Variedades

Show O Grande Encontro volta a Salvador

Alceu, Elba e Geraldo Azevedo se apresentam na Concha Acústica em nova versão do espetáculo que marcou os anos 1990

Roberto Midlej (roberto.midlej@redebahia.com.br)

Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo cantam clássicos como Anunciação e Banho de Cheiro
(Foto: Marcelo Ribeiro/Divulgação)

 

O começo foi meio casual: Geraldo Azevedo e Zé Ramalho faziam um show no Canecão, no Rio, em 1996 e viram, na plateia, os amigos Elba Ramalho e Alceu Valença. Convidaram os dois para uma participação e a sintonia foi tão grande que dias depois os quatro começaram a ensaiar para uma apresentação conjunta.

Logo, estavam juntos para a estreia de um dos mais bem sucedidos projetos da música brasileira nos anos 90: O Grande Encontro, cujo CD teve mais de um milhão de cópias vendidas. Depois, viriam mais dois discos e um DVD.

Agora, 21 anos depois, surge uma reedição daquele encontro, que passa amanhã por Salvador, na Concha Acústica, às 19h. Desta vez, eles vêm desfalcado de Zé Ramalho, que preferiu dedicar-se a outros trabalhos.

Banda 
Se aquela versão era baseada em um formato acústico, agora  Elba, Alceu e Geraldo vêm acompanhados de uma banda.  “Precisava ter um diferencial em relação ao show de 20 anos atrás e decidimos eletrificar a sonoridade. Mas há momentos acústicos”, diz Alceu.

No repertório, continuam clássicos como Anunciação, Banho de Cheiro e Táxi Lunar. Outras duas canções, que anadavam meio esquecidas, foram incluídas: Papagaio do Futuro e Me dá um Beijo, que faziam parte do primeiro álbum da carreira de Alceu e Geraldo, gravado em dupla.

“Papagaio do Futuro nos marcou. Eu e Geraldo fomos à casa de Jackson do Pandeiro e o convidamos para cantar com a gente. Jackson estranhou aqueles dois cabeludos e achou que fôssemos da Jovem Guarda, que ele detestava (risos). Quando escutou a música, ficou exultante. Disse que era a embolada do século XXI”, lembra-se Alceu.

De Zé Ramalho, foram incluídas as músicas Chão de Giz, na voz de Elba, e Frevo Mulher, que todos cantam juntos. “Zé é um querido amigo e parceiro, começou tocando na minha banda e depois despontou como o grande artista que é”, lembra Alceu.

O show que chega a Salvador já passou por cidades como São Paulo e Rio e, segundo Elba, o público não é formado apenas pelos que queriam matar a saudade: “Há uma grande renovação, tem famílias  inteiras reunidas. Existe uma memória afetiva e uma geração que cresceu ao som dos discos do Grande Encontro”.

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