, a nivel da policia federal!

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Sd Nascimento

Pois é pessoal, lugares assim só o diabo frequenta... Pensem duas vezes antes de ir...

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José

Eles não aprendem nada na academia, só bater e matar os negros, acho que é ordem do comando que não os puni.Se fosse uma mulher branca?

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