Variedades

Gal Absoluta

Jussara Silveira e Renato Braz lançam CD com 18 clássicos de Gal

Carmen Vasconcelos (carmen.vasconcelos@redebahia.com.br)
Atualizado em 14/07/2017 20:48:41

 

Jussara Silveira e Renato Braz dividem os vocais no projeto que homenageia os 50 anos de carreira de Gal Costa(Fotos: Ricardo Ferreira/divulgação)

Gal Costa já completou 50 anos de carreira, mas as homenagens à cantora, considerada uma das maiores vozes  brasileiras, não param. Depois da série documental O Nome Dela É Gal, dirigida por Dandara Ferreira, produzida pela Popcorn e pelo canal HBO, chegou a vez do álbum Fruta Gogoia – Uma Homenagem a Gal Costa, dos cantores Jussara Silveira e Renato Braz. 

 O álbum, com produção artística de Luiz Nogueira, reúne 18 canções marcantes da carreira da artista baiana. Os arranjos são de Dori Caymmi - que, em 1967, também fez os arranjos do disco Domingo, parceria de Gal e Caetano Veloso, que marcou o início da carreira de ambos.

“A escolha das músicas que integram o álbum foi afetiva. Das 540 canções, primeiro selecionei 80, lista que foi reduzida a 25, para chegar finalmente às 18 do projeto”, conta Luiz Nogueira. “Além do filtro emotivo, consultei os parceiros deste projeto para, aí sim, chegar ao repertório”, completa. 

A lista das eleitas percorre de Domingo a Todas as Coisas e Eu, álbum de 2004. Entre os compositores está um dos maiores parceiros da cantora: Caetano Veloso, de quem Gal gravou quase 100 canções. Em Fruta Gogoia, a parceria é representada por Tigresa, Meu Bem, Meu Mal, Baby, Não Identificado e Força Estranha.

 Além das canções compostas por Caetano, fazem parte de Fruta Gogoia músicas emblemáticas como Vapor Barato, de Jards Macalé e Waly Salomão; Folhetim, de Chico Buarque; Volta, de Lupicínio Rodrigues; Pérola Negra, de Luiz Melodia; e Sorte, de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos.

 O cantor e compositor Dorival Caymmi também recebeu uma atenção especial: dele estão  Só Louco e Modinha para Gabriela, essa última composta para a novela Gabriela, exibida pela TV Globo em 1975. O álbum também inclui o Tema para Gabriela, música  composta por Tom Jobim para o filme de Bruno Barreto, de 1983. As duas obras para a famosa personagem de Jorge Amado fizeram com que o escritor declarasse que Gal era a voz de todas as suas personagens femininas. 

 

 

A artista plástica Regina Silveira ilustra o encarte com a obra Bicho Gal (Foto: Reprodução)

Afetos

No álbum, Jussara e Renato interpretam Gal em momentos distintos, mas também dividem os vocais em algumas faixas. Segundo Luiz Nogueira, a  ideia não foi criar outras versões para músicas que já têm as suas próprias ‘versões definitivas’ registradas por Gal, mas, sim, trazer outro registro para o público conhecer essas mesmas canções.

Para Jussara, cantar Gal é um desafio estético, uma vez que elas têm vozes que se aproximam. “As canções que foram selecionadas são canções que cantei a vida inteira, desde menina, portanto, não tem nada de estranho. Acredito que é a reafirmação da história musical de duas intérpretes que desde sempre entenderam seus lugares e escolheram o desafio de seguir nesse mundo da interpretação”, pontua a cantora, destacando que o projeto pode crescer para um DVD dos shows.

Jussara diz que, apesar do cinquentenário de carreira artística, Gal continua muito atual e apreciada pela nova geração. “Dia desses fui assistir Bruna, filha de Emanuelle Araújo, cantando Tigresa e me dei conta que ela permanece pulsante e atemporal”, completa, ressaltando que, embora ainda não exista uma programação definida, há uma expectativa de que o show do Fruta Gogoia chegue a Salvador. 

“Nas redes sociais, por exemplo, há um movimento forte pedindo por esse show e defendo que esse é um espetáculo que merece ir até a Bahia”, conta Jussara. Antes disso, ela aporta por aqui no dia 13 de agosto, para fazer uma apresentação especial no encerramento da Flipelô - Festa Literária do Pelô, às 18h, no Largo do Pelourinho. 

Entre as canções de predileção do disco, Jussara destaca Passarinho, de Tuzé de Abreu. “Essa canção não entraria no álbum, a princípio, mas considero que é uma das faixas mais belas”, pontua. Vale salientar que, assim como Gal, Jussara Silveira apresenta em seu canto uma versatilidade que passa por diferentes estilos de música brasileira. Mineira  criada em Salvador, Jussara iniciou sua carreira por aqui, nos anos 1990.

Bicho Gal

Com uma postura parecida, o cantor paulistano Renato Braz lembra que Gal está entre as suas três cantoras prediletas e que o desafio residiu em interpretar músicas que ganharam  identidade com ela. “Me inspirei em Tim Maia cantando Arrastão depois da música ser cantada por Elis Regina. Sim, porque Gal possui essa personalidade marcante, mas aí Dori conseguiu realizar milagres”, conta, rindo. Para ele, Passarinho foi uma dessas realizações especiais. “Ficou um arranjo vilalobiano sem ficar pretensioso”, pontua, referindo-se ao músico Heitor Villa-Lobos. 

O trabalho está disponível nas plataformas digitais, mas quem adquirir a mídia física terá a possibilidade de apreciar o encarte especial que traz uma gravura de Regina Silveira com a obra Bicho Gal, criada especialmente para esse projeto. Para o show baseado no repertório do disco, Regina está criando um cenário especial em que todos os elementos da colorida obra ganharão vida no palco.

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