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Suspeito de envolvimento em assassinato de PM é morto em Simões Filho

Gil era apontado pela polícia como o líder do tráfico no bairro de Nova Abrantes, onde o soldado foi morto

13.01.2012 | Atualizado em 13.01.2012 - 14:51

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Foto: Reprodução

Gil era líder do tráfico onde PM foi morto

Da Redação

Um suspeito de envolvimento na morte do soldado Tiago Serra Gonçalves, 24 anos, foi morto durante operação policial em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. Ginevaldo Brito Santos, o Gil, teria reagido à abordagem da polícia e foi morto durante diligências realizadas na região do CIA I.

Gil era apontado pela polícia como o líder do tráfico no bairro de Nova Abrantes, em Vila de Abrantes, onde o policial militar foi morto. Segundo a polícia, ele passou de mero usuário a dono de “bocas” após a saída de um traficante conhecido como Jack, que foi expulso da área por rivais.

Outros dois suspeitos de envolvimento na morte do PM, Leonardo Gonzaga Santos e Edvando Nascimento Ferreira, foram presos e apresentados no início da tarde desta sexta-feira (13) na 26ª Delegacia Territorial (DT/Vila de Abrantes). Outro adolescente suspeito de envolvimento no caso também foi apreendido.

Triângulo amoroso
Um triângulo amoroso pode ter culminado na morte do policial militar na noite de quarta-feira. O soldado, que era casado, foi assassinado por quatro homens com quatro tiros no rosto. De acordo com a PM, o policial foi atraído para uma emboscada por sua amante, de apenas 16 anos. 

O corpo do PM, que servia na Base Comunitária do Nordeste de Amaralina, foi encontrado no porta-malas do carro dele, um Gol branco. Segundo a Polícia Militar, o crime foi encomendado pelo traficante Naílson, o Gordo, com quem a menor também teria um relacionamento.

A adolescente foi apreendida horas depois da morte do policial. Além do mandante e dos suspeitos apresentados, a polícia caça outros homens apontados como executores: um homem identificado como Marcos; e Elton Carlos Souza Brito, apelidado de Carcunda.


Corpo do PM foi sepultado ontem à tarde, no cemitério Quinta dos Lázaros

Crime
Segundo o major Ricardo Passos, comandante da 40ª Companhia Independente (Nordeste de Amaralina), Gordo exigiu que a garota terminasse com Tiago, mas eles continuaram juntos.

“Ontem (quarta-feira), a garota ligou para Tiago pedindo para que ele fosse vê-la. Ele chegou a dizer que não iria porque ia trabalhar até mais tarde”, contou o major.

Diante de insistência da adolescente, o policial desviou o caminho para casa, na Saramandaia, e seguiu para Vila de Abrantes. “Ela ligou para o traficante informando o horário que Tiago chegaria, além dos dados do veículo dele”, acusa Passos. 

Por volta das 22h, o soldado chegou à rua em que a garota mora, no bairro de Nova Abrantes e, quando desceu do carro, teria sido cercado por Gil, pelo adolescente, Marcos e Carcunda, que atiraram nele.

O corpo foi jogado no porta-malas do Gol e levado para a localidade de Catu de Abrantes, onde foi abandonado.

Outra versão
O delegado titular da unidade, Marcos Tebaldi, mostrou cautela ao falar sobre a motivação do crime. “O traficante Gordo já namorou com a menor mas, a priori, ele não tem ligação com o crime”, disse.

Segundo Tebaldi, a garota não foi apreendida e é considerada apenas testemunha do crime. “Sabemos de três pessoas que estão envolvidas no homicídio, sendo que uma delas é menor”, afirmou. “Todos já respondem a processos e são ligados a Gordo”, disse.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que Tiago foi morto por ser policial. “Ele estava no lugar errado e na hora errada”, ressaltou Tebaldi. O policial foi enterrado ontem à tarde, no cemitério Quinta dos Lázaros, Baixa de Quintas.

Chaves
Depois do assassinato do soldado, a mãe da adolescente, que preferiu não se identificar, afirma estar vivendo amedrontada. Ela conta que, por volta das 2h da madrugada de ontem, policiais militares invadiram sua casa e retiraram a filha à força.

A dona de casa disse ter sido agredida verbalmente pelos policiais. Ela contou também que sabia do relacionamento da filha com Tiago, mas não aprovava. “Pedi que ela terminasse com ele, mas os dois se encontravam constantemente”, contou.

Segundo ela, o casal se conheceu há um ano e meio, no restaurante Língua de Prata, em Itapuã. “Ontem, o rapaz ligou dizendo que queria devolver as chaves que minha filha deixou no carro dele”. Ainda de acordo com a mãe da jovem, o casal discutiu do lado de fora. Depois da briga, a jovem entrou em casa e as duas ouviram os disparos.

* Com informações dos repórteres Bruno Wendel e Laís Vita.

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