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Festival Vozes do Brasil leva mais de 30 horas de música, dança e teatro ao TCA

As apresentações ultrapassam a Sala Principal - que será palco dos shows pagos à noite - e acontecem em outros espaços do complexo, que recebem programação gratuita à tarde

Marília Moreira (marilia.silva@redebahia.com.br)
Atualizado em 16/03/2017 12:37:27

Mais de 30 horas de programação intensa, durante três dias consecutivos, num dos espaços mais representativos da cultura baiana. Essa é a proposta do Vozes do Brasil, festival que toma conta do Teatro Castro Alves, de sexta a domingo, das 13h às 23h.

As apresentações ultrapassam a Sala Principal - que será palco dos shows pagos à noite - e acontecem em outros espaços do complexo, que recebem programação gratuita à tarde. 

Apesar do nome, o festival vai muito além da música e reúne outras expressões artísticas, como teatro, dança, literatura e fotografia. “O desafio era transformar um festival de  música em um festival multilinguagem, que não perdesse a vocação musical do início. É uma mostra, mas com um foco bastante específico”, conta Elísio Lopes Jr., curador do projeto. 

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(Foto: Divulgação)

Para ele, o que liga as quase 30 horas de programação é  justamente o canto. Por isso, cada atração faz uma leitura muito particular de nomes e movimentos que constituem a identidade musical brasileira.

“Comecei pesquisando quem eram os artistas que estavam trabalhando tematicamente sobre outros e encontrei diversos espetáculos pelo Brasil com essa vocação. A voz foi a matéria-prima da programação. Ainda dei prioridade para artistas baianos, em cena ou sendo matéria da cena. E, dessa maneira, temos um panorama da música brasileira que vai de Elis Regina a Zeca Pagodinho”, sintetiza Elísio.

Diversidade
E nisso consiste o grande desafio e trunfo do festival, segundo o curador. “Cada vez mais os festivais estão mais específicos, mais de nicho. Nesse, a ideia é que possam ir os mais diversos públicos. Tem alguma coisa na programação que, com certeza, você vai gostar de ver e ainda pode conhecer outras coisas”, opina.

A primeira noite será dedicada à  black music, com o show Os Filhos dos Caras, que reúne  Jair Oliveira (filho de Jair Rodrigues), Léo Maia (filho de Tim Maia) e Simoninha (filho de Wilson Simonal). Mas haverá espaço também para lembrar Elis Regina, que  completaria 72 anos justamente no dia 17 de março, primeiro dia do evento. Os sucessos da Pimentinha serão cantados neste dia pela atriz baiana Laila Garin, que deu vida à cantora em Elis, A Musical.  

A segunda noite será dedicada a um mergulho na poesia  de Tom Jobim e  intensidade de Maysa, que serão cantados por duas sofisticadas vozes da terra: Rosa Passos e Tainah, respectivamente. A terceira e última noite vai homenagear o samba e também a Tropicália, com Arlindo Cruz cantando Zeca Pagodinho e a cantora  Claudia Cunha interpretando Gal Costa.

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(Foto: Divulgação)

Quem quiser chegar mais cedo pode conferir de graça as outras linguagens artísticas que integram o festival. O espetáculo de dança Eu Organizo o Movimento, de Ana Paula Bouzas, inspirado na Tropicália, e o Ballet Vip, que apresenta coreografias para os sambas de Riachão, por exemplo, serão apresentados nos três dias no Palco Esplanada. “O desejo é que o público chegue à tarde, visite a exposição, veja os espetáculos de dança e teatro e depois assista aos shows”, finaliza Elísio.

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