Concursos

Concursos: orçamento prevê mais de 83 mil vagas em órgãos federais em 2017

Lei Orçamentária Federal de 2017 prevê a abertura de 83.061 vagas, distribuídas em diversos órgãos federais

Eduardo Bittencourt (eduardo.bittencourt@redebahia.com.br)
Atualizado em 07/01/2017 07:19:46

O ano de 2017 não vai ser tão ruim para os concurseiros. A Lei Orçamentária Federal de 2017 prevê a abertura de 83.061 vagas, distribuídas em diversos órgãos federais. Há ainda as vagas abertas ou que iminência de abrir em instituições estaduais. 

Mas para quem não quer esperar essas vagas saírem, já há uma lista de concursos abertos em todo o Brasil ou com editais divulgados, com salários que podem chegar até R$ 27 mil.  Na Bahia, por exemplo, a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) possui 60 vagas abertas para candidatos de nível médio e superior, com salários que podem chegar a R$ 6 mil. O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano) é outra instituição que tem vagas abertas. São 65 vagas para candidatos de nível médio e superior, com salário superior a R$ 9 mil. 

Segundo a Secretaria de Administração do Estado da Bahia (Saeb), no último mês de dezembro o governador Rui Costa autorizou a abertura de licitação para contratação da empresa responsável pela realização da seleção do concurso público para oficiais e soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar, que vai acontecer este ano. Serão oferecidas 2 mil vagas para soldados e 60 para oficiais da PM. No caso do Corpo de Bombeiros, serão ofertadas 750 vagas para soldados e 30 para oficiais. Ao todo, serão 2.840 novos policiais para reforçar a segurança pública na capital e no interior do estado a partir de 2018.

Já a Secretaria Municipal de Gestão (Semge) informou que, devido a nova gestão que começou no 1º dia de janeiro deste ano, ainda não há vagas abertas ou previsão de abertura de novas vagas para cargos na Prefeitura de Salvador. 

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(Foto: Evandro Veiga/Arquivo CORREIO)

Para quem tem interesse em vagas em âmbito nacional, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ) divulgou um edital para 50 vagas para o estudante de nível superior com salários que podem chegar a R$ 27,5 mil. Em Fortaleza, no Ceará, a prefeitura abriu 5 vagas para candidatos de nível superior com remuneração de mais de R$ 24 mil.

Principais matérias 
Para o especialista em concursos Waldir Santos, o candidato precisa focar primeiramente nas matérias que costumam ser cobradas na maioria das provas. “Independentemente da vaga há três matérias básicas para se estudar: português, direito constitucional e administrativo. Informática e raciocínio lógico ou matemático também são conteúdos que são recorrentes em provas de concurso”, opina o especialista. 

A opinião é compartilhada por Charles Peterson, que também é especialista em concursos. “O candidato precisa saber português e ter noção básica de direito constitucional e administrativo. O erro do aluno é pegar um edital e estudar por ele, sem antes saber essas matérias que caem nos concursos”, afirma. Para ele, o estudante precisa primeiro definir uma área de interesse e estudar as matérias que costumam cair nas provas dessas áreas. 

Veja os 10 concursos – abertos ou com editais publicados – com maior remuneração

“O candidato quer focar em uma vaga em banco? Então, ele deve estudar as matérias que são interseções entre esses concursos e só passar para as específicas quando tiver notícia do edital daquela prova que pede a matéria específica. O erro do aluno é pegar o edital e estudar por ele. Como ele vai estudar o edital inteiro se ele ainda não sabe o básico? Se ele não sabe português, direito constitucional e administrativo, como ele vai estudar o resto do edital? Não faz sentido”, esclarece Peterson. 

Dicas
Uma vez que o estudante tenha decidido para qual área ele quer fazer o concurso, ele precisa começar a estudar. Segundo o especialista Charles Peterson, o tempo ideal de estudo é 5h à 7h por dia. “Isso para quem está apenas estudando. E esse estudo precisa ser ativo, ou seja, o estudante precisa fazer exercícios e resumos. No estudo ativo, o aluno constrói conhecimento”, explica. O especialista lembra também que há alunos que estudam e trabalham ao mesmo tempo. “Eles precisam separar 3h ou 4h de estudo por dia e no final de semana estudar e separar também um tempo para descansar”, diz. 

Para ele, três coisas são fundamentais para quem quer prestar concurso: uma noite de sono restauradora, uma atividade física e uma atividade relaxante e que distraia sua mente. “O aluno que só estuda, ele abandona ou desiste dessa rotina em 6 meses porque ele não suporta essa pressão de domingo a domingo. O estudo a longo prazo exige descanso uma vez por semana, por exemplo”, afirma Peterson.

Outra dica de Peterson é que o concurseiro almeje uma área que ele gosta ou tem mais afinidade. “O importante é escolher o concurso que o candidato quer mais passar porque é isso que motiva o aluno. Quando você opta por um objetivo baseado na facilidade qualquer coisa vai te tirar desse caminho. A motivação tem que ser o desejo daquele cargo, de entrar naquela instituição, porque aí você não vai desistir fácil”.  Para ele, o concurseiro precisa desenvolver três características: disciplina, autoconfiança e comprometimento.

Já Waldir Santos lembra que o estudante precisa se concentrar, principalmente, nas matérias que ele tem mais dificuldades. “A primeira coisa a fazer antes de estudar é se avaliar. Se a pessoa descobre que tem resultados muito bons em uma determinada disciplina, ela deve dar preferências para as matérias que tem mais problemas. As matérias que a gente gosta, geralmente a gente tem mais facilidade de acertar”, conclui. 

Mais concorrência?
Se você desanima em anos em que há menos concursos, saiba que você pode estar sendo precipitado. De acordo com o especialista em concursos Waldir Santos, a redução no número de vagas anunciadas é menor do que a queda no número de candidatos para aquela vaga. “Muitas pessoas estão adiando ou suspendendo a atividade de fazer concurso, o que faz com que a concorrência caia significantemente. Esse é o momento mais fácil para aprovação”, afirma Santos.

Segundo o especialista, a redução no número de vagas para cargos públicos não chega a 20%. “O governo faz concurso porque ele precisa recompor seu quadro de funcionários por motivo de aposentadoria, exoneração, falecimento ou mesmo por um crescimento no quadro. Há essa demanda por vagas no serviço público”, finaliza. 

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