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“Uma ação desrespeitosa”, diz secretário sobre fechamento de fábricas da Azaleia

Unidades fechadas ficam nos municípios de Potiraguá, Itarantim, Maiquinique, Ibicuí, Iguaí e Itati

17.12.2011 | Atualizado em 17.12.2011 - 09:45

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Arquivo CORREIO

James Correia, secretário de Indústria e Comércio

Victor Albuquerque
victor.silva@redebahia.com.br


A Vulcabras/Azaleia anunciou ontem o fechamento de seis das 18 fábricas que mantém na Bahia. A decisão, conforme comunicado divulgado ontem pela empresa, visa a redução de gastos para restabeler as condições que permitam fazer frente à concorrência no mercado interno, principalmente com os produtos importados.

As unidades fechadas ficam nos municípios de Potiraguá, Itarantim, Maiquinique, Ibicuí, Iguaí e Itati. Nessas fábricas eram produzidos cabedais de calçados esportivos - parte superior dos sapatos, que protege os pés - e feita a montagem final, com componentes da matriz de Itapetinga, a 560 quilômetros de Salvador.

Conforme o comunicado, assinado pelo presidente do grupo, Milton Cardoso, as seis filiais fechadas tinham baixo volume de produção, o que, segundo ele, não permite ganhos de escala para melhorar a competitividade no mercado.

Além disso, o grupo alega que as filiais estão distantes da matriz, o que onera os custos com manutenção de máquinas, equipamentos de informática e transportes.

A empresa observou ainda que o comportamento da taxa de câmbio nos últimos meses ampliou a concorrência dos calçados importados. “Nossos produtos têm que disputar o desejo do consumidor brasileiro ao lado de concorrentes cujos custos não evoluem como os nossos”, ressaltou.

Com o fechamento das fábricas, a direção da Vulcabras disse que ofereceu aos 1,8 mil colaboradores a possibilidade de transferência para as demais unidades da companhia que continuarão em atividade em 12 municípios do estado.

O grupo afirma, inclusive, que irá disponibilizar transporte diariamente para quem for trabalhar nesses locais. “Aos que não optarem pela transferência, concederemos uma gratificação financeira de dois salários mínimos, além do pagamento de todas as verbas rescisórias”, garantiu.

Em outubro e novembro deste ano, a empresa já havia demitido 1,5 mil funcionários da unidade de Itapetinga. A empresa assegurou, entretanto, que a produção total da Bahia não será reduzida e que o complexo de Itapetinga continuará sendo a principal unidade da Vulcabras/Azaleia. De janeiro a outubro deste ano, 901 mil pares de calçados foram produzidos pelo grupo na Bahia.

Investimento  
A decisão da Vulcabras surpreendeu o governo do estado. Para o secretário de Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, essa foi “uma ação desrespeitosa com o governo e a sociedade baiana”. “Nós só fomos avisados hoje (ontem). Esta não era a forma e nem o período adequado para se tomar uma decisão como essa”, lamentou.

Em julho deste ano, o governo havia prometido interceder junto ao Banco do Nordeste (BNB) para a liberação de um financiamento de R$ 63 milhões que seria investido na ampliação da fábrica de Itapetinga. Mas, de acordo com o presidente da empresa, Milton Cardoso, exigências burocráticas atrapalharam o processo e o dinheiro não foi liberado.

“Esta questão do crédito também pesou muito na nossa decisão. O projeto foi enquadrado no BNB em junho de 2010, mas até hoje não conseguimos assinar os contratos, devido a exigências que se renovam em um processo sem fim. De todas elas, falta uma licença ambiental, já solicitada ao governo do estado há mais de 90 dias”.

 James Correia disse que o atraso para liberação do documento é culpa da própria empresa, que só fez o pedido há cerca de três meses. “Se eles tinham o projeto quando começaram a negociar, por que não pediram logo a licença?”, questionou. “Noventa dias é um prazo recorde. Eu pedi a minha equipe para monitorar esse trâmite devido à importância e a licença seria publicada no Diário Oficial de segunda-feira”, afirmou.

Na opinião de Correia, faltou diálogo para que o impasse fosse resolvido de modo satisfatório para todos.

MPT quer anular demissões
O Ministério Público do Trabalho vai entrar com uma ação civil pública na Justiça para requerer que um possível processo de demissão em massa com o fechamento de unidades da Vulcabrás/Azaleia seja anulado.

