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Servidora citada em quebra de sigilo é filiada ao PMDB, diz TRE

Ana Maria Cano é filiada ao PMDB desde 1981, segundo o tribunal. Servidora é uma das quatro ouvidas pela Corregedoria por acesso a dados

07.09.2010 | Atualizado em 07.09.2010 - 15:03

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Redação CORREIO

A assessoria do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) informou na manhã desta terça-feira (7) que Ana Maria Rodrigues Caroto Cano, servidora da Receita Federal citada no inquérito que apura o envolvimento de funcionários do órgão na quebra de sigilos fiscais, é filiada ao PMDB paulista desde setembro de 1981.

Ana Marina trabalha no escritório da Receita Federal em Mauá e é subordinada a Antônia Aparecida dos Santos, cuja senha foi utilizada para acessar dados sigilosos de Eduardo Jorge, vice-presidente executivo do PSDB, e outras pessoas ligadas a Serra.

A reportagem procurou o diretório estadual do PMDB, mas não conseguiu contato. O vice-presidente do partido Jorge Caruso não confirmou a informação da filiação e disse que a informação só poderá ser confirmada na quarta-feira (8).

A reportagem também tentou contato com Ana Maria Cano através do seu número de telefone residencial, mas não obteve retorno. Nos depoimentos à Corregedoria, todos os funcionários citados negaram irregularidades.

Depoimentos e senha
De acordo com a investigação da Corregedoria Geral da Receita, pelo menos quatro funcionários,  teriam acesso à senha utilizada para acessar os dados sigilosos. A servidora Adeildda Ferreira Leão dos Santos, subordinada a Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva, então gerente da unidade do ABC Paulista, disse que Ana Maria foi uma das servidoras com acesso à senha.

Segundo depoimento de Adeildda, além dela, outros dois servidores da unidade fiscal de Mauá teriam acesso à senha da chefe: a servidora Ana Maria, que trabalhava no protocolo e arquivo da repartição, e o então chefe substituto da unidade Sérgio Antônio Rodrigues Júnior.

Segundo a investigação da Receita, foi a partir do computador de Adeildda que, no dia 8 de outubro de 2009, em um intervalo de 15 minutos, a partir de 12h31, todo os dados das declarações do imposto de renda de Eduardo Jorge, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio de Oliveira e Gregório Marin Preciado foram acessadas. As informações são do G1.

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