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Cartas ameaçavam estudante baiano
Wladmir Pinheiro | Redação CORREIO
wladmir.lima@redebahia.com.br
O estudante Helder Santos, 25, não vai trazer na bagagem de volta à Bahia o diploma do curso de história da Unipampa, no Rio Grande do Sul. Ele foi obrigado a abandonar o curso no 3º semestre e deixar a cidade de Jaguarão, no sul do estado, após sofrer ameaças de morte em cartas supostamente enviadas por policiais da Brigada Militar da cidade. Helder denunciou ter sido vítima de racismo e agressão por policiais da Brigada.
A primeira carta anônima chegou à casa do estudante de Feira de Santana após ele denunciar na Corregedoria da Polícia e na rádio local que tinha sido agredido e chamado de 'negro vagabundo' ao tentar defender um amigo de uma abordagem policial. Helder foi agredido na barriga e no ombro por um dos policiais e em seguida detido acusado de desacato.
Se a primeira carta aconselhava o estudante a deixar a cidade para sua própria segurança, a segunda assustou Helder pelo conteúdo e pelas ameaças. "Eram muito agressivos, me chamavam de 'baiano fedido', 'nego sujo', 'volta pra tua terra, baiano'. Pensei que se levasse as cartas à público eles não tentariam fazer nada contra mim", contou o estudante.
Em um dos trechos, o texto diz: “Se tu for lá na Brigada e falar a verdade e me caguetar no meu processo, eu vou te cobrir de porrada. No carnaval, tu escapou, mas dei um jeito de embolachar teu amiguinho Seco Edson sem sujar as mãos. Deixamos a cara dele mais feia e preta que a tua, seu otário”.
Após as denúncias, as ameaças aumentaram. "Eles começaram a passar na porta da minha casa com a viatura ligada, várias vezes ao dia. Passavam bem devagar e, no início pensei que era apenas para me intimidar", contou o estudante de Porto Alegre, para onde se mudou após as ameças.
O estudante deve voltar à Bahia na próxima semana e tenta transferência para outra universidade. "Vou tentar me transferir para a Universidade Federal do Recôncavo. Estou na casa de um amigo esperando alguma posição".
O caso está sendo investigado pela Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, ligada à Presidência da República, e pela Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público do Rio Grande do Sul. Procurado pelo CORREIO, o comandante da Brigada Militar de Jaguarão, major José Antônio Ferreira, não foi encontrado para dar esclarecimentos sobre a acusação e não retornou às ligações.
"Eu estava concretizando tantos sonhos, minha casa estava toda mobiliada, minha vida estava toda estruturada. Deixei a Bahia só para estudar, fiz 'Livro de Ouro' para juntar dinheiro, passei listinha entre amigos que me ajudaram a comprar a passagem. Comecei a trabalhar na prefeitura, atuava com um trabalho voluntário na comunidade quilombola, com os presos, e estou saindo daqui sem nada", disse o estudante por telefone.
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anti-racista
Se a universidade permitir que este aluno seja expulso por um grupo de racista,ela estará sendo conivente com a situação. A universidade deve proteger, blindar este aluno e ir ao extremo, visando expulsar da sociedade estes descendentes de Hitler.
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Sapo
Cadeia neles. Agora eu pergunto : O que o baiano foi fazer naquele fim de mundo chamado "Jaguarão"? Garanto que aqui na Bahia existem instituições de ensino muito melhores...RS, terra conhecida como terras dos vi...s
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Sosinki
é fato que temos um país dividido...pela dimensão do país...colonização enfim...culturalmente não somos iguais...se alguém acha que somos todos iguais não percebe a realidade, fantasia viver no país do carnaval aonde todos são mulatos e felizes.
Primeira coisa que pensei foi o que este baiano estava fazendo na fronteira do Sul lembrei das políticas de cotas...claro o cara estava lá não por merecimento...e sim favorecido por por uma política de igualdades sem sentido e aquele alguém que dedicou dedicou estudo e esforços não terá a mesma oportunidade...e ainda queremos ser iguais favorecendo a cor da pele...estou cheio de ouvir que 500 anos atrás negros eram escravos...culparem portugueses querendo justificar que o Brasil é esta merda porque foi explorada 500 anos atrás...sou do Sul e quando vejo a historia da minha terra de imigrantes japoneses...italianos...alemães...poloneses...vindos em condições de miséria e terem prosperados com o esforço do seu trabalho me pergunto qual a condição especial que negros sejam favorecidos...não entendo porque o estudante baiano chora querendo justiça e ser tratado como igual se ele comete injustiça com outras pessoas ao ser favorecido com as cotas.
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gustavo
Qual foi o ultimo grande politico negro baiano? Aqui na Bahia também tem preconceito...Me envergonho com esse tipo de noticia pois sou gaucho e moro na Bahia há mais de 25 anos. O negro baiano tem de dar uma resposta politica, votando!
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João
Isso não vai acabar nunca, mas é bem feito. quando eles vierem pra cá, bajulem bem eles como sempre fazem. quanto a PM, existe sim policiais honestos, mas na sua maioria são um bando de prepotentes, arrogantes, e se acham valentões isso porque usam uma farda e uma arma, porque não mandam esses vermes pro afeganistão? aí queria ver se são esses homens todos
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carlos
Esse merces é tão racista quanto alguns sulistas, Quer justificar um crime com outro.. Por isso, toda essa xenofobia nunca irá acabar.
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antonioalmeida
Realmente,é um absurdo,mais o meu amigo,meu brother,meu querido ou outras coisas mais ñ deve esquecer que o maior racismo do planeta,está na amada Bahia e bem na nossa querida soteropolis,o que mais dizer dos outros estados da nossa federaçao.
Entao ,nao há na de novo no front...racismo é brinquedo dos olhos.
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Pati Bomfim
Mas quando eles vem aqui são enaltecidos; as mulheres se dão de graça e a população em geral começa até a imitar o sotaque deles...
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PM BAIANO
Marcelo seu porco, a PM tem de ganhar bem para aturar pessoas como vc. Nenhum tipo de atitude racista é aceita, mas generalizar fica complicado! Diversos "mauricinhos" fazem parte do crime e recebem o tratamento igual ao suburbano!! Informe-se!!
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Leonardo
Não podemos generalizar mas tem uma parcela podre de sulistas racistas. Principalmente de São Paulo, filhos e netos de nordestinos que se esquecem disso. Se consideram europeus. São neonazistas babacas. O problema que que a midia em geral é tão racista quando que casos como esse nem vem à público direito.
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