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Show do Milhão: conheça o único participante que derrotou Silvio Santos

Programa vai retornar, agora apenas com participantes de até 12 anos e sob comando de Patrícia Abravanel

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)
Atualizado em 15/02/2017 10:04:10

O aposentado Sidiney de Moraes, hoje com 80 anos, foi o único participante a derrotar Sílvio Santos e ganhar R$ 1 milhão no "Show do Milhão". O feito aconteceu no programa de 22 de outubro de 2003. Essa semana, o SBT anunciou o retorno da atração à grade, agora com Patrícia Abravanel no comando e participantes com no máximo 12 anos. A informação é do Guia dos Curiosos. 

A pergunta que deu a vitória a Sidiney foi: "Em que dia nasceu e em que dia foi registrado o presidente Lula?". Durante 20 segundos, ele pensou. "Eu sei. Vou responder", diz. "6 e 27 de outubro", crava, logo após a campainha soar. 

(Foto: Reprodução)

O "Jogo do Milhão", que depois virou "Show do Milhão", estreou em fevereiro de 1999. Ele era inspirado no americano "Quem quer ser um milionário" e passava no final da noite. Os participantes precisavam acertar 16 perguntas para conquistar R$ 1 milhão em barras de ouro. Em toda história do programa no país, somente duas pessoas chegaram a responder a última pergunta. Uma errou e Sidiney acertou.

Quem errou a pergunta final foi Jair Hermínio da Silva, no programa de 28 de fevereiro de 2002. Ele deveria responder quantas letras possui o texto que fica no centro da bandeira do Brasil. A resposta correta era 15, mas o professor mineiro respondeu 16, pensando que a frase era "Ordem ou Progresso". O certo é "Ordem e Progresso". Segundo o "Guia dos Curiosos", Sidiney assistiu a esse programa em Campo Grande (MS) e decidiu que iria estudar para participar do programa.

Além dos dois, em 2000, Ana Lúcia Serbeto de Freitas Matos processou o SBT e ganhou R$ 650 mil - R$ 500 mil do prêmio e R$ 150 mil de indenização. Ela alegou que a pergunta que gerou sua desclassificação foi mal formulada. “A Constituição reconhece direitos aos índios de quanto do território brasileiro?’” era a questão. Opções: 22%; 02%; 04% e 10%. Ela preferiu não responder, preservando a premiação já acumulada até ali, abdicando da chance de ganhar o R$ 1 milhão - pelas regras, se o participante errasse perdia tudo. 

Ana Lúcia entrou com ação na Justiça baiana. No programa, Sílvio Santos afirmou que a resposta correta era que 10% do território brasileiro seria dos índios por direito. A Constituição, no entanto, não atribui um valor fixo do tipo para os indígenas, embora fale da demarcação de territórios. Os magistrados concluíram que "o questionamento, em programa de perguntas e respostas, pela televisão, sem viabilidade lógica, uma vez que a Constituição Federal não indica percentual relativo às terras reservadas aos índios, acarreta, como decidido pelas instâncias ordinárias, a impossibilidade da prestação por culpa do devedor, impondo o dever de ressarcir o participante pelo que razoavelmente haja deixado de lucrar, pela perda da oportunidade". Ela acabou faturando uma indenização pela "perda da chance", embora o SBT tenha argumentado que não havia como dizer se Ana Lúcia iria acertar outra questão. 

Sonho
Sidiney concorria a uma vaga no programa enviando por mês 80 cupons da "Revista do SBT" para a emissora, gastando cerca de R$ 200 por mês. Ele nunca foi sorteado. O aposentado acabou selecionado quando uma operadora de telefonia passou a patrocinar o programa e fez uma promoção. Em 2003, Sidiney comprou um celular e foi selecionado para o "Show do Milhão". 

Ele avaliou que sua pergunta mais difícil foi em 28 de agosto de 2003, antes da final. "Quem foi o último rei da Macedônia?". A resposta correta foi Perseu. Ele ganhou então R$ 500 mil e a oportunidade de voltar dois meses depois para responder a "Pergunta do Milhão". Ele ficou hospedado em São Paulo e resolveu estudar a vida dos presidentes. Ele admite que sabia a data de nascimento de Lula, mas não a de registro.  “Acertei porque, nas quatro opções, só havia uma com o dia 6. Do contrário, eu teria desistido”, confessa.

Sem descontos, o valor foi depositado em sua conta. Ele distribuiu R$ 100 mil para cada um dos dois filhos, R$ 15 mil para um familiar próximo e R$ 5 mil para alguns outros parentes. Ele disse que não houve brigas pelo dinheiro e que a quantia mudou sua vida. Atualmente, ele ainda tem mais da metade do dinheiro em conta. Nunca sofreu nenhum incidente de segurança. "Fiquei assustado com os jornais falando meu nome, mas nunca aconteceu nada comigo".

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