Foto: Divulgação
Rafinha está sendo censurado, diz Surita
Redação CORREIO
O apresentador Emílio Surita, do "Pânico na TV", defendeu o humorista Rafinho Bastos, da Band, que é investigado em um inquérito porque teria incitado e feito apologia ao estupro durante um show de stand-up. "Isso é um absurdo, o cara está tendo de se defender por ter feito uma piada", disse Surita ao F5, da Folha Online.
Durante o show, o comediante do "CQC" e de "A Liga" disse a seguinte frase: "Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia pra caralho. Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade". Bastos se defendeu, dizendo que se tratava de uma piada dita em "ambiente teatral" e não sua opinião.
O Ministério Público de São Paulo pediu abertura de inquérito policial contra Bastos, o que é um absurdo para Surita. "As pessoas podem dizer que gostaram ou não da piada, podem achar uma droga e sair do show. Mas daí a processar o cara por causa de uma piada? Onde isso vai chegar?", questionou.
"As pessoas precisam entender que uma piada é só isso: uma piada. O que está acontecendo (no caso Bastos) é censura, e censura ao humor", conclui.
Comente esta notícia
Ocultar comentários
Victor
Esses caras estao de sacanagem, piada é piada, cresçam..., esse episodio é um passo à mais na direçao do autoritarismo, e na falta de liberdade...
Avalie
Clique na barra de avaliação para avaliar este item.
Reportar abuso
Laryssa Occhi
um exagero com certeza. A pessoa tem que ter responsabilidade com o que diz, quando está falando sério. Uma piada é simplesmente isso: uma piada. Não é pra se levar a sério. A pessoa se isenta de toda a responsabilidade quando está fazendo uma piada. Ela não está ali pra falar sério, e sim pra fazer os outros rirem. Ele é PAGO para isso, e não é a toa que faz sucesso. Esse processo é totalmente DESNECESSÁRIO. São Paulo deveria se preocupar mais com a aducação, que é realmente importante. O Estado é perfeito? Políticos vivem dando declarações escandalosas... ACORDEM!
Avalie
Clique na barra de avaliação para avaliar este item.
Reportar abuso
Shiriu
Bem, até onde conheço, censura é ato prévio de limitação. Ou seja, se Rafinha Bastos tivesse sindo impedido de fazer a declaração, teriamos censura com certeza. Mas toda pessoa deve responder por suas declarações e isso nem de longe é censura. Neste País, confunde-se liberdade de expressão com ausência de responsabilidade pelo que se diz. Todo mundo tem direito de se expressar, com toda certeza. Mas tem que estar consciente de que, após declarar, pode ser que responda perante a Justiça.
Acho, evidente, que há certo exagero do MP de São Paulo no caso. Aliás, essa história de politicamente correto já está uma chatisse. Evidente que o Rafinha Bastos falou com animus jocandi, ou seja, fazendo piada. Com isso, está excluída qualquer possibilidade de crime.
Mas vamos parar com essa história de censura. Censura é ato prévio... censura é o que ocorria durante a ditadura militar, quando livros e outras publicações só vinham a público após passar pelo órgão censor.
Temos que ter consciencia de que toda liberdade traz, em conjunto, responsabilidade. Assim, saibam... todo mundo pode dizer o que quiser... pode chigar até a minha mãe, se quiser... mas, depois de declarar isso, pode responder criminal ou civilmente.
Avalie
Clique na barra de avaliação para avaliar este item.
Reportar abuso
Comentar notícia | Cadastre-se