A ideia é fazer com que a empresa negocie com o sindicato da categoria um plano para atenuar os impactos do enxugamento sobre os funcionários e a economia dos municípios onde estão as unidades. A decisão foi anunciada pelo procurador do trabalho Marcos de Jesus. “É preciso que a empresa observe regras e princípios constitucionais que determinam o respeito à dignidade da pessoa".

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marcia

o governo poderia trazer outra fabrica de calçados para a bahia pq a vulcabras azaleia ta se achando a dona do pedaço

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laninha

essa fabrica está se achando, nem deveria permiti-la aki no brasil, ela tem q saber q da mesma forma q o brasil precisa dela ela tambem precisa do Brasil. é desrespeitoso o que esses "chefoes" estão fazendo, se acham donos de todos. com tanto sacrificio, firmou-se um acordo em junho deste ano, para agora eles descumprirem tudo. essa fabrica nao merece credibilidade

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Luciola

... nós somos um povo pobre. Esta empresa calçadista, Azaleia e agora Vulcabrás, rebebeu e tem toda sua estrutura construída com nosso pouco e sofrido dinheiro, haja vista que até os galpões foi construido pelo governo. Esta espresa provoca grande demanda na área de saúde, transportes, educação, etc. Porém ela trabalha com incentivos fiscais, não paga imposto, isso mesmo. Recebe empréstimos subisidiados. Até suas obrigações trabalhistas são assumidas pela prefeitura, ela tem obrigação inclusive de ter creche para os filhos das funcionárias e a prefeitua assumiu essa responsabilidade.
A primeira vista parece que ela deixaria em forma de salário 7(sete) milhores de reais/mes na região, ocorre que outros problemas sociais gerados pelo deslocamentos e concentração das pessoas e alteração ambiental, geram maior custo social.
• A alegação do importado é falsa. Ela também quer fabricar lá fora para trazer para cá.
• Ameaçar ela com tributação alta de calçados importados não surtirá efeito, grande parte do que ela produz é exportado.
• Na índia, segundo se noticia, a produção de um tenis tem custo inferior a 1 dolar. Assim, se pararmos para agir como adultos e não como crianças buchudas, veremos que não tem sustentação prolongada essa empresa na região.

Penso que se o governo entregar 500 reais/mes para cada família será muito mais barato para a sociedade, ao invés de entupir uma empresa dessa com dinheiro, já que ela provoca grande custo social e não paga impostos.
A cidade de Itapetinga tem vivido essa ilusão de criar riqueza para um forasteiro com o suor de sua gente e não recebeu nada em troca, nem os impostos inerentes a toda atividade economica. Só ficou os custos socias.

Povo de Itapetinga!
- vamos parar de pensar em nossos carrões, achamos que somos ricos porque nos comparamos com aquleles muito pobres.
- vamos pensar em gerar riqueza com nossa capacidade de empreender, de aglutinar e construir.
-vamos resolver nossas mazelas e concientizar que somos um povo pobre e que precisamos muito construir.

A Azaleia já demitiu toda sua gente no Rio Grande do Sul, que é sua terra, agora como Vulcabrás está apenas seguindo a mesma filosofia na terra dos outros.

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Wellington

O Brasil vai virar uma grande venezuela, vamos ser um pais de cucarachos, a produção virá toda de fora e o Governo pagará uma bolsa esmola para todos os brasileiros com o dinheiro do pré-sal.
Vai chegar o tempo que o governo vai implorar para que um empresário abra uma empresa e dê um emprego e pague impostos, só não vê quem não quem não quer, nosso país está sendo inviabilizado por esse governo incompetente e por essa justiça do trabalho, eu quero ver os procuradores obrigarem uma empresa a não fechar, se os empresários fecharam é porque ficou inviável, e o país todo está ficando assim, só não vê quem não quer, vamos ver quem fica para apagar a luz.

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Gueigue

PIOR É QUE O GOV. SABE QUE ISTO, FALANDO CLARO É DEVIDO AO CUSTO BRASIL MAS, NÃO FAZ NADA A NÃO SER SURRUPIAR IMPOSTOS.

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Udo Wrany

Com essa decisão da Azaleia Calçados, tomarei a decisão de evitar a compra destes produtos.

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joseilton

O governo deveria tomar todas as fabrica da Azaléia aqui na Bahia e mandar ela catar coquinho em outro lugar e com essas fabrica o governo poderia fazer calçados para todos os estudante de escola publica da Bahia.

